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Sérgio Conceição projetou a final da Taça de Portugal, frente ao Benfica, que se vai jogar em Coimbra (sábado, 20h45)

Sérgio Conceição não esconde que o principal objetivo da época foi alcançado com a conquista do título de campeão nacional, mas o FC Porto quer muito juntar-lhe a Taça de Portugal, troféu que escapa aos Dragões desde 2011. Na antevisão da final, que reserva o terceiro clássico de 2019/20 com o Benfica, o treinador portista reconheceu que pela frente estará um adversário forte e de qualidade, mas a vontade do grupo em erguer um troféu que já merecia ter erguido no ano passado é enorme. Vencer, como sempre, é o único objetivo dos campeões nacionais. A final da Taça de Portugal está agendada para este sábado, às 20h45 (RTP1), no Estádio Cidade de Coimbra.

A mesma preparação de sempre
“A preparação do jogo foi exatamente igual a todas as outras semanas que antecederam jogos importantes. Não mudou nada. Foi uma semana normal de trabalho. Como o Danilo disse, e bem, foi uma semana de trabalho com muita ambição, determinação, confiança e alegria. Depois do jogo de Braga, tivemos que o dissecar e ver o que correu bem e menos bem, mas estamos prontos para um jogo importante. Está em causa e em jogo um título.”

O passado é passado
“Com a experiência que tenho neste mundo do futebol, acho que os dois jogos contra o Benfica ou o campeonato que ganhámos, por muito contentes que estejamos, já fazem parte do passado. O importante é o jogo de amanhã. Nada do passado intefere na preparação para este jogo.”

Sempre a aprender
“Aprendo todos os dias com os jogadores, com as pessoas que trabalham comigo no Olival, e são muitas, e até com o tratador da relva, não desprestigiando. Até aprendo mais com ele do que com outros. A aprendizagem é contínua e diária. Os anos passam e vamos ganhando essa maturidade com toda essa aprendizagem diária. Estou sempre aberto a aprender.”

A experiência do treinador do Benfica
“O Bruno Lage não tinha muita experiência quando pegou na equipa do Benfica e fez um bom trabalho. O Nélson Veríssimo já é treinador há alguns anos, mas normalmente só se olha quando chegam a equipas da Primeira Liga. Muitos treinadores têm um trajeto longo na formação e nas equipas secundárias. Não vejo que haja algum tipo de vantagem por aí. Há pequenas diferenças na dinâmica, porque um ou outro jogador é diferente, mas estamos preparados.”

O melhor onze para ganhar
“Vou escolher o onze que me dá mais garantias para ganhar a final.”

Os elogios de Luís Gonçalves
“Nas férias ainda suporto elogios, mas em competição… O Engenheiro não dá muitas entrevistas, mas de vez em quando tem que falar. Foi uma peça muito importante neste título, como muitos outros, até ao nosso grande presidente. Olho para esses elogios com responsabilidade e com vontade de continuar a agradar às pessoas. Isso só se consegue trabalhando muito e obtendo resultados.”

O FC Porto campeão na comunicação social
“Vi uma grande alegria dos adeptos do FC Porto e de toda a estrutura. Tudo aquilo que é falar de futebol no sentido dessas situações que gravitam à volta deste desporto tão bonito e apaixonante, a nós não tem que interferir em nada. Sejam estatísticas ou o que se fala na imprensa. Temos de nos focar no nosso trabalho e no nosso objetivo, que é chegar bem ao jogo e poder vencê-lo. Corremos o risco de nos distrairmos e um milésimo de segundo pode fazer a diferença entre a bola entrar ou não.”

A estratégia do adversário
“Não posso controlar a estratégia do adversário, só depois de começar o jogo, mas controlamos o nosso trabalho, a nossa estratégia e o nosso plano. Trabalhamos no máximo para estarmos num nível muito alto. É uma final apaixonante porque é imprevisível. Não há favoritos em finais e muito menos nesta, disputada por dois clubes históricos.”

Matheus Uribe e Luis Díaz ainda no boletim clínico
“Trabalharam de forma condicionada. Todas as horas são importantes para nos darem respostas mais concretas sobre a utilização deles. Vamos esperar até próximo do jogo. O cenário não é fantástico, mas também não é deprimente. Se não estiverem eles, estarão outros com igual qualidade e que querem ganhar tanto como eles.”

O trabalho durante a quarentena
“Tivemos que fazer muitas coisas diferentes, pois foi uma situação nova para toda a gente. O importante foi o estado de espírito fantástico de todos: jogadores, staff e Departamento de Saúde, que foi essencial durante o tempo de paragem. Imaginem querer um determinado treino para um jogador que vive num apartamento e para outro que tem um jardim. Tivemos de nos adaptar a isso, mas houve muita gente a contribuir para que os jogadores tivessem a carga que queríamos, bem como a qualidade de trabalho. Depois, estávamos permanentemente em contacto, pois além do trabalho físico havia também o trabalho emocional. Fizemos muitas videoconferências, a ver jogos nossos antes da paragem. Não foi fácil, mas foi muito bom e os jogadores perceberam que era um período decisivo na época. Para já, não foi mau, pois ganhámos o campeonato, mas falta ganhar a Taça de Portugal.”

As sensações antes de jogos como este
“Quando era jogador, gostava de sentir o frio na barriga até à hora que o jogo começava, mas depois passava com o foco e a concentração. Enquanto treinador, quero sentir sempre essa adrenalina, que é importante, mas o frio na barriga sinto em outras situações na minha vida quando encontro pessoas com dificuldades, nomeadamente crianças e pessoas idosas. Isso toca-me. Na visita ao IPO, por exemplo, é um sentimento difícil de explicar. Levo isto para este campo porque há coisas mais importantes do que uma final ou um jogo de futebol. Tenho a adrenalina normal de um jogo de futebol, não mais do que isso. Para a minha carreira, é um título importante, mais que não vai mudar nada. Tenho de continuar a evoluir naquilo que sou, mas é mais um título importante para juntar aos que já conseguimos.”

A pressão de ganhar
“Não há um aparelho que avalie essa pressão, mas nada do que se passou entra na preparação do jogo e no nosso foco para o jogo. Não é pelas duas finais anteriores que perdeu que o FC Porto vai querer ganhar mais amanhã. O FC Porto quer sempre ganhar.”

Ganhar, seja onde for
“É um gosto ganhar, nem que seja na China. Sou de Ribeira de Frades, uma aldeia perto de Coimbra, e sempre que lá vou tenho recordações bonitas da minha infância, mas não mais do que isso. Ganhar aqui, no Cazaquistão ou na China é igual. O importante é ganhar.”

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