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Presidentes


1982/....Jorge Nuno Pinto da Costa1934/36Eduardo Dumont Villares
1972/82Américo de Sá1932/34Sebastião Ferreira Mendes
1967/72Afonso Pinto de Magalhães1931/32António Figueiredo e Melo
1965/67Cesário Bonito1930/31Eduardo Dumont Villares
1961/65José Maria do Nascimento Cordeiro1929/30Augusto Fernando Sequeira
1959/61Luís Ferreira Alves1928/29Urgel Horta
1957/59Paulo Pombo de Carvalho1927/28Sebastião Ferreira Mendes
1955/57Cesário Bonito1926/27Afonso Themudo
1954/55José Carvalho Moreira de Sousa1923/26Domingos d'Almeida Soares
​1951/54Urgel Horta​​1923Sebastião Ferreira Mendes​
​1950/51​Júlio Ribeiro Campos​1922/23​Eurico Brites
1948/50​​Miguel Pereira​1920/22António Cardoso Pinto de Faria​
​1948​Júlio Ribeiro Campos​1917/20Henrique Mesquita​
1945/48​Cesário Bonito​1916/17António Martins Ribeiro​
​1944/45​Luís Ferreira Alves​1914/16António Borges d'Avellar​
​1941/44​​José Sousa Barcelos1912/14​Joaquim Pereira da Silva​
​1940/41​Augusto Pires de Lima​1911/12Guilherme do Carmo Pacheco​
1938/40​Ângelo César​1911Júlio Garcez de Lencastre​
​1936/38​Carlos Teixeira da Costa Júnior​1907/11​José Monteiro da Costa
1893António Nicolau d'Almeida


PRESIDENTE EM EXERCÍCIO
Jorge Nuno Pinto da Costa

Às seis horas da manhã de 28 de dezembro de 1937, nasce na freguesia de Cedofeita, no coração do Porto, o quarto de seis filhos de José Alexandrino Teixeira da Costa e de Maria Elisa Pinto: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa.

Apesar de descender de uma família da alta burguesia e de fortes tradições culturais, em que o futebol não tinha grande eco, desde cedo toma contacto com a modalidade através do tio, Armando Pinto, fervoroso adepto do FC Porto, com quem assiste ao primeiro jogo no Campo da Constituição. Sem grande sucesso, diga-se, porque o pequeno Jorge Nuno é engolido pela multidão e só consegue ver os ataques em que a bola acaba nas bancadas. Fascinado pelo espetáculo, mais tarde acaba por conseguir assistir devidamente a um FC Porto-Sporting, com uma vitória portista por 1-0.

Torna-se o sócio número 26.636 do clube azul e branco e, quando termina o sétimo ano (actual 12.º), no Liceu Almeida Garrett, já trabalha na secção de hóquei em patins, em que entra pela mão do presidente, Afonso Pinto de Magalhães. Organiza a secção em poucos anos, salva o boxe da extinção e socorre outras modalidades amadoras, das quais se torna diretor, destacando-se pelo extraordinário dinamismo.

Em 1976, convidado por Américo de Sá, chega ao Departamento de futebol e, em 1978, o FC Porto consegue reconquistar o Campeonato Nacional, 19 anos depois. O ano anterior já tinha sido marcado pela vitória na Taça de Portugal e o seguinte traria o bicampeonato nacional. Porém, ao fim de quatro anos, incompatibiliza-se com Américo de Sá, no famoso Verão Quente de 1980, e decide afastar-se do clube. As dificuldades que se vivem fazem emergir mais tarde um movimento de sócios liderado por Armando Pimentel, Álvaro Pinto e Neca Couto, no qual Pinto da Costa é convidado a participar e inclusivamente a encabeçar uma candidatura à presidência do FC Porto.

Convicto de que iria ocupar o cargo de director do futebol, hesita num primeiro momento, mas altera a decisão depois de uma conversa com a mãe, que, para grande surpresa do filho, o incentiva a aceitar o desafio. Assim, a 17 de abril de 1982, a lista encabeçada por Fernando Sardoeira Pinto (Assembleia Geral), Pinto da Costa (direcção) e Manuel Borges (Conselho Geral) é eleita com mais de 95 por cento dos votos, naquele que foi o ato eleitoral mais concorrido até então. Inicia-se um novo ciclo no clube.


Dois anos depois, o FC Porto chega à sua primeira final europeia, perdida às mãos de uma poderosa Juventus com a ajuda de uma arbitragem muito polémica. Estava cumprido um dos objetivos do mandato da nova direção, mas o grande sonho, esse, concretizou-se em 1987, em Viena, com a conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus frente ao superfavorito Bayern Munique. Reis da Europa, os Dragões tornavam-se, uns meses mais tarde, donos do Mundo, com a vitória da Taça Intercontinental, em Tóquio, frente ao Peñarol.

Chegamos aos anos 90 e chegam mais vitórias. No futebol, o primeiro tricampeonato, o tetra e o inédito penta, em 1998/99. Foi uma época histórica, em que, no andebol, depois de 31 anos de jejum, Pinto da Costa festeja um dos poucos títulos que lhe faltavam no currículo, ao qual acrescenta ainda os de hóquei em patins e de basquetebol, as outras duas mais mediáticas modalidades.

Mudou o século, mas os êxitos continuaram. Primeiro a Taça UEFA de 2003, em Sevilha, no ano seguinte a Liga dos Campeões, em Gelsenkirchen. As vitórias continuariam com mais um tetra em Portugal, antes de uma nova glória europeia com o triunfo na Liga Europa, na final de Dublin, em 2011, culminando uma época de ouro que incluiu a conquista de um Campeonato nacional imaculado, sem qualquer derrota, garantido matematicamente em pleno Estádio da Luz… apagada.

Títulos, muitos títulos, que fazem de Pinto da Costa o mais titulado presidente do mundo: duas Taças dos Campeões/Liga dos Campeões, duas Taças Intercontinentais, duas Taças UEFA/Liga Europa, uma Supertaça Europeia, 20 Campeonatos nacionais, 12 Taças de Portugal e 20 Supertaças. A esses juntam-se muitos outros no hóquei em patins, basquetebol, andebol, bilhar e natação e ainda no voleibol, atletismo, boxe e ciclismo.

Estes 35 anos de presidência ficam, ainda, indelevelmente marcados por muitas obras também ímpares e emblemáticas: o rebaixamento das Antas, a construção do Estádio do Dragão, do Dragão Caixa e do Museu – só para citar as mais relevantes. É obra, de facto.

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