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06-12-2017

Com autoridade nos “oitavos”

Dragões bateram Mónaco por 5-2 e estão entre as 16 melhores equipas da Europa


O FC Porto está pela 13.ª vez na fase a eliminar da Liga dos Campeões, após bater de forma clara o Mónaco, por 5-2, com um bis de Aboubakar – que já vai em cinco golos na prova – e ainda tentos de Brahimi, Alex Telles e Soares. Os Dragões não quiseram esperar por notícias de Leipzig – onde o clube local até perdeu – e trataram rapidamente de garantir os três pontos (ao intervalo venciam por 3-0) e somar os dez necessários para assegurar o segundo lugar do grupo G, atrás do Besiktas.

Os Dragões foram acima de tudo contundentes e eficazes: não deram facilidades ao ataque do Mónaco – que chegou ao Dragão já eliminado mas com uma estratégia clara de contragolpe, traçada por Leonardo Jardim – e sempre que chegaram à área contrária conseguiam criar perigo. A parceria entre Brahimi e Aboubakar, que construiu dois dos três primeiros golos, foi decisiva para uma vitória que confirmou o FC Porto como, mais uma vez, o único clube português a passar aos oitavos de final.

Antes de começar a partida, Sérgio Conceição teve uma surpresa negativa: Otávio teve de ficar de fora do onze previsto, por lesão de última hora, e avançou assim André André, a única novidade face ao clássico de sexta-feira. Mas quando a bola começou a rolar cedo chegaram boas notícias: o golo madrugador de Aboubakar, logo aos nove minutos (após um grande passe de Brahimi), deu aos azuis e brancos um conforto importante para o que viria a seguir.

Dominador e mais objetivo do que um adversário tímido, o FC Porto terminou a primeira parte com uma confortável vantagem. Aboubakar fez o 2-0 aos 33 minutos – na conclusão de um ataque que até começou na direta mas que veio parar à esquerda, aos pés do camaronês, que dançou sobre Glik antes de bater Benaglio – e o 3-0 em cima do intervalo, desta vez com Aboubakar a servir Brahimi para uma finalização com classe.

No meio dos dois golos registaram-se as expulsões de Ghezzal e Felipe, após um desentendimento iniciado pelo monegasco, o que viria a ser decisivo para uma segunda parte que tinha condimentos para ser aborrecida, mas que em vez disso se tornou mais aberta.

Os forasteiros reduziram para 3-1, aos 61 minutos, na conversão de um penálti de Glik após um lance em que o árbitro considerou que houve braço na bola de Marcano – pena que não tenha visto outros dois lances para castigo máximo na área do Mónaco. Mais estendido no terreno do que na primeira parte, o Mónaco também se sujeitava a ver a bola rondar a sua área e, num belo remate cruzado de pé esquerdo, Alex Telles fez o 4-1, quatro minutos depois, que esfriava qualquer hipótese de recuperação do adversário.

Até ao apito final, o encontro nunca deixou de ser entretido, como dizia o ex-treinador portista Quinito, e viram-se ainda mais dois golos: Falcao, no regresso ao Dragão, fez o 4-2, aos 77 minutos, e foi ovacionado; Soares, que substituiu Aboubakar, ainda apontou o 5-2, de cabeça, aos 88. Desta vez o FC Porto não ganhou 3-0 ao Mónaco, como nos dois encontros oficiais anteriores, mas voltou a superiorizar-se por três golos.

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