Capitão portista deixou o seu testemunho no dia em que se assinalam 40 anos de presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa
No dia em que se celebram 40 anos desde que Jorge Nuno Pinto da Costa tomou posse pela primeira vez como presidente do FC Porto, Pepe recordou o dia em que foi à Torre das Antas para se tornar Dragão após dar nas vistas ao serviço do Marítimo. O central não esquece também a confiança que lhe foi dada pelo líder máximo do clube após uma primeira temporada difícil de azul e branco, confiança essa que foi preponderante para a história que Pepe continua a escrever de forma brilhante no FC Porto, como o próprio revela neste testemunho.
O primeiro contacto foi inesquecível
“A primeira vez que estive com o presidente foi na Torre das Antas quando fui assinar o meu contrato com o FC Porto. Fiquei marcado por um gesto dele: ele abriu a persiana e do escritório dele dava para ver o estádio. Depois disse-me: “Estás a ver aquilo ali? Vai ser a tua nova casa”. Só por isso, ficou marcado o meu primeiro contacto com o presidente.”
Inteligência, assertividade e o “nós”
“A inteligência do presidente é impressionante. Ele é extremamente inteligente, fala nos momentos em que tem de falar e é muito assertivo. Gosto muito dessa parte do presidente, dessa inteligência dele. E quando ele fala, fala sempre no coletivo, no conjunto, nunca individualiza. Aqui, sabemos a importância do “nós”.”
O amor ao clube que é incutido diariamente
“O presidente conta-nos muitas histórias sobre aquilo que foi o trajeto dele enquanto dirigente. Acho que a parte familiar é extremamente importante para nós, porque nós sentimos isso. Ele dá muita importância ao que é o bem-estar familiar de nós, jogadores. O clube preocupa-se muito com essa parte humana. No final de tudo, os jogadores que saem do FC Porto sentem falta desse lado mais humano, que a família esteja mais envolvida naquilo que é o clube e o amor ao clube. Por isso é que hoje o FC Porto é uma grande família e damo-nos bem com todos, desde a pessoa que corta a relva até ao presidente. Somos tratados sempre de forma igual. Isto acontece pelo amor ao clube que o presidente demonstra.”
Um episódio especial
“No meu primeiro ano, quando vim do Marítimo, senti muito aquilo que era a diferença entre jogar no Marítimo e numa equipa como o FC Porto, na qual a exigência era completamente diferente. Acabou a época e havia muita contestação, não sabia se ficava, se era emprestado ou até vendido a outro clube. Então fui lá à Torre das Antas e ele disse-me assim: “Tu vais afirmar-te aqui no FC Porto e não te vou deixar sair. Confio nas tuas capacidades e agora cabe-te a ti demonstrar dentro do campo”. Foram estas as palavras dele. Isto diz muito sobre o que é o presidente, ele acreditou muito em mim. Saí da Madeira um rapaz com muita ambição, mas ainda não tinha encontrado o meu caminho porque a exigência no FC Porto era extremamente alta. Essas palavras do presidente deram-me muita força para trabalhar e para conquistar o meu espaço no clube. Quando comecei a pré-temporada, não comecei a jogar, mas tive a paciência que o presidente teve para agarrar o meu lugar e a oportunidade”.
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