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23-06-2018

Giulio Cocco: "Não vejo a hora de começar"

Avançado italiano é reforço do FC Porto Fidelidade para 2018/19 e apresenta-se aos adeptos portistas


Giulio Cocco: tomem nota deste nome, porque ele vai dar que falar. É avançado, internacional italiano, jogava no Amatori Lodi e chegará ao Dragão Caixa como reforço do FC Porto para 2018/19, com um contrato válido para as próximas três temporadas. Tem 21 anos, mas em Itália já não o veem como uma promessa. Veem-no como uma certeza. Confessa que não vê a hora de cá chegar e de poder justificar a aposta, com golos e com títulos. Cocco diz que vem para ganhar tudo o que houver para ganhar, porque sabe que vem para “um clube de campeões”.

Alberto Orlandi. Lembram-se dele? É o único hoquista italiano que, até agora, teve a honra de vestir a camisola do FC Porto e é ele que nos apresenta o seu sucessor: “O Giulio é o único jogador da Serie A do momento que, pela qualidade técnica, é capaz de enfrentar este desafio, ele é o rosto do presente e do futuro do hóquei italiano. O treinador Guillem Cabestany conhece-o muito bem, pelo que será uma grande vantagem para ele”, defende o antigo número oito dos portistas, que ajudou à conquista dos dois primeiros campeonatos do histórico e inédito “deca”.

Cocco define-se como “ um jogador que está permanentemente à procura de ser melhor, que nunca está satisfeito consigo próprio”, que pode jogar “em qualquer zona da pista” e que tem na técnica e na patinagem as suas melhores qualidades. Cocco é parco nas palavras, a imprensa italiana não lhe poupa nos elogios, fala em golos que são “verdadeiras obras de arte”, “alguns nos limites do impossível”, só ao alcance dos melhores. Formado no Valdagno, transferiu-se em 2014/15 para o Breganze, então treinado por Guillem Cabestany. Duas épocas bastaram para revelar todo o seu potencial e para receber o convite do Lodi, um dos clubes mais fortes e com maior tradição do hóquei transalpino. Foi aí que explodiu definitivamente, tornando-se uma das principais figuras da conquista do scudetto dos due colori ao fim de 36 anos – marcou 32 golos em 38 jogos.

Em Itália dizem que o avançado estava há muito tempo debaixo de olho de vários clubes europeus de nomeada. O FC Porto não perdeu tempo, antecipou-se e o telefone de Cocco tocou: “Fiquei muito feliz ao receber o convite de um clube de grandes campeões, que joga sempre para ganhar. Deu-me uma motivação enorme e, dentro de mim, já tinha o desejo de aceitar a proposta. Para chegar a este nível, treino com vontade e paixão desde a infância, por isso senti, naquele momento, que todos os sacrifícios que fiz valeram a pena”, conta.

A decisão não demorou muito a ser tomada, até porque teve, desde o primeiro instante, o apoio da família, o seu “fã incondicional número um”, sobretudo a irmã, Marta, com quem sempre teve “um relacionamento especial”. O irmão mais velho, Mattia, hoquista tal como ele, que alinha no Breganze, também o incentivou a aceitar o convite: “Disse-me para aceitar imediatamente a proposta, porque será uma grande oportunidade para mim, tanto a nível desportivo como pessoal - mudar de país e aprender uma nova língua será muito bom. Não vejo a hora de começar a trabalhar no FC Porto”.

A transferência assume contornos de especial importância para todo o hóquei italiano, que olha para o campeonato português como o mais forte da atualidade: “Como dizem aqui, em Itália, é a NBA do hóquei, disputada pelas melhores equipa e pelos melhores jogadores e que tem um nível de qualidade que não pode ser comparável com o da Serie A”, afirma o avançado, que mostra saber para o que vem quando desafiado a projetar a primeira aventura no estrangeiro da prometedora carreira: “Quando vais para um clube como o FC Porto só podes ir com a ambição de ganhar tudo, porque vais encontrar jogadores que já ganharam muito e que sabem como ganhar. Adquirir essa mentalidade será uma mais-valia para mim, por isso penso que vou para o clube certo.”

Cocco fala com conhecimento de causa, até porque já teve a oportunidade de conhecer o Dragão Caixa. Foi a 6 de fevereiro de 2016, quando o Breganze, a equipa que o avançado na altura representava, jogou a última jornada da fase de grupos da Liga Europeia, e perdeu por uns categóricos 13-4. O avançado marcou um dos golos, mas na memória ficou a grandeza daquele momento: “Foi lindo jogar num pavilhão tão importante onde jogam e jogaram grandes jogadores. Lembro-me dos adeptos a gritar em cada golo do FC Porto, do ambiente incrível que existe no pavilhão e lembro-me também de ter pensado como seria bonito vestir a camisola deste clube tão grande. Três anos depois, o sonho tornou-se realidade”.

Trabalho da autoria de João Queiroz, publicado na edição n.º 376 da "Dragões", a revista oficial do FC Porto, que pode subscrever aqui. Pode aceder à versão digital da revista no computador, no tablet e no smartphone.

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