Na antecâmara do regresso à competição, Moncho López relata o pensamento presente no renovado plantel de basquetebol do FC Porto
Praticamente sete meses volvidos desde última partida oficial, a equipa de basquetebol do FC Porto regressa finalmente à competição e logo com um clássico frente ao Benfica. Depois da interrupção de todas as provas graças à pandemia da Covid-19, no passado mês de março, os Dragões dão início à nova temporada basquetebolística com a disputa da final four da Taça de Portugal. O trio de norte-americanos composto por Jonathan Fairell, Eric Anderson e Larry Gordon junta-se a um atleta com histórico ao serviço dos Dragões, João Torrié, no lote de caras novas às ordens de Moncho López para a época que se avizinha. Com os regressos de Max Landis e Tanner McGrew após lesão, o técnico mostra-se “contente” pelo trabalho desenvolvido durante a pré-temporada e salienta que as perspetivas para a retoma “são boas”. À entrada para o décimo primeiro ano ao comando do basquetebol azul e branco, o treinador galego encarna a exigência do emblema que representa: “chegamos a esta Taça com a motivação e a responsabilidade de sempre, porque envergamos esta camisola. Portanto só podemos pensar em vencer”.
Vencer é o único objetivo
“As perspetivas que temos são boas. Vamos entrar nesta competição só com um objetivo, que é vencer. Não entram outras opções na nossa cabeça. Queremos vencer independentemente das condições em que chegamos, porque existem as circunstâncias que todos sabemos. É uma Taça um bocadinho especial, no sentido em que iniciamos uma nova época com um troféu que faz sentido em relação à época anterior, com as quatro equipas que conseguiram o apuramento, Vitória de Guimarães, Sporting, Benfica e nós. Conseguimo-lo com toda a justiça, foram as equipas que estiveram mais tempo nesses quatro primeiros lugares, estavam a jogar muito bem. Nós estávamos numa fase pior, por causa das lesões, quando o campeonato parou. Mas preparámo-nos para esta Taça e é uma boa maneira de começar. Espero que seja com um título, o que também será uma boa maneira de fechar a época, que ficará marcada para sempre pela pandemia.”
Satisfeito com o defeso
“Estamos contentes com a pré-época que fizemos. É sempre difícil recomeçar depois de uma paragem como a que tivemos, mas, felizmente, muitos atletas conseguiram trabalhar em casa e foram acompanhados. Outros conseguiram trabalhar aqui connosco. A chegada dos reforços foi gradual, não conseguimos tê-los todos cá no primeiro dia, mas ultrapassámos essas circunstâncias. Nos jogos de preparação fomos jogando cada vez melhor, e íamos sentindo isso. Começámos com uma derrota, mas depois vencemos todos os jogos da preparação, apesar de o resultado ser irrelevante. Mesmo assim, sentimos que íamos jogando melhor à medida que avançava a preparação. Por isso, chegamos a esta Taça com a motivação e a responsabilidade de sempre, porque envergamos esta camisola. Portanto só podemos pensar em vencer.”
Reforços com provas dadas
“Os novos reforços são jogadores com provas dadas em campeonatos europeus e internacionais. São campeonatos mais difíceis e competitivos do que o nosso. Fomos buscar jogadores que se destacam pela atitude e pela entrega, com muita capacidade de esforço e de sacrifício. Logo, era fácil encaixá-los no nosso espírito. Falando de aspetos técnico-táticos, são jogadores com grande capacidade defensiva, os dois interiores (Eric Anderson e Jonathan Fairell) são jogadores muito sólidos no ressalto. Taticamente, o Eric é um jogador completíssimo, com grande bagagem e com muita inteligência. O Fairell é um jogador super inteligente a defender e com muita agressividade. O mesmo acontece com o Larry Gordon, que jogou em campeonatos muito bons, nas posições dois, três e quatro. Devo salientar a capacidade defensiva dele em qualquer posição do campo. Um jogador nacional, como o João Torrié, é um atleta com altíssima capacidade de ressalto e com um espírito de luta e de entrega fabuloso, que é o que nós queremos.”
Os invictos Max e Tanner
“Tivemos que ultrapassar as lesões do Max Landis e do Tanner McGrew. O Max pode não estar ainda a cem por cento, mas está num nível de forma excelente, como tem demonstrado nos jogos de preparação e nos treinos diários. É um jogador, tal como o Tanner McGrew, que nos traz imensa qualidade e temos que nos lembrar que, em ambos os casos, são jogadores que nunca perderam com a nossa camisola. O Max Landis pode ter jogado, 25, 26 ou 27 jogos e acho que apenas perdeu o primeiro encontro que disputou, que foi um jogo de treino contra uma equipa da Liga ACB, de Espanha, mas depois entrou numa série de vinte e tal vitórias consecutivas. Isso é muito bom para o espírito da equipa e também diz muito da qualidade deste jogador.”
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