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Francesco Farioli vinca a necessidade de “transformar as boas intenções em resultados” antes do FC Porto-FC Alverca (domingo, 18h00)

A edição 2026/27 da Liga está prestes a arrancar e Francesco Farioli sabe que o FC Porto tem de “queimar os barcos” para “ir com tudo e explorar as oportunidades que a nova temporada vai dar”. “O que conseguimos está feito, devíamos parar de fazer comparações com a última época, porque já está no passado. Já colocámos os troféus no Museu. Enquanto representantes do FC Porto, não temos qualquer intenção de olhar para trás. Agora vamos atacar o que temos pela frente, porque é para aí que tem de estar virada a nossa energia”, sublinha o treinador antes da receção ao FC Alverca (domingo, 18h00, Sport TV1), relativa à primeira jornada.

“Entusiasmado para o arranque da temporada e por voltar a jogar diante dos adeptos”, o técnico italiano deixou também claro que o grupo vai estar “focado, ligado e sempre com o nível certo de ambição”, até porque essa é “a única forma de transformar as boas intenções em resultados” diante de “uma equipa bem organizada, que joga com mais intenção ofensiva desde a chegada do novo treinador”.

Oskar Pietuszewski “tem uma lesão muscular” e é baixa confirmada para a ronda inaugural, tal como Alberto Costa, que “sofreu uma pancada na perna que ainda está a debilitá-lo”. Em sentido contrário, “Jan Bednarek, que foi avaliado durante a semana, está apto para o jogo”.

De volta ao campeonato e ao Dragão
“Estamos muito entusiasmados para o arranque da temporada e por voltarmos a jogar diante dos nossos adeptos. Será com certeza uma motivação para a equipa e os adeptos farão o resto. Quanto ao FC Alverca, estudámo-los, sabendo de antemão que mudaram de treinador e chegou ao comando técnico o Sérgio Ferreira. Conhecemo-los muito bem por termos jogado contra eles na última época, sabemos quais são as mais-valias individuais que têm, apesar de se terem reforçado, e é uma equipa que, além de bem organizada, joga com mais intenção ofensiva desde a chegada do novo treinador. Tentam recuperar a bola mais à frente e constroem sob pressão. Estamos à espera de os ver assim. Têm jogadores bastante interessantes, com qualidade e intensidade para causarem perigo, por isso temos de estar preparados. Trabalhámos bem para preparar este jogo e queremos transformar essas boas intenções num bom resultado amanhã.”

Boletim clínico
“Quanto aos lesionados, amanhã não vamos poder contar com o Oskar Pietuszewski e com o Alberto Costa, ambos estão fora. O Oskar tem uma lesão muscular e o Alberto sofreu uma pancada na perna que ainda está a debilitá-lo. Têm diferentes tempos de recuperação. O Jan Bednarek, que foi avaliado durante a semana, está apto para o jogo.”

A folga de sexta-feira
“É algo que também fizemos na época passada. Queríamos ter a gestão adequada do plantel e dar mais carga aos jogadores que não jogaram ou jogaram poucos minutos na Supertaça. Trabalhámos intensamente durante os primeiros dias, tivemos um momento de redução da carga e agora vamos novamente com tudo. É assim que construímos normalmente a nossa semana, fizemos tudo o que era preciso, hoje vi uma boa energia no treino e agora temos de estar muito focados, ligados, sempre com o nível certo de ambição para fazermos uma grande exibição, porque é a única forma de garantirmos o resultado que queremos.”

O mercado
“O mercado é sempre um grande puzzle. Há tantas peças a mexer, é um misto entre um puzzle e um jogo de xadrez, no qual temos de estar atentos aos próximos movimentos. Se alguém sai, temos de trazer alguém, ou então trazemos alguém se esperarmos uma saída. Já falei sobre o plantel, 95% dos jogadores adorariam continuar aqui, naturalmente que alguns podem ter o desejo de ganhar mais experiência e mais minutos, por isso vamos ver nos próximos dias. Sobre o que vamos fazer nos próximos dias, estamos a trabalhar com toda a atenção e o compromisso máximo de manter o nosso nível, de nos mantermos competitivos nas competições nacionais e de estarmos preparados para a Liga dos Campeões. O ideal não existe, os jogadores que tivemos connosco fizeram um trabalho fantástico na pré-época, trabalhámos muito bem, estamos prontos para começar e para trazer para o campo o nível que os adeptos esperam ver.”

Sérgio Ferreira
“Quando há pessoas da casa que se tornam adversários, há sempre desvantagem, mas é o futebol. O mais importante é fazer uma exibição adequada ao nível que queremos mostrar. Se tivermos respeito pelo adversário e estivermos atentos aos detalhes, creio que temos a qualidade para superar qualquer desvantagem estratégica. O foco principal tem de estar na nossa estratégia para o jogo e neste espírito insaciável de ir novamente com tudo para cada jogo.”

O FC Porto acima de tudo
“Sou muito honesto convosco. Só tenho um jogador que veio ter comigo para falar de uma oportunidade que tinha para sair. Um veio ter comigo diretamente, outro sei que gostaria de sair, mas nenhum deles é o Rodrigo Mora. Não há necessidade de falar de casos individuais, porque amanhã temos um jogo para ganhar. Percebo que o mercado possa estar sempre presente, porque há jogadores que pensam em destinos diferentes e entendem cada vez mais qual o seu papel na equipa, mas todos os jogadores sabem que, enquanto aqui estiverem, vão ter as oportunidades em todas as competições que vamos disputar. No FC Porto, não há nada maior do que o Clube e os adeptos. Estamos todos alinhados, mesmo o jogador que veio pedir para sair, e isso faz com que durma descansado.”

Melhorias contínuas
“Disse que tínhamos coisas para melhorar, não para mudar. É natural ter coisas para melhorar ao longo da temporada, aspetos nos quais gostaríamos de ser melhores, ter novas caraterísticas em certas posições. Esta manhã, tivemos uma reunião com a equipa, em forma de arranque da temporada, e explicámos que tem de haver um estado de alerta nas nossas cabeças. Há, claro, o mercado a perturbar e uma certa poluição que cria pressão extra, seja através dos órgãos de comunicação social ou das redes sociais. Lembro-me que no ano passado perdemos o primeiro jogo a meio de novembro, frente ao Nottingham Forest, e li logo duas ou três notícias em que nos descreviam como uma equipa catastrófica que não conseguia jogar e ia colapsar. Sou uma pessoa aberta às críticas e muito exigente comigo mesmo. Quando não o sou, tenho a minha equipa técnica sempre a alertar-me. Somos muito focados no que fazemos e estamos sempre a tentar melhorar. Esta questão de sermos previsíveis traz uma intenção escondida de nos fazer esquecer o que é verdadeiramente importante. Acabar uma temporada com 34 jogos, 28 vitórias e seis empates, como conseguimos, não é acaso, é fruto de muita consistência e da capacidade de ultrapassar momentos difíceis e acreditar sempre no nosso trabalho. Digo sempre aos jogadores para continuarem a acreditar no que nos deu um título, mas há sempre espaço para melhorar e temos muito trabalho para fazer.”

Samu
“Temos uma projeção de quando o Samu poderá voltar, mas ainda é muito cedo para o considerar uma opção para a equipa, infelizmente.”

André Silva e Deniz Gül
“O André Silva e o Deniz Gül são jogadores com caraterísticas muito diferentes. O André é um jogador maduro, com muita experiência, nascido e criado aqui, que fez uma carreira fantástica em grandes clubes e que decidiu voltar a casa. Ganhou há dias o primeiro troféu ao serviço do FC Porto e chegou com muita humildade para trabalhar para a equipa. Três ou quatro dias depois de chegar, pediu-me uma reunião para ver o que podia melhorar e isso, para um treinador, é muito bom, por ser um jogador com experiência e conhecimento do jogo que se mantém curioso e com vontade de continuar a aprender. É um jogador muito móvel, que nos garante também uma presença forte na área, e é um atleta que sabe como dar o mote à equipa no momento defensivo, quando começar a pressão. O Deniz é um jogador que ainda não sabe o quão bom se pode tornar. É corpulento, muito rápido e forte tecnicamente. Tem de perceber como pode ajudar a equipa nos jogos, mas tem um grande potencial, além de ser uma grande pessoa que quer trabalhar e evoluir. Na temporada passada, desde que o Samu se lesionou, acartou uma grande responsabilidade e foi um dos responsáveis por chegarmos ao título. Estou muito agradecido pelo que fez e cabe-lhe agora colocar-se na posição de ajudar a equipa a ir atrás dos objetivos.”

Foco no presente e no futuro
“Seria fantástico repetir a primeira volta do ano passado. Esta manhã, na reunião, estávamos a analisar algumas coisas… o principal assunto era relacionado com a expressão “queimar os barcos”, foi uma expressão criada por pessoas que atravessaram o oceano para ir para a América e, assim que lá chegaram, decidiram queimar os barcos. Esse tem de ser o nosso espírito e a nossa ambição. O que conseguimos está feito, devíamos parar de fazer comparações com a última época, porque já está no passado. Já colocámos os troféus no Museu e o que fizemos esta manhã foi queimar os barcos. Estamos quase a pôr os pés no chão para atacar o que se segue e para ir com tudo o que temos, de forma a explorarmos todas as oportunidades que a nova temporada nos vai dar. Enquanto representantes do FC Porto, não temos qualquer intenção de olhar para trás. Agora vamos atacar o que temos pela frente, porque é para aí que tem de estar virada a nossa energia.”

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