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FC Porto B derrotado pela Oliveirense (2-1) em mais um jogo conturbado

A equipa B do FC Porto continua a ser um alvo fácil. De volta ao Estádio de Pedroso após uma jornada no Olival e outra em Vizela, os jovens Dragões tornaram a perder, desta feita por 2-1 contra a Oliveirense. Com os “emprestados” Cláudio Ramos, Romário Baró e Toni Martínez de início, foi este último quem inaugurou o marcador. Porém, a formação de Oliveira de Azeméis mostrou-se extremamente eficaz na concretização e, já após a expulsão incompreensível de Bernardo Folha, só teve de gerir a vantagem alcançada momentos antes.

Os portistas acalentavam esperanças para o primeiro encontro caseiro de António Folha diante de um conjunto a duas posições de distância na tabela classificativa. Tais expetativas não pareciam nada irrealistas e Toni Martínez fez questão de o provar logo a abrir. O cronómetro ainda não tinha chegado aos cinco minutos quando o dianteiro espanhol cedido pela equipa principal foi servido por Romário Baró e inaugurou a contagem a dois tempos. Depois do primeiro golo da era Folha, os “bês” azuis e brancos instalaram-se no terreno adversário e, até à meia-hora, Toni Martínez voltou a dispor de uma oportunidade flagrante, desta feita após passe de Rodrigo Conceição, prontamente negada pelo guarda-redes forasteiro. Aos 31 minutos, no primeiro remate que fez, a Oliveirense chegou à igualdade. Na sequência de um canto aliviado pela defesa da casa, os visitantes cruzaram para o segundo poste e Machado teve tempo e espaço para cabecear cruzado. Com Cláudio Ramos batido, Mor Ndiaye tentou cortar em cima da linha, mas foi incapaz de negar o empate no único remate da Oliveirense na etapa inaugural.

A abrir a segunda parte, Gonçalo Borges ocupou os terrenos habitualmente pisados por Francisco Conceição – impossibilitado de jogar por se ter estreado horas antes na Liga NOS – e driblou por entre vários defesas oliveirenses. Já dentro da área, o virtuoso extremo portista cai, porém o árbitro considerou não existir infração. Pouco depois, o mesmo Gonçalo Borges rematou rasteiro e obrigou Arthur a sujar o equipamento. Nesta altura, a toada era a mesma do primeiro tempo e o FC Porto B mantinha-se em constante pressão e posse alta. Após ter trocado Johan Gómez por Tiago Matos e os Rodrigos – Valente por Pinheiro – Folha debutou o filho Bernardo, fazendo subir Rodrigo Conceição para extremo e deslocando Romário Baró para a esquerda do ataque. Três minutos volvidos, e no terceiro disparo da tarde, a Oliveirense aproveitou o espaço nas costas de Rodrigo Pinheiro para fazer um cruzamento atrasado para a entrada da área. Aí apareceu Bortoluzo, que rematou rasteiro ao poste mais próximo e deixou Cláudio Ramos pregado. Em jeito de resposta, os “bês” azuis e brancos apostaram as fichas todas e lançaram o avançado Igor Cássio para a vaga do central Pedro Justiniano. Três minutos depois, no lance que mancha inegavelmente o desfecho da partida, João Bento mostra o cartão vermelho ao recém-entrado Bernardo Folha na sequência de uma disputa de bola pelo solo perfeitamente normal, deixando toda a gente incrédula com a decisão. Mesmo em inferioridade numérica nos derradeiros treze minutos do tempo regulamentar, a formação B do FC Porto não deu descanso ao guardião adversário. Primeiro por João Marcelo, depois por Toni Martínez em duas ocasiões distintas, os jovens Dragões tentaram de tudo para conseguir pelo menos o empate, mas os três pontos foram mesmo para o conjunto de Raúl Oliveira. 

“Isto não é fácil, os treinadores terem de vir aqui sempre e tanta gente por aí escondida. Mas pronto, é a vida. Somos nós que temos de vir aqui, somos nós que perdemos e são os jogadores que estão frustrados. Hoje é difícil falar. Avaliando o jogo, que é o que mais importa, acho que foi uma entrada muito boa do FC Porto. Com muita personalidade, a entender bem que tínhamos de entrar forte e manter as dinâmicas que trabalhámos durante a semana para levar o jogo de acordo com o que queríamos. E assim foi, conseguimos marcar um golo, podíamos ter feito outro, mas não conseguimos. Na primeira vez em que o adversário foi à nossa baliza fez um golo e foi feliz. Mas é o futebol, temos de reagir. Senti que a equipa ficou um pouco intranquila. Na segunda parte tentámos ajustar, puxar para cima e as coisas foram de encontro ao que pretendíamos, à procura do golo, a tentar controlar o jogo interior para chegarmos a zonas de finalização para poder fazer o golo. Até determinada altura conseguimos, depois não conseguimos. Depois foi muito mais difícil, com menos um jogador é muito difícil. O ânimo destes miúdos fica baixo, tentámos reagir, até mais com o coração do que com a cabeça. Nesta idade, muitas das vezes, é assim. Fomos sempre à procura daquilo que é a nossa mentalidade: lutar até ao fim com todas as armas dentro destas quatro linhas e com os jogadores lá dentro para podermos, pelo menos, empatar o jogo. Estamos tristes, muito frustrados, mas depois de amanhã começamos outra vez a trabalhar com muito profissionalismo, que é apanágio dentro desta casa. Com muito profissionalismo, muita ambição e muita paixão. E vamos continuar! Os jogadores têm memória, sabem muito bem o que tem acontecido. Com menos um jogador em campo as coisas tornam-se muito mais difíceis. A equipa é jovem, tem memória do que tem acontecido e fica intranquila, a duvidar, a não ter confiança e a não acreditar nisto. Estamos a trabalhar com jovens, ter que os fazer crescer para as seleções, para os clubes, para todo o lado, dentro de um contexto destes é extremamente difícil. Queremos qualidade no futebol português, tudo do melhor. Mas começa a ser difícil. Temos que trabalhar muito, por todos os aspetos. Os jogadores têm que continuar a dar tudo para poderem inverter esta situação, porque não estamos habituados. Mas vamos lutar muito, com todas as forças, para dar a volta a esta situação. Com a consciência de que, se calhar, é uma posição que não é condizente com o que estes jogadores têm feito em campo”, declarou António Folha após o apito final.

FICHA DE JOGO

FC PORTO B-OLIVEIRENSE, 1-2

Liga Portugal 2, 20.ª jornada
14 de fevereiro de 2021
Estádio de Pedroso

Árbitro: João Bento
Assistentes: Pedro Felisberto e Nélson Pereira
Quarto árbitro: Carlos Covão

FC PORTO B: Cláudio Ramos; Rodrigo Conceição, Pedro Justiniano (cap.), João Marcelo, Diogo Bessa, Mor Ndiaye, Rodrigo Valente, Romário Baró, Johan Gómez, Gonçalo Borges e Toni Martínez
Substituições: Johan Gómez por Tiago Matos (61m), Rodrigo Valente por Rodrigo Pinheiro (68m), Gonçalo Borges por Bernardo Folha (68m) e Pedro Justiniano por Igor Cássio (75m)
Não utilizados: Ricardo Silva, David Vinhas, Carlos Gabriel, Diogo Ressurreição e Kelvin Boateng
Treinador: António Folha

OLIVEIRENSE: Arthur; Steven Pereira, Filipe Gonçalves, Machado, Leandro, Kenidy, Oliveira (cap.), Ono, Leo Bahia, Jorge Teixeira e Bortoluzo
Substituições: Ono por Lima (66m), Oliveira por Thalis (66m), Jorge Teixeira por Michel (84m) e Bortoluzo por Luisinho (84m)
Não utilizados: Coelho, Pedro Kadri, António Gomes e Luiz Henrique
Treinador: Raúl Oliveira

Ao intervalo: 1-1
Marcadores: Toni Martínez (5m), Machado (31m) e Bortoluzo (73m)
Disciplina: cartão amarelo a Gonçalo Borges (61m), Steven Pereira (80m) e Luisinho (90m); cartão vermelho a Bernardo Folha (77m)

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