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22-11-2017

O perfil das “Raposas de Berlim”

FC Porto tenta na quinta-feira recuperar uma desvantagem de três golos na 2.ª mão da 3.ª eliminatória da Taça EHF


Depois de um desaire no Dragão Caixa (27-30), a equipa de andebol do FC Porto viaja até à Alemanha para o segundo cara a cara com a todo-poderosa formação do Füchse Berlim (quinta-feira, 18h30 de Portugal continental). Como afirmou Yoel Morales na antevisão da partida, a tarefa dos portistas não é fácil, mas “nada é impossível”. Nestas seguintes linhas, publicadas originalmente na edição de novembro da revista Dragões (que pode subscrever gratuitamente aqui) pode ficar a saber um pouco mais sobre o perfil dos atuais líderes da Liga alemã, mais conhecidos como “Raposas de Berlim”.​

O CLUBE
Foi fundado em 1891 como MTV Reinickendorf e passou a chamar-se Reinickendorfer Füchse BTSV já em meados do século XX. Por essa altura, estreou-se na Bundesliga e lá jogou regularmente entre os anos 60 e 80. Foi despromovido, andou pelas divisões secundárias e começou a reerguer-se no início deste século: foi rebatizado com o nome pelo qual é hoje conhecido, numa tentativa, bem-sucedida, de se tornar um clube líder em Berlim, ao lado do Hertha, no futebol, do Eisbären, no hóquei no gelo, e do Alba, no basquetebol. Em 2007, voltou ao convívio entre os grandes e depressa chegou à primeira linha do andebol nacional e internacional.

A ESTRELA
Petar Nenadic, central e internacional sérvio, de 31 anos, com quase 2 metros e 100 quilos, está no Füchse há três anos chegado dos polacos do Wisla Plock, depois de ter passado pela Dinamarca, Sérvia e Espanha, onde representou o Barcelona e Algeciras. É o chefe da defesa alemã, é especialista nos livres de sete metros e dono de um portentoso remate. Em 2015/16 foi o melhor marcador da Bundesliga.


O TREINADOR
Velimir Petkovic, antigo jogador alemão, nasceu há 61 anos na Bósnia-Herzegovina, onde começou a carreira de treinador, no Borac Banja Luka, clube ao serviço do qual venceu a Taça EHF em 1991. Regressou depois à Alemanha para treinar equipas de menor expressão até se transferir para o Göppingen, que levou à conquista da Taça EHF em 2011 e 2012. Antes de ingressar no Füchse, em dezembro de 2016, orientou os germânicos do ThSV Eisenach.

A CASA
O Max-Schmeling-Halle foi batizado com o nome do pugilista alemão e campeão mundial de pesos pesados Max Schmeling, tendo começado por ser a arena de boxe dos Jogos Olímpicos de 2000. Mais tarde foi transformado num pavilhão multifuncional e passou a ser a casa do Füchse Berlim e da principal equipa de voleibol da capital, o Berlim Recycling Volleys. Tem capacidade para 8.500 espetadores, que aumenta para 11.900 quando recebe eventos não-desportivos.

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