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1
Iker Casillas
12
José Sá
24
João Costa
26
Vaná Alves
40
Fabiano
2
Maxi Pereira
5
Marcano
13
Alex Telles
19
Miguel Layún
21
Ricardo Pereira
23
Reyes
28
Felipe
30
Diogo Dalot
10
Óliver Torres
16
Herrera
20
André André
22
Danilo Pereira
25
Otávio
27
Sérgio Oliveira
7
Hernâni
8
Brahimi
9
Aboubakar
11
Marega
17
Jesús Corona
29
Soares

Sérgio Conceição

Vítor Bruno

Siramana Dembélé

Diamantino Figueiredo

Eduardo Oliveira

Nélson Puga

José Mário Almeida

Eduardo Braga

Luís Pinto

Álvaro Magalhães

Telmo Sousa

Manuel Vítor

José Luís Ferreira

Roberto Carreira
1

Iker Casillas

20-05-1981
Espanhola

Guarda-Redes

Um príncipe que já venceu tudo

Foi a 12 de setembro de 1999, no mítico San Mamés, casa do Athletic Bilbau, que Iker Casillas se estreou com a camisola da equipa principal do Real Madrid. Tornou-se então o mais jovem guarda-redes de sempre a alinhar pelo clube, com 18 anos e 115 dias, iniciando um extraordinário percurso de 725 jogos. O agora guardião do FC Porto representou os merengues durante 25 anos, entre 1990 e 2015, conquistando não só a admiração dos adeptos do Real mas também de todos os apreciadores do desporto e do fair play. Não é por acaso que recebeu, em 2012, o Prémio Príncipe das Astúrias para o Desporto, considerada a maior distinção desportiva espanhola. Está desde julho de 2015 no FC Porto, tendo-se tornado numa das referências da equipa.

O guardião, que foi eleito o melhor do mundo no seu posto específico por cinco vezes e já venceu os troféus individuais Zamora e Bravo, chegou ao Real Madrid aos nove anos e o percurso até à baliza do Santiago Bernabéu foi feito a pulso. Vencedor do Campeonato da Europa de Sub-16, em 1997, e do Mundial Sub-20, em 1999 (em ambos os casos com defesas suas no desempate por penáltis), Casillas foi convocado para um jogo da Liga dos Campeões, frente ao Rosenborg, em 1997. Teve de esperar dois anos até à estreia oficial, mas a partir daí agarrou a titularidade na baliza madridista. Os títulos conquistados desde então poderiam justificar só por si um parágrafo: três Ligas dos Campeões, um Mundial de Clubes, duas Taças Intercontinentais, duas Supertaças Europeias, cinco Ligas espanholas, duas Taças do Rei e quatro Supertaças espanholas.

O percurso na seleção espanhola, ao serviço da qual venceu o Mundial de 2010 (sendo considerado o melhor guarda-redes) e dois Campeonatos da Europa, sempre como capitão, merece também um capítulo especial. Aliás, foi a partir das suas defesas milagrosas no Mundial 2002 que passou a ser conhecido em Espanha pelo apelido de O santo. Casillas é o mais internacional de sempre no seu país e é o terceiro capitão da história do futebol, depois de Franz Beckenbauer e Didier Deschamps, a erguer os troféus de campeão da Europa e do Mundo de seleções e o da Liga dos Campeões da UEFA.

Casillas é o jogador da Liga portuguesa em atividade com o mais rico palmarés e é o primeiro ex-campeão do Mundo de seleções a representar os Dragões. Porém, tão ou mais importante do que todos esses feitos é o seu desportivismo e vontade de ajudar os mais desprotegidos. O fair play de Iker é reconhecido e não é por acaso que lhe foi concedido o Prémio Príncipe das Astúrias ao lado de Xavi, que tem um percurso similar no rival FC Barcelona. O júri considerou que ambos simbolizam os valores da amizade, companheirismo e respeito pelo adversário. Na vertente solidária, criou a sua própria fundação, que se foca no bem-estar das crianças, em 2011; no mesmo ano, em janeiro, foi nomeado Embaixador de Boa Vontade das Nações Unidas.

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