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19-03-2017

Liderança travada pelo antijogo e pelos postes

Dragões empatam (1-1) na receção ao Vitória de Setúbal e mantêm-se no segundo lugar da Liga NOS


O FC Porto perdeu este domingo a hipótese de passar para a liderança da Liga NOS, isto porque foi incapaz de marcar mais do que um golo ao Vitória de Setúbal, que por sua vez fez o empate (1-1) no único lance de real perigo que criou. Houve duas bolas nos postes dos sadinos, que praticaram um tipo de antijogo do qual já não havia memória e que não merecia passar impune. A série de vitórias consecutivas dos Dragões ficou-se assim pelas nove, mas a boa notícia é que, na próxima jornada há uma deslocação ao estádio do líder Benfica (1 de abril, 20h30) e a equipa azul e branca volta a depender apenas dela própria para chegar ao primeiro lugar.

A primeira parte resume-se numa frase: FC Porto a atacar, Vitória de Setúbal a defender, usando e abusando do antijogo, nomeadamente Bruno Varela. Aliás, algo de estranho se deve passar com um guarda-redes que se lesiona pelo mero impacto com o relvado e que é assistido por três vezes em meia hora. Mas adiante, até porque os Dragões dominaram sempre mas nem entraram muito bem na partida, revelando algum dificuldade em entrar na área contrária.

A primeira grande oportunidade surgiu aos 19 minutos, com uma triangulação entre Corona, André Silva e Brahimi; Vasco Fernandes travou o remate do argelino em cima da linha. Nove minutos depois, Marcano cabeceou ao poste, após um canto, e Felipe viu outra vez uma perna de um jogador setubalense evitar a recarga. Aos 32, um grande lance de Danilo na direita permitiu a André Silva cabecear com a baliza à mercê, mas o remate saiu ao lado. O 1-0 surgiu já nos descontos: Óliver cruzou e Corona rematou de primeira, de pé esquerdo, concretizando um golo fantástico. E Soares ainda poderia ter feito o segundo antes do intervalo.

A segunda parte começou em modo algo pachorrento, com o FC Porto a privilegiar a posse da bola e a ver, aos 49 minutos, Brahimi ser abalroado por Bruno Varela, num lance de penálti que terá passado despercebido ao árbitro e a grande parte dos espetadores. Mas a verdade é que esta atitude um pouco menos pró-ativa dos Dragões foi punida de forma demasiado dura, já que os visitantes nada tinham feito até então para justificar um golo. Aos 56, Felipe escorregou e permitiu a João Carvalho ficar sozinho perante Casillas e atirar para o empate.

A partir daí, a partida tornou-se naturalmente muito tensa, porque era a liderança que estava em causa. O futebol azul e branco nunca mais foi clarividente e a atitude completamente antidesportiva dos setubalenses propiciava isso mesmo: todos os jogadores substituídos caíam antes de saírem de campo, por forma a queimar mais uns minutos. Até ao apito final, houve três oportunidades claras para fazer o segundo golo, poucas para tanto volume ofensivo: André Silva acertou no poste, aos 67 minutos, Brahimi atirou por cima, aos 83, e Soares, já nos descontos, rematou acrobaticamente por cima, em boa posição. Há mais caminho para fazer na luta pelo título e uma grande oportunidade para aproveitar no Estádio da Luz.

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