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08-11-2017

“Buscas na Federação originaram as investigações ao Benfica”

Programa “Universo Porto da Bancada” abordou ainda as recentes polémicas de arbitragem


Seis semanas foi o tempo de que a Polícia Judiciária precisou para concluir as buscas na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que, segundo o diretor de comunicação e informação do FC Porto, Francisco J. Marques, terão estado na base do procedimento depois levado a cabo no Estádio da Luz e nas casas de alguns dirigentes e pessoas ligados ao Benfica. A edição desta terça-feira do Universo Porto da Bancada, que pode ser vista na íntegra aqui​, abordou também as polémicas das arbitragens da última jornada da Liga e o “embuste” que anda a ser montado a Felipe pela propaganda.

Começando pelas buscas na sede da FPF, o painel considerou um “grande desenvolvimento” as investigações da PJ, que, como se sabe, implicaram de forma objetiva o clube encarnado. "Faz-se querer que as autoridades estiveram na Federação a investigar assuntos como o caso de descida de divisão de Tiago Antunes e a sua relação com o caso do engenheiro Luís Gonçalves, mas não. A seu tempo se irá perceber que essas seis semanas serviram para recolher outro tipo de coisas. Lembro que estamos na presença de uma investigação de corrupção desportiva, como foi revelado pela Procuradoria Distrital de Lisboa, e por isso deve ser investigada até ao fim”, afirmou Francisco J. Marques.

Relativamente às arbitragens do fim de semana, que a propaganda do Benfica se tem encarregado colocar na ordem do dia, o painel do programa foi unânime ao lembrar que esta época o FC Porto foi mais prejudicado do que ajudado e que os rivais estão permanentemente à espera de uma oportunidade pare se queixarem. Nesse sentido, o diretor de comunicação e informação deixou claro que “é preciso acabar com estas campanhas que fazem querer que o FC Porto anda a ser levado ao colo, porque a realidade é muito diferente. Parece que em Portugal tudo é permitido aos árbitros, menos enganarem-se a favor do FC Porto”.

Outro caso passa-se com a recente perseguição ao defesa central Felipe, que Francisco J. Marques admite que tenha como principal objetivo pressionar os árbitros para retirar o brasileiro do clássico com o Benfica, agendado para o dia 1 de dezembro.

Para concluir, foi abordado o tema das investigações ao Marselha, em particular à transferência de Lucho González, que motivaram uma visita de autoridades francesas ao Estádio do Dragão, esta terça-feira. “O FC Porto cumpriu uma determinação de uma carta rogatória que pedia uma colaboração e foram entregues às autoridades todos os documentos que foram pedidos. Foram ouvidas pessoas, como testemunhas, mas não há nenhum arguido do FC Porto. Curiosamente uma das pessoas que foi ouvida é advogado e não foi constituído arguido, o que de certa forma vem desmistificar uma tese que já ouvimos por aí. Esta é uma das 18 transferências que estarão a ser investigadas pelas autoridades francesas relacionadas com o Marselha. Não sabemos muito mais nem temos que saber. A verdade é que colaborámos, como nos competia”, esclareceu Francisco J. Marques.

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