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Sérgio Conceição projetou o Marselha-FC Porto, da quarta jornada do Grupo C da Liga dos Campeões (quarta-feira, 20h00)

Mesmo com um adversário difícil e de qualidade pela frente, Sérgio Conceição não esconde que o único objetivo do FC Porto para o jogo com o Marselha é a vitória, até porque um resultado positivo pode embalar os Dragões para os oitavos de final da Liga dos Campões. Na projeção do encontro com a equipa comandada por André Villas-Boas, a contar para a quarta jornada do Grupo C e que se disputa esta quarta-feira (20h00, TVI/Eleven Sports), no Stade de Marseille, o treinador do FC Porto falou de um coletivo ambicioso e preparado para a exigência do desafio. No arranque da segunda volta desta fase de grupos, o FC Porto é segundo classificado, com seis pontos, menos três do que o líder Manchester City, enquanto o Marselha está na quarta e última posição, ainda sem qualquer ponto somado. O Olympiacos segue no terceiro lugar, com três pontos.

A competitividade da Liga dos Campeões
“Os seis jogos serão competitivos e muito difíceis e este não foge à regra. Sabemos que o Marselha tem aqui a última oportunidade de manter viva a chama para a passagem aos oitavos de final. É importante não esquecer que, se ganhar os dois jogos que tem em atraso na Liga francesa, passa para a liderança. Temos que olhar para a qualidade do treinador e dos jogadores, e isso diz muito sobre as dificuldades que vamos ter, mas não baixa a nossa expetativa de querer ganhar o jogo. Todas as equipas podem ganhar e perder num grupo tão equilibrado. É certo que também há o Manchester City, mas não é imbatível e a seu tempo falaremos sobre esse jogo. Há momentos do jogo em que temos de ser mais consistentes, mas estamos mais próximo daquilo que queremos, que são vitórias.”

Importante entrar forte
“Temos que entrar forte, sem dúvida absolutamente nenhuma, porque do outro lado está uma boa equipa. As críticas são normais para o clube grande como o Marselha, mas os jogadores são experientes e o treinador não é um desconhecido, com uma equipa técnica capaz. Às vezes as críticas funcionam ao contrário, pois ferem o orgulho da equipa e dos jogadores e estes querem dar uma resposta positiva. A nível emocional o jogo também tem de ser preparado, em diferentes cenários.”

A melhor competição de clubes do mundo
“Não andamos ao sabor dos estados de espírito dos adeptos ou das equipas adversárias. Acreditamos muito no trabalho que fazemos diariamente e este é mais um jogo importante da Liga dos Campeões, na qual temos feito um trajeto muito importante. Vamos a um país em grande dificuldade, tal como nós, devido à pandemia que se abateu sobre o mundo. Deixo uma palavra a todos os emigrantes, pois também já o fui, porque milhares deles vão olhar com muito carinho para este jogo. A atmosfera da Liga dos Campeões é sempre fantástica. É a melhor competição de clubes do mundo e queremos honrar a história que o FC Porto tem na Liga dos Campeões.”

A mais do que provável ausência de Pepe
“Vai ser muito difícil, diria que será mesmo impossível ele estar disponível para o jogo. Vai acompanhar-nos, mas dificilmente estará disponível para jogar.”

O bom momento de Sérgio Oliveira
“Não gosto de individualizar porque o Sérgio Oliveira faz parte da equipa habitualmente titular. Toda a dinâmica da equipa está mais capaz. O bom momento dele é do trabalho diário e por ter vontade de melhorar. Já trabalho com ele há alguns anos e olhando para o que ele era em França, no Nantes, e para o que é agora, é um jogador completamente diferente, mas também está mais maduro. Ajudou muito na evolução que ele teve e é bastante benéfico para a equipa, pois hoje ele é um jogador mais completo. A capacidade técnica é apenas uma das características que definem um jogador, mas há outras importantíssimas. Agora é preciso dar continuidade, mas a maturidade que ele tem faz com que ele perceba isso.”

Todos contam
“Conto com todos. O importante para mim é a disponibilidade e gostei do que os jogadores mostraram no jogo com o GD Fabril. Jogámos com seriedade frente a uma equipa de um escalão inferior e isso demonstra o espírito e a maturidade que existe no balneário, mesmo com muitos jogadores jovens. Todos estão disponíveis para dar o contributo, mas em cada jogo jogam 11 e podem entrar mais cinco, por isso não dá para todos. Fiquei extremamente agradado com a resposta que deram no jogo com o GD Fabril.”

As contas do grupo por esta altura
“Esperava ter nove pontos. Três jogos, nove pontos é o que se pode esperar numa equipa como o FC Porto, mas acredito e sei que estamos numa boa posição para podermos passar aos oitavos de final. Depende também deste jogo e do resultado deste jogo, que pode ser extremamente importante nesse sentido.”

Mbemba e Pepe
“São personalidades diferentes. O Mbemba é mais introvertido, mas na forma como joga e aborda o jogo é um líder. De qualquer forma, há vários tipos de líder. Há uns que falam mais e outros que falam menos, como há treinadores mais efusivos e menos efusivos. Há diferentes líderes em campo, mas nós precisamos de 11. O estatuto consegue-se com o trabalho diário. Há aqueles que demonstram diariamente que são líderes pela capacidade de trabalho que têm, como o Pepe. É um líder natural. É o primeiro a chegar e o último a sair.”

Avançados com a pontaria afinada
“O golo é um trabalho da equipa. O nosso melhor marcador até nem é um avançado, mas é sempre bom que os avançados marquem. Depende da dinâmica e do que queremos para a equipa, pois posso jogar sem avançados e ter um caudal ofensivo maior do que a jogar com duas referências na frente. A confiança dos jogadores vem do trabalho diário.”

A dinâmica na frente de ataque
“Até um determinado momento desta época, jogámos só com uma referência na frente para darmos continuidade ao que tínhamos feito de bom no final da época passada. São mais de três anos de trabalho na dinâmica do 4-4-2 e tenho optado por Marega e Luis Díaz, que dão coisas diferentes de Marega e Taremi ou Toni Martínez e Evanilson. Jogar em 4-4-2 não é jogar em 4-2-4, mas não vou entrar por aí. É normal que os adeptos tenham preferência por este ou por aquele, mas cabe-me a mim decidir e acho que não tenho decidido mal, pois ganhámos dois campeonatos nos últimos três e perdemos um com 85 pontos. Na Liga dos Campeões chegámos aos oitavos e aos quartos de final. Nunca vou tomar qualquer decisão por uma opinião deste ou daquele, seja interno ou externo. Admito que também já errei e há coisas que teria decidido de forma diferente se pudesse voltar atrás. A ver os jogos ao segundo ninguém me bate, até logo a seguir ao próprio jogo se for preciso.”

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