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02-01-2018

Desporto português corre o risco de se tornar “uma enorme mentira”

Universo Porto da Bancada abordou uma nova leva de emails do Benfica e o caso da eventual viciação de resultados


A revelação de mais um conjunto de emails relacionado com o Benfica ocupou uma boa parte da emissão desta terça-feira do Universo Porto da Bancada. Estes novos documentos ajudam a construir uma imagem cada vez mais clara da teia de interesses movimentada pelo clube da Luz, com destaque para uma lista com vencimentos de jornalistas (indicados pelas suas iniciais) que alegadamente iriam contribuir para o blogue Verdade Desportiva, dirigido por Carlos Janela.

“O desporto português corre o sério risco de se tornar uma enorme mentira. O Benfica procura meter as pessoas certas nos lugares certos. São tantas as coisas em que o Benfica se mete que, decorridos seis meses sobre o início das revelações deste submundo, ninguém tem dúvidas de que não são normais, não são regulares, não são lícitas”, sublinhou Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do FC Porto.

O painel, constituído ainda por Pedro Bragança e José Cruz, debruçou-se sobre o projeto do Verdade Desportiva, chegando à conclusão de que os jornalistas visados e que várias outras entidades – como o Sindicato dos Jornalistas e a Comissão da Carteira Profissional – não podem manter-se como observadoras. Trata-se de mais um braço do “polvo”.

“Hoje ficou claro que o Benfica quer controlar toda a comunicação social e não suporta a que escapa ao seu escrutínio. Os cartilheiros são pessoas a quem falta dignidade e se prestam a fazer o papel de idiotas úteis para propalar uma propaganda. Isto é mais grave: se isto é verdade, a carteira profissional tem de lhes ser caçada”, notou Francisco J. Marques.

Carlos Janela foi uma das personagens abordada – “há muitos anos que é nocivo ao futebol português e continua a apresentar-se na CMTV como comentador independente e gestor de ativos” – e deve pedir desculpa aos envolvidos e “desaparecer”, no caso de a colaboração dos jornalistas ter sido um mero projeto. Mas também se falou de Tiago Pinto, atual diretor geral para o futebol do Benfica – que num email fala de um “trabalho na teia de poder” que envolve, por exemplo, os “conselhos de arbitragem” –, e de Ferreira Nunes. É referida numa das mensagens uma estadia paga pelo Benfica ao antigo responsável pela elaboração das classificações dos árbitros no Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

A investigação sobre a eventual viciação de resultados em jogos do Benfica em 2015/16 foi um dos últimos temas em debate, com a cobertura envergonhada do tema de grande parte da comunicação social a ficar clara. Sobre os factos, Pedro Bragança quis notar que o intuito não é fazer julgamentos: “Temos de defender a presunção de inocência de todos os implicados. Dos jogadores envolvidos, do próprio Rio Ave e do Benfica. Nós não fazemos justiça, podemos é discutir a dimensão pública de determinados casos a partir de factos”.

Pode ver o programa completo aqui.

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