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Sérgio Conceição fez a antevisão do clássico Sporting-FC Porto, da quarta jornada da Liga (sábado, 20h30)

Depois da pausa devido aos compromissos das seleções, o campeonato está de regresso e o FC Porto desloca-se a Alvalade para defrontar o Sporting (sábado, 20h30, Sport TV), naquele que será o primeiro clássico da temporada. Para além disso, os campeões nacionais pretendem regressar às vitórias depois do desaire caseiro frente ao Marítimo na ronda anterior. Na antevisão da partida com os leões, Sérgio Conceição destacou a dificuldade em preparar o jogo devido à ausência dos internacionais e à adaptação dos reforços, mas avisando que tais “não são qualquer tipo de desculpas”. O técnico portista disse que há um conhecimento coletivo e individual do Sporting e que espera “um FC Porto ganhador”.

Paragem do campeonato
“Este foi o primeiro dia com toda a gente. Temos jogadores novos onde há imensa coisa a trabalhar no plano estratégico para o jogo e muitos deles desconhecem o nosso processo. Eu trabalhei com sete jogadores praticamente 2 semanas e depois foram chegando o que dificulta a preparação do jogo. Quando se trabalha um jogo, mesmo que seja específico de um setor, toda a equipa está englobada. Mas isso fica para trás das costas agora o importante é o treino de hoje e o jogo com o Sporting.”

Balanço do mercado
“Um treinador é um eterno insatisfeito. É o mercado que é, não podemos estar felizes quando perdemos jogadores importantes. Temos de respeitar a dificuldade que existe em todos os clubes, não só em Portugal, mas em todo o mundo, a dificuldade ainda maior no nosso país e depois a dificuldade do FC Porto, que está sob alçada do fair play financeiro. Os nossos novos jogadores foram empréstimos, do mercado nacional e alguns a custo zero, o que, por si só, diz daquilo que é a nossa realidade. Eu estou para treinar e os dirigentes para olhar para outras situações como o equilíbrio financeiro do clube.”

Condição dos jogadores
“Tenho dificuldade de perceber o estado de alguns jogadores porque alguns tiveram viagens longuíssimas, outros com muitos minutos em cima depois dos jogos que fizeram pelas seleções. Eu sei aquilo que quero para o jogo, aquilo que planeámos em termos estratégicos, aquilo que é o conhecimento do adversário, a dinâmica e a forma como se apresenta regularmente, mas a preparação tornou-se mais difícil por causa destas condicionantes que tivemos durante estas duas semanas.”

Adaptação dos reforços
“Por muito bom jogador que seja, e acredito que sejam todos porque por isso é que vieram para o FC Porto, esse período de adaptação àquilo que é a exigência deste clube e o entrar na dinâmica da equipa não é num estalar de dedos, não é num dia de trabalho. Alguns jogadores trabalhei dois dias com eles, por exemplo. E muito difícil porque existe uma simples ocupação de espaço, um encurtamento, o que para mim é fundamental enquanto treinador. Agora, têm uma disponibilidade fantástica e uma alegria grande em chegar a um clube de uma dimensão grande na Europa e no mundo. Agora estamos a analisá-los dentro do conhecimento que temos dos clubes onde estavam. 
Olhamos, também, para a vertente emocional dos jogadores que vêm por empréstimo, sabendo que estes jogadores vêm por um ano, para jogar mais do que estavam a fazer nos seus clubes, mas sabem que daqui a um ano vão embora, também. É um trabalho a dobrar para o treinador. Tudo neste momento torna as coisas mais difíceis, mas isto não são qualquer tipo de desculpas porque, no fim, o que conta é o jogo de amanhã e o treinador, se não ganhar.”

Conhecimento do adversário
“Poderá haver surpresas nas características de um jogador dentro de um modelo de jogo. Ter um Nakajima e um Felipe Anderson são diferentes de um Corona ou um Otávio, por exemplo. Mas naquilo que é o conhecimento duma e de outra equipa, em termos gerais, no processo ofensivo e defensivo, em todos os momentos do jogo, existe o conhecimento coletivo e, cada vez mais, um conhecimento individual. Estamos preparados para a equipa provável e para outras surpresas que podem acontecer.”

Foco no FC Porto
“Eu espero um FC Porto ganhador como na época passada. As outras equipas não me cabe a mim comentar.”

Jogo importante que vale três pontos
“Os resultados importantes são sempre as vitorias. Quando cheguei aqui há quase quatro anos, diziam que tinha sempre testes a cada jogo e ainda bem, porque eu gosto de ter esses testes e de me sentir no fio da navalha. Gosto de ir à luta, gosto desses desafios, sou um lutador por natureza. Nem sempre faço bem as coisas, como é óbvio, mas faço sempre a pensar que estou a fazer o melhor. O Sporting é um histórico candidato ao título e é um jogo que vale três pontos e uma vitória importante para nós.”

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