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André Villas-Boas mostrou ambição para “atacar o título do próximo ano da mesma forma” à margem do 25.º aniversário da Casa FC Porto - Monção

André Villas-Boas viajou até Monção para comemorar o 25.º aniversário da Casa FC Porto local e, em declarações aos órgãos de comunicação social, frisou que “o objetivo é que o FC Porto nunca mais largue o primeiro lugar e o propague ao longo do tempo de forma a entregar sempre alegria aos adeptos”.

Questionado sobre o mercado, o presidente recordou que “a equipa está bem construída” e “existe uma base sólida” para “atacar o título do próximo ano da mesma forma”, pelo que o Clube vai “continuar a trabalhar no background, procurando as melhores soluções para reforçar o plantel em plena concordância com a equipa técnica. O mais recente movimento no defeso significou o regresso a casa de André Silva, “um jogador que conhece o FC Porto como ninguém, que sabe o que é a exigência dos adeptos e tinha muito desejo de voltar”.

Depois de comentar mais “um absurdo da criatividade do presidente do Sporting”, André Villas-Boas abordou ainda a aprovação da chave de repartição dos direitos televisivos da Liga, “um passo decisivo na construção do bom futuro do futebol português” que deve ter seguimento com “passos que dignifiquem e melhorem o produto” - como “licenciamentos mais claros, melhoramento de infraestruturas, melhoramento das tecnologias de VAR” -, antes de mostrar “uma alegria enorme” pela “explosão de sócios” que se vive no FC Porto: “Para nós isto é um passo fundamental. O FC Porto deve continuar a crescer associativamente, economicamente e desportivamente, que é o que mais desejamos”.

25 anos da Casa FC Porto - Monção
“Sim, estamos aqui a celebrar os 25 anos da Casa FC Porto - Monção. Já me dizia o senhor presidente António Simões que é uma Casa que tem sido resistente, a única entre os três grandes aqui em Monção. Portanto, é algo que nos distingue e nos eleva enquanto instituição e fruto também do seu bom trabalho. É um prazer enorme estar aqui, celebrar este aniversário com eles e celebrar também o espírito altruísta do seu presidente na divulgação da instituição FC Porto, o seu Clube, que muito dignifica os associados desta casa e os associados do FC Porto.”

O mercado de verão
“Estamos num período de preparação da próxima época. Tudo tem corrido dentro do plano. Apesar de nós, Direção, já estarmos na época 2026/27, a temporada 2025/26 ainda está por terminar. Normalmente esse encerramento dá-se a 30 de junho, como sabem, portanto ainda há muito trabalho a fazer. A realidade é que a equipa está bem construída. Queremos, evidentemente, atacar o título do próximo ano da mesma forma, mas temos uma boa base e uma base sólida, algo que tivemos de reconstruir no fim da época 2024/25.”

André Silva
“Foi um encontro de ideias também com a equipa técnica, com o jogador e com o reforço do plantel devido às saídas que se deram, com a não continuidade de alguns atletas. Uns por infortúnio, como foi o caso do Luuk de Jong, e outros por opção, como foi o caso do Terem Moffi. É o regresso a casa de um jogador que conhece o FC Porto como ninguém, que sabe o que é a exigência dos seus adeptos e que tinha muito desejo de voltar a casa. Isso é algo que nunca podemos nunca descurar e é com toda esta emoção que o vemos regressar. Portanto, estamos confiantes de que ele vai dar muito a esta casa e queremos muito que esse mais ano de opção seja uma realidade e que o André Silva fique no FC Porto por muitos anos.”

Robert Lewandowski
“Acho que as redes sociais alimentam às vezes sonhos que são irrealistas e é muito normal haver estas dinâmicas, principalmente quando houve dois jogadores do FC Porto que, na brincadeira, acertaram num quiz que nós próprios lançámos. Portanto, não tem nada a ver com isso. Como sabem, o FC Porto trabalha no background do mercado, procurando as melhores soluções para reforçar o seu plantel em plena concordância com a equipa técnica. Na devida altura, anunciaremos quem teremos que anunciar.”

Caleb Yirenkyi
“É apenas um jogador referenciado pelo FC Porto, muito difícil de conseguir pelas exigências económicas dos clubes. É uma má altura para trabalhar os mercados, porque normalmente as exigências são muito altas. O mercado ainda está a arrancar, agitará sempre mais em julho e agosto e agitará completamente nas últimas semanas de agosto e início de setembro. Portanto, é uma fase ainda muito embrionária. Recordo também que, no final da época 2024/25, o FC Porto atacou o mercado muito mais tarde, mas com muita força. Portanto, nesta fase são sempre contactos preliminares. É um jogador que estava referenciado pelo FC Porto desde o ano passado e que tem gerado muito interesse, particularmente de clubes da Premier League, mas ao qual não fizemos nenhuma oferta nem nenhum movimento.”

As conspirações de Frederico Varandas
“São comentários infelizes. Eu não concerto nada com a Federação Portuguesa de Futebol relativamente a arbitragens. Era o que mais faltava e significava que o futebol português estava no mau caminho. Nós concluímos uma grande época, uma época em que o FC Porto foi dominador e um justo vencedor. Sobre os outros episódios não tenho nada a dizer, sobretudo sobre este recente episódio de um alegado envolvimento do FC Porto para desviar o Luís Suaréz. É um absurdo da criatividade do presidente do Sporting, porque nós não temos nada a ver com os jogadores do Sporting e temos mais do que fazer do que conspirar contra transferências dos jogadores do Sporting. Portanto, seguimos o nosso caminho. O objetivo é que o FC Porto nunca mais largue o primeiro lugar. Esses são sempre os nossos sonhos. Conquistamos este título com muito suor, um título que nos fugia há quatro anos e agora queremos manter-nos nesse primeiro lugar, propagá-lo ao longo do tempo e entregar sempre alegria aos adeptos. É o nosso maior foco.”

A chave de repartição dos direitos televisivos da Liga Portugal
“A chave de repartição dos direitos televisivos já foi levada à Assembleia Geral, foi aprovada com cerca de 80% ou mais de 80%, portanto é uma realidade que agrada a maior parte dos clubes. É um passo decisivo na construção do bom futuro do futebol português. Seguem-se novos passos. Os novos passos são ir a mercado e ambicionarmos as quantias que nós pensamos que vale o futebol português. Aquela chave de repartição está bem feita. Valoriza todos os outros clubes e mantém também o dignificar dos três grandes e da sua importância enquanto motor económico do futebol português. Isso é inegável. Não querendo repetir-me, mas essa é a demografia associativa de Portugal e essa clara demografia foi respeitada também no campo da distribuição da chave de repartição. A partir de agora é ir a mercado, encontrar as melhores soluções e depois disso temos de ver sobretudo os desafios que se seguem para o futebol português, que passam pela melhoria das infraestruturas, por uma maior capacidade de atrair os públicos aos estádios e por evitar situações de licenciamentos que não devem acontecer quando há clubes que andam a submeter PERES para se safarem de algumas responsabilidades e dívidas que têm para com outros. Eu acho que isso também não nos dignifica e não nos valoriza, portanto é encontrarmos regulamentos, licenciamentos mais claros, melhoramento de infraestruturas, melhoramento das tecnologias de VAR. Devemos estar concentrados em dar passos que dignifiquem e melhorem o produto do futebol português.”

Ainda a janela de transferências
“Está tudo numa fase muito embrionária. Agora está aí o Campeonato do Mundo e as atenções vão estar focadas nessa competição. O FC Porto segue calmamente o seu plano relativamente às opções que tem no mercado. O nosso objetivo, como lhe disse, é manter a base da equipa que temos e construir uma mais sólida, correspondendo aos requisitos que o treinador nos pede. Portanto, sendo possível, operaremos sempre no mercado de uma forma muito silenciosa e tentando concluir os nossos alvos. Já fechámos dois atletas que nos reforçam a equipa principal, outro numa relação entre a equipa principal e a equipa B, e assim seguiremos a operar.”

O crescimento exponencial no associativismo
“Sim, estamos a ver uma explosão de sócios. O FC Porto vê crescer a sua massa associativa 20% desde 2024, o que é uma alegria enorme. Significa muita união portista, muito amor em torno do FC Porto que se reflete também no associativismo. Para nós isto é um passo fundamental. Também vem muito com o facto de o FC Porto ter-se transformado na sua parte digital, o que facilita muito a que os adeptos portistas se tornem sócios. Mas há um sem número de outras coisas em que temos crescido, do ponto de vista das receitas comerciais e presenças no estádio. O Estádio do Dragão foi o estádio com mais afluência da época transata e isso são sinais muito bons para o futuro. Agora estamos dedicados a melhorar o Estádio do Dragão, os seus serviços, os serviços de hospitalidade e o melhor serviço aos adeptos e aos sócios quando se deslocam ao estádio. A nossa preocupação é sempre melhorar a experiência do adepto e do sócio, seja dentro do Estádio do Dragão e também fora nas acessibilidades, sendo possível. É nisso em que estamos focados. O FC Porto deve continuar a crescer associativamente, economicamente e desportivamente, que é o que mais desejamos.”

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