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Sérgio Conceição projetou a deslocação ao terreno do Gil Vicente, referente à 22.ª jornada do campeonato (sábado, 18h)

A sobrecarga competitiva permanece e, três dias depois de perder frente ao SC Braga no Estádio do Dragão (3-2), o FC Porto joga no Estádio Cidade de Barcelos diante do Gil Vicente (sábado, 18h, Sport TV 1). Na antevisão do encontro referente à 22.ª jornada da Liga, Sérgio Conceição referiu que é preciso “dissecar ao máximo” os erros cometidos e “olhar para o próximo jogo para fazer bem melhor”. À entrada para esta jornada, o FC Porto é terceiro classificado, com 45 pontos.

Olhar para o adversário
“Isso depende daquilo que é a postura da equipa adversária, daquilo que fizermos para o Gil estar mais recuado nos diferentes momentos. Em certos momentos, o Gil vai estar mais alto e temos de aproveitar. Os espaços no jogo vão-se acentuando mais ou menos dependendo do que fizermos em campo”.

A profundidade e atitude do plantel
“A  confiança é total em toda a gente, mas há jogadores que acabam com mais minutos que outros e têm outro peso, é óbvio, não vou ser politicamente correto, é assim em todas as equipas, outros ganham espaço pelas prestações e trabalho. O que eu faço não é gestão, somos o FC Porto, queremos ser competitivos em todas as competições, mas tem havido competição acima do que é normal. Pelo que conhecemos, esse menor rendimento tem que ver com o pouco tempo de férias, o acumular de jogos após o confinamento, tudo isso tem o seu reflexo no plantel. Não é o plantel do FC Porto, todos sofreram naquilo que é a qualidade do plantel, se olharmos pra trás e virmos o que são os plantéis, hoje há jogadores que estão nos melhores campeonatos do mundo e alguns são do FC Porto. O jogo da Taça foi muito mau para nós, não tem nada a ver com aquilo que somos como equipa. Estive a ver o jogo e o que fizemos, e quero discutir com os jogadores quando formos para estágio muito do que não fizemos. É um jogo para lembrar, baixar a cabeça e vermos o que não fizemos bem, analisar o jogo da melhor forma e mostrar que não é permitido cometer os mesmos erros. Não são erros técnicos, como sair mal em drible ou remates para fora, mas fico “aziado” se faltar atitude e compromisso aos jogadores. Faz parte daquilo que é o ser humano, vivemos de forma apaixonada e determinada, há dias, há jogos assim, e eu tenho parte da culpa no cartório, sou eu que defino a estratégia, e sou eu que os tenho que motivar, quero que entrem bem nos jogos. Depois, em termos de qualidade, percebo o tempo que atravessamos e a dificuldade que temos, mas tentamos ser o mais competitivos possível”.

Dissecar os erros e melhorar
“Nós temos que olhar para aquilo que é o momento, o jogo e as nossas dificuldades enquanto equipa, e para as coisas positivas, não querendo puxar pelos galões, deixo isso para os analistas, mas a verdade é que nos últimos três e meio/quatro anos, temos 26 jogos na Taça e 24 vitórias, duas finais e duas meias-finais, fizemos melhor que nos seis anos anteriores a mim, há que refletir, trabalhar nos erros individuais e coletivos, olhar para o próximo jogo para fazer bem melhor, e não é difícil fazer melhor do que fizemos com o SC Braga. Trabalhamos em cima do próximo jogo, aquilo que foi o jogo anterior que nos mostrou as nossas lacunas. É um grupo com maturidade, sabemos da responsabilidade de cada um aqui dentro e, eu, como treinador, vou assumir sempre a responsabilidade, sou assim de natureza e estou habituado. Dentro daquilo que é um mau momento, não podemos esquecer o que eles já fizeram e puxar só por uma eliminação da Taça, que me custou muito, que nos custou muito, porque gosto de ganhar, ponto. Seja qual for a competição, somos muito competitivos, há vezes em que o adversário tem mérito, não podemos esquecer o mérito do SC Braga, associado ao nosso demérito. Temos de olhar para o Gil Vicente agora”.

A ocupação dos espaços
“Esses momentos passam-se principalmente nas provas internas, porque, quando a equipa perde a bola, se estamos no meio-campo ofensivo, temos essa estatística, que analisamos ao pormenor, a maior parte das vezes essas situações acontecem quando a equipa não está equilibrada e, quando perde a posse, o adversário sai com facilidade. Não é que eles não queiram reagir à perda e transitar forte do ataque para a defesa, mas essa má ocupação de espaços, associada a algum facilitismo em alguns casos, fizeram com que tenhamos sofrido mais golos que o normal. Desde que estou aqui, fomos quase sempre a melhor defesa e melhor ataque, só num ano não fomos o melhor ataque. O ataque e a defesa estão associados, mas, se a ocupação de espaços é boa, estamos prontos para defender e o contrário também”. 

Mbemba
“O Mbemba está fora do jogo. Se para este está fora, provavelmente para a Juventus também”. 

A luta pelo título
“Sim, sem dúvida, vamos à procura de ganhar amanhã, que é o mais importante, depois pensamos no jogo seguinte. O importante é amanhã irmos à procura dos três pontos, fazermos isso em cada jogo no campeonato, que é o principal objetivo. Não há nada perdido, matematicamente é possível e temos um grupo de jogadores que percebem o que é estar atrás e andar atrás. O rival tem alguma distância, mas compete-nos ter essa força para ir à procura de a diminuir, e, com essa ambição, ganhar três pontos em cada jogo. Não é uma missão impossível. A partir do momento em que a vitória começou a valer três pontos e o empate um ponto, tudo é possível até matematicamente ser possível. Já vi tanta coisa no futebol, eu acredito, nós acreditamos, vamos à luta, sempre o disse, mesmo nos empates, em que um foi por culpa própria e dois nem tanto, ganhamos uma distância importante no campeonato e temos de correr atrás disso”.

O cansaço mental e físico
“Nesta época marcada pela Covid-19, esse cansaço mental não existe. As pessoas que estão doentes, os familiares que perdem pessoas, tanta gente com dificuldade ao fim do mês para pagar contas, para comer, aí é preciso força mental. Nós, futebolistas, treinadores, dirigentes, bem pagos, com uma vida fantástica, pessoas que aparecem na televisão, temos um privilégio em fazermos o que gostamos, somos pagos para isso, e bem pagos. Tenho dificuldade em entender esse cansaço mental, vamos para qualquer viagem num avião privado, temos um autocarro com todo o conforto, hotéis excelentes. Este clube, com este símbolo que merece todo o respeito do mundo, um clube que nos permite estar na maior competição de clubes do mundo, que é a Liga dos Campeões, quem tiver cansaço mental não pode representar um clube como o FC Porto, é impossível. Há jogadores mais limitados, como o Sérgio Oliveira, que começou no banco e entrou depois, o Pepe jogou debilitado, acabou o jogo a mancar, fisicamente é terrível, é um campeonato anormal, os jogadores que não têm tantos minutos têm de dar uma boa resposta, principalmente com essa vertente mental, têm de estar mentalmente no máximo”.

Os resultados
“Não olhamos para o segundo lugar, olhamos para o primeiro, mas temos de ultrapassar o segundo, que é o mais importante, e é o SC Braga que está nesse lugar. Muitas vezes não se olha para o que é o trabalho, mas para o resultado, e muitas vezes o resultado não acontece, não é o que queremos, a vida é assim, eu aceito isso e estou neste jogo para ter resultados”.

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