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Vítor Bruno deixou elogios ao coletivo portista depois da igualdade no clássico (1-1)

O clássico da Luz acabou com empatado (1-1), mas com um domínio claro do FC Porto no capítulo dos remates (15-5). O empate a uma bola entre os atuais detentores do título e o terceiro classificado surgiu após um jogo de grande emotividade e discutido até ao final, e após o derradeiro apito, Vítor Bruno revelou sentir “um orgulho muito grande” por “treinar todos os dias” com um grupo de atletas “enormes”.

Batalha merecedora de público
“Foi um jogo digno de ter adeptos na bancada. Foi um jogo muito competitivo, com duas equipas de grande qualidade, uma mais forte do que a outra durante praticamente oitenta minutos. Na parte final com uma vontade muito grande de querer ainda chegar acima na tabela arriscámos o que tínhamos de arriscar. Corremos os riscos que tínhamos de correr e o jogo acabou por partir um pouquinho. Nessa fase podia ter caído para qualquer lado. Controlámos bem a dinâmica ofensiva do Benfica, com uma ou outra nuance diferente do que fazemos habitualmente. O Díaz à esquerda, equilibrando dentro com o Otávio e ficámos mais fortes no meio-campo. Depois fomos sempre muito letais na forma como abordámos a entrada no último terço, a procurar ferir no último terço, onde sabíamos que era a grande fragilidade do nosso adversário. Conseguimos os espaços, mas faltou alguma acutilância na parte final para definir melhor na primeira parte. Na segunda voltámos a alinhar pelo mesmo diapasão. Tentámos, corremos, lutámos, os jogadores foram enormes. É difícil descrever por palavras aquilo que eles representam para nós treinadores. É um orgulho muito grande treinar todos os dias com eles, é uma aprendizagem diária. Fica o resultado, ficamos mais longe, mas vamos lutar até ao fim.”

Entrada de João Mário
“Durante a semana procurámos introduzir alguns comportamentos e dinâmicas que nos parecem fazer sentido. Essa é uma das que foi trabalhada durante a semana. Percebíamos que pelo lado esquerdo o nosso adversário tinha alguma dificuldade, tínhamos preparado a entrada do João numa fase adiantada, em que houvesse alguma fadiga acumulada do lado esquerdo do Benfica. O João entrou muito bem, é um ala de raiz. Como as dinâmicas previam que se fechasse com uma linha de cinco dava-lhe alguma liberdade para andar pelo corredor. Ele fê-lo muito bem, obviamente que defensivamente tem sido trabalhado. Temos tentado injetar comportamentos nele para entender melhor o momento defensivo. Partimos o jogo quando colocamos o Francisco em campo, um ala puro habituado a jogar sempre aberto. Muito por fora, ousado, atrevido e com momentos de um contra um fortíssimos. Partimos ali um pouquinho, e aí sentimos que era a única forma que tínhamos de chegar ao golo, e nesse momento podia ter caído.”

Mais longe do topo
“Está difícil, mas os jogadores têm fibra. São todos jogadores de fibra, com uma vontade enorme de ganhar. Para nós ficar em segundo ou terceiro era pouco relevante, sabemos que está muita coisa em jogo, é verdade. O dinheiro da Liga dos Campeões, a qualificação direta… para nós é pouco importante ficar em segundo ou terceiro. Este clube, por tradição, tem por hábito ganhar. Ficou mais difícil, é obvio e não o negamos. Mas vamos enquanto houver jogo e até ao fim. A equipa tem feito um trajeto, ao contrário do que tem sido veiculado para fora, que não tem ficado aquém. Obviamente que o grande objetivo ficou comprometido de certa maneira hoje, mas fazemos um trajeto brutal na Liga dos Campeões. Ganhámos à equipa que está na final, empatámos contra a equipa que tem um trajeto vitorioso de onze ou doze jogos.  Isso demonstra a qualidade dos jogadores que fazem parte do nosso plantel.”

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