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12-10-2017

Exercício 2016/17 teve resultado líquido negativo de 35,3 milhões

Prejuízo é menor do que no período anterior e cumpre com os compromissos assumidos com a UEFA


As contas da FC Porto SAD para o exercício 2016/17, reveladas esta quinta-feira no Estádio do Dragão, apresentam um resultado líquido consolidado negativo de 35,3 milhões de euros. O défice baixa em mais de 40 por cento face ao registado em 2015/16, superando a meta assumida junto da UEFA, no âmbito do Settlement Agreement, assinado em junho de 2017. O EBITDA (cash-flow operacional) volta a valores positivos, atingindo já os 22,8 milhões de euros e os resultados operacionais (excluindo passes de jogadores) aumentam 25,7 milhões, combinando um aumento das receitas (de 23,2, chegando agora aos 99 milhões) e uma diminuição dos custos (decréscimo de 2,6 milhões face ao período homólogo).

Na apresentação destas contas – em que também estiveram presentes o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, os administradores Adelino Caldeira, Eduardo Valente, Rui Lousa e António Vasconcelos e o diretor geral da FC Porto Media Manuel Tavares –, o administrador financeiro Fernando Gomes tomou a palavra para explicar que a SAD vai entrar num “novo período da situação económica e financeira”, em que a dependência de mais-valias com transferências para compensar os défices irá baixar, por via de uma maior contenção nos custos com pessoal. “Chegámos a um acordo muitíssimo bom para o FC Porto, a sua organização e futuro. Foi aceite sem qualquer alteração pela UEFA e estende-se por quatro anos, três de recuperação e um de break-even. Este exercício é um momento zero, em que não conta a o prejuízo de 58 milhões do exercício anterior”, declarou aos jornalistas.

A SAD estava assim obrigada a um máximo de 30 milhões de prejuízo em 2016/17, mas nesse valor não são contabilizados custos com a formação, amortizações (excluindo de passes de jogadores) e impostos sobre o rendimento, entre outros. Por isso, o valor apurado para este efeito é de 25,4 milhões de euros, bem abaixo do limite imposto pela UEFA e que deixa já uma folga para o exercício em curso. Porém, a administração propõe-se a objetivos muito mais ambiciosos do que o estipulado no Settlement Agreement: nove milhões de prejuízo em 2017/18 (o teto é de 20), sete milhões de lucro em 2018/19 (estava previsto um défice até dez milhões) e 14 milhões de lucro no ano em que o objetivo é o break-even.

“Propomo-nos ir além daquilo proposto à UEFA. A determinado momento estabelecemos contratos com jogadores incomportáveis para o normal funcionamento da empresa, a menos que todos os anos gerássemos mais-valias grandes, mas isso obrigava-nos a desfazer o plantel todos os anos”, detalhou. As vendas de passes são "indispensáveis", mas num limite razoável, podendo muitas vezes ser obtidas pela “venda de um só jogador” e tendo a “gestão do plantel” como base, visto que o principal objetivo continua a ser desportivo, ou seja, ganhar títulos.

O “número mítico” da UEFA para os custos com pessoal é de “até 60 por cento do valor dos proveitos operacionais”, algo que o FC Porto vai procurar atingir mas que não pode ser feito apenas numa época desportiva, visto que há contratos em curso, que serão honrados. “Libertámos 26 jogadores que tinham contrato, o que nos permite já em 2017/18 uma diminuição dos custos com o plantel de 20,8 milhões de euros”, adiantou Fernando Gomes, que abordou ainda o valor negativo do capital próprio (9,1 milhões de euros), que poderá ser corrigido “já esta época”, nomeadamente “com um aumento de capital”.

No capítulo dos esclarecimentos, o administrador reforçou que não há limitações impostas pela UEFA à aquisição de jogadores – algo que exemplificou com a renovação de contrato e compra de parte do passe de Aboubakar – e que as receitas de participação nas provas da UEFA vão “ser cada vez mais importantes”. Daqui a cerca de um ano, haverá nova apresentação de contas e os acionistas “podem ter a certeza de que serão bastante melhores do que estas”.

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