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FC Porto venceu o Vitória de Guimarães (2-1) e manteve o primeiro posto do campeonato

A tarefa não foi fácil, tal como Sérgio Conceição havia dito na antevisão da partida, mas o FC Porto cumpriu com o que o técnico exigiu e bateu o Vitória de Guimarães por 2-1 na ressaca de uma jornada europeia que serviu de aviso: a falta de eficácia paga-se cara. Apesar de terem desperdiçado inúmeras oportunidades para alargar os contornos de uma vitória inteiramente merecida, os Dragões somaram mais três pontos e regressaram à liderança do campeonato, provisoriamente ocupada por um rival que venceu a partida mais absurda de que há memória no pródigo em insólitos futebol português.

Sem Pepe, que regressou de Inglaterra com mazelas, Fábio Cardoso foi a única novidade em relação ao onze de Anfield. O que não foi novidade foi a relação de Otávio com o golo, um namoro de altos e baixos que não foi correspondido logo ao primeiro minuto de jogo porque o internacional português não foi lesto o suficiente para rematar. Também Luis Díaz padeceu do mesmo mal: num momento de grande intensidade de parte a parte, Mehdi Taremi isolou o colombiano e este teve tudo para abrir a contagem, inclusive a baliza aberta, mas errou o alvo. De parada e resposta, a contenda mantinha-se bem disputada e, a uma boa intervenção de Diogo Costa, Sérgio Oliveira respondeu de livre direto - errando por pouco o alvo -, antes de Rochinha alertar os portistas para o que vinha aí. Com espaço para fazer o que melhor sabe, Edwards trabalhou bem sobre o flanco direito e só foi travado em falta por Zaidu. Bem posicionado, Luís Godinho assinalou de imediato o respetivo pontapé de livre direto, porém Artur Soares Dias foi igualmente rápido a reverter a decisão do juiz eborense para grande penalidade e o avançado inglês dos vimaranenses não vacilou da marca dos onze metros. Só que, no ataque seguinte, Luis Díaz voltou a provar por que é considerado pela crítica o melhor jogador do campeonato. Num movimento típico, o camisola 7 fez o empate de forma sublime com um míssil teleguiado que entrou no ângulo superior oposto para gáudio do Estádio do Dragão. Nos descontos, Taremi ainda fez o 2-1 num lance confuso, porém o VAR voltou a intervir para anular o golo do FC Porto por suposto adiantamento de nove centímetros. 

Amarelado no crepúsculo da etapa inaugural, Sérgio Oliveira não regressou das cabines e cedeu a vez a Vítor Ferreira. Endiabrado como de costume, Díaz ofereceu a Evanilson a oportunidade de fazer o segundo, porém o brasileiro tinha a mira desafinada. Logo a seguir os papéis inverteram-se, com o canarinho a assistir o cafetero, contudo o remate saiu fraco e Bruno Varela encaixou. Já depois de Mehdi Taremi ser impedido pelo número 13 adversário de arrancar isolado, Mumin viu a segunda cartolina amarela por entrada faltosa sobre o iraniano. Encarregue de cobrar o respetivo livre, Vitinha optou sem sucesso pelo lado do guarda-redes. Em cima da hora de jogo, Matheus Uribe recuperou o esférico, entregou-o a um compatriota no flanco esquerdo e este soltou para Otávio, que só teve de tocar ao lado para Evanilson fazer o 2-1 e o terceiro golo na Liga. À entrada para o último quarto da partida, Taremi desperdiçou a melhor chance de que dispôs para faturar e, na recarga, o pontapé acrobático de Zaidu - imediatamente rendido por Wendell - saiu por alto. Já com Tecatito Corona e Manafá nos lugares de Otávio e João Mário, o 9 portista ofereceu mais um golo. Encarregue de o fazer, Corona acertou no guardião vimaranense. O mesmo viria a fazer Manafá, um minuto depois, para desespero das bancadas azuis e brancas. Estas ainda aplaudiram a entrada de Fábio Vieira para os derradeiros momentos de um triunfo que podia ter tido outros contornos.

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