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FC Porto foi superior ao Chelsea mas entrou a perder (2-0) nos “quartos” da Liga dos Campeões

O FC Porto jogou e o Chelsea marcou. Esta é a melhor forma de resumir o que se passou esta noite em Sevilha. No arranque dos quartos de final da Liga dos Campeões, os Dragões foram à capital da Andaluzia jogar os primeiros noventa minutos da eliminatória olhos nos olhos com os milionários ingleses. A atuar na condição de visitado no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, os campeões de Portugal provaram que são, de facto, uma das oito melhores equipas da Europa, contudo, a fortuna dos britânicos - que fizeram dois golos em três oportunidades e tiveram um penálti contra perdoado - deixa os da Invicta em desvantagem (2-0) no intervalo dos “quartos” da Champions.

Sérgio Conceição promoveu quatro alterações em relação ao onze que havia vencido o Santa Clara na jornada do fim de semana e Mbemba, Zaidu, Marko Grujic e Tecatito Corona renderam Diogo Leite, Nanu e a dupla de castigados composta por Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi. Frente a um Chelsea que apresentou à imagem do que tem acontecido desde a chegada de Thomas Tuchel ao comando técnico, com um trio de centrais, os britânicos começaram melhor e o FC Porto demorou pouco a responder. Para lá dos dez minutos, Matheus Uribe deu o primeiro aviso, mas o remate do colombiano saiu ligeiramente por cima das redes inglesas. Com as linhas subidas e uma pressão muito alta, os Dragões mostravam-se agressivos, apostados em jogar na antecipação e instalados no terreno adversário. Com sérias dificuldades em entrar no terreno luso, os britânicos iam tentando colocar bolas longas nas costas da defesa tripeira, mas sem sucesso. 

À passagem da meia hora, o Chelsea melhorou, acalmou as ofensivas azuis e brancas e impôs finalmente a sua identidade. Na sequência de uma longa troca de bolas dos londrinos, Jorginho descobriu Mason Mount no espaço entre o lateral e o extremo esquerdo portista. Zaidu tentou sair à bola, falhou o tempo de ataque e o internacional dos três leões rodou com qualidade para rematar rasteiro e cruzado ao poste mais distante. No primeiro remate efetuado o Chelsea fez o 1-0, numa altura em que o FC Porto já havia tentado o golo em quatro ocasiões. Até ao intervalo, Corona viu uma oportunidade ser-lhe negada para a linha de fundo e, no canto que se seguiu, Pepe obrigou Mendy a defender para novo pontapé de canto. Em cima dos 45 minutos, Matheus Uribe recebeu e trabalhou bem entre os últimos homens vindos do Reino Unido, tendo o remate sido desviado para canto. No sétimo canto dos campeões nacionais da etapa inaugural, Marko Grujic atirou de cabeça à figura do guardião adversário.

A etapa complementar arrancou sem alterações nos dois conjuntos e com Marega a obrigar Mendy a sujar o equipamento. Nas costas de Rudiger, o avançado maliano rematou praticamente do mesmo local de onde Mount havia faturado e forçou o guarda-redes africano a recorrer ao joelho para impedir o empate. Cinco minutos depois, e após uma excelente arrancada de Manafá da direita para o meio, a bola chegou a Luis Díaz. Desde a meia lua, o cafetero disparou a centímetros do ferro dos blues. À entrada para os derradeiros vinte minutos, Pepe amorteceu para Marega um lançamento de linha lateral de Zaidu. Com o esférico controlado, o 11 portista rodou e voltou a chamar Mendy à ação para lhe negar o golo. Nesta altura o FC Porto era dono e senhor do meio campo do Chelsea. Talvez por isso só com o recurso à falta é que Azpilicueta travou mais uma iniciativa azul e branca. Dentro da própria área, o defesa basco empurrou as costas de Marega e Slavko Vincic mandou seguir. O VAR Pawel Gil também fez vista grossa e a contenda prosseguiu sem que fosse sancionada a infração. 

Logo a seguir, e com equipa encostada às cordas, Thomas Tuchel recorreu aos pesos pesados que havia deixado no banco de suplentes (Thiago Silva e N’Golo Kante) para não deixar fugir a vantagem. Sérgio Conceição respondeu com Francisco Conceição, Toni Martínez e Fábio Vieira – para os lugares de Wilson Manafá, Moussa Marega e Otávio – e os oráculos da transmissão televisiva diziam tudo: 12-4 em remates a favor do FC Porto. Como a estatística não ganha jogos, e segundos depois de Pulisic atirar ao poste, um mau domínio de Tecatito Corona – entretanto recuado para o corredor direito da defesa – permitiu que Bem Chilwell galgasse metros sem oposição. Frente a frente com Marchesín, o ala canhoto ex-Leicester contornou o argentino e aumentou, ainda mais, a injustiça no marcador (2-0).

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