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Sérgio Conceição lamentou as oportunidades desperdiçadas e considerou injusta a desvantagem na eliminatória com o Chelsea

O FC Porto perdeu nesta quarta-feira diante do Chelsea (2-0), no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilha, e está em desvantagem na eliminatória referente aos quartos de final da Liga dos Campeões. Após o encontro, Sérgio Conceição elogiou o desempenho dos jogadores, que “foram fantásticos”, mas lamentou as oportunidades não concretizadas e os erros que originaram os golos da equipa inglesa. “Na estratégia, na determinação, na ambição e na qualidade de jogo fomos superiores ao Chelsea”, reforçou o treinador dos Dragões, que espera reabrir a eliminatória na segunda mão, agendada para a próxima terça-feira (20h00), dia 13 de abril, novamente em Sevilha.

Uma derrota imerecida
“Acho que o resultado é extremamente injusto, mas o que conta são os golos que o Chelsea marcou e os golos que nós não marcámos. A equipa fez um jogo muito bom, sempre consistente em termos defensivos, atacando com perigo e sabendo quando tinha de pressionar alto e quando tinha de baixar as linhas. Tendo em conta o que foi planeado, os jogadores foram fantásticos. O primeiro remate do Chelsea é aos 32 minutos e dá golo. Mesmo assim não abanámos e fomos sempre à procura de marcar. A segunda parte foi praticamente igual, pois criámos situações e não conseguimos marcar. O resultado é o que é importante neste tipo de jogos. Não é merecido estarmos a perder por dois golos no intervalo da eliminatória, pois tivemos personalidade e caráter. Fizemos uma exibição coletivamente forte e perdemos com dois erros individuais, mas acreditamos no que fazemos e no grupo que temos.”

Superiores em tudo menos no resultado
“A estratégia estava definida com o Luis Díaz a jogar junto ao Marega e o Otávio a jogar mais por dentro. Em termos estratégicos, foi um jogo muito bem conseguido, mas não foi excelente porque excelente seria ganhar. O Chelsea sentiu muitas dificuldades connosco e estamos no intervalo da eliminatória. Vamos acreditar que é possível marcar golos no segundo jogo e reabrir a eliminatória. Conhecemos o poderio do Chelsea e vimos os jogadores que saíram do banco, enquanto nós colocámos os nossos meninos. São armas diferentes, mas na estratégia, na determinação, na ambição e na qualidade de jogo fomos superiores ao Chelsea. Não há vitórias morais e o que conta é o resultado.”

A ausência de Sérgio Oliveira e a titularidade de Marko Grujic
“São jogadores diferentes. O Marko Grujic fez uma boa exibição, assim como toda a equipa, o que me satisfez. Mas o importante é olhar para a estratégia e, tendo todo o grupo disponível, tenho de escolher os jogadores que me dão mais garantias para cumprir essa estratégia. Se fôssemos eficazes em termos ofensivos, se calhar estávamos a falar de outro resultado, mas os ses não contam para nada. Isto é futebol ao mais alto nível e fomos penalizados em dois erros individuais. Para a semana temos condições para sermos competentes e honrarmos o clube que representamos.”

Uma arbitragem que deixou a desejar
“Somos a única equipa nos quartos de final das Liga dos Campeões que não pertence aos cinco campeonatos mais fortes da Europa e isso sente-se um bocadinho. O Azpilicueta, por exemplo, fez muitas faltas e não levou um único amarelo, e há penálti sobre o Marega. Houve situações que claramente não me deixaram satisfeito e sentimos que a arbitragem deixou algo a desejar. Não pertencemos aos chamados Big 5, mas tem de haver respeito por um clube histórico como o FC Porto.”

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