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Sérgio Conceição anteviu o clássico da 33.ª jornada, que se disputa amanhã no Estádio da Luz (18h00)

Focado, sério e afirmativo. Foi assim que Sérgio Conceição apresentou-se no Olival para antever o clássico da 33.ª jornada do campeonato frente ao Benfica, que se vai disputar este sábado no Estádio da Luz (18h00, BTV). O treinador portista foi perentório a realçar a importância do jogo em si e a diminuir a euforia causada pelo facto de o FC Porto poder sagrar-se campeão nacional na Luz, tendo admitido que quer uma equipa preocupada consigo própria: “Preparámos o jogo com entusiasmo, não com euforia, são coisas diferentes. (…) Cabe-nos olhar para a nossa equipa principalmente, temos de olhar para a nossa tarefa dentro do que é um jogo importante como os que já passaram”. Sempre com a noção de que “é um jogo que significa um passo decisivo para a conquista de um objetivo” e consciente de que o clássico, por si só, acarreta um “lado emocional e não tem que ver com pontos, mas sim com o peso do jogo”, o técnico portista marcou posição: “Estou muito focado no jogo e não quero graçolas”.

Sérgio Conceição começou por resfriar, desde logo, os ânimos e garantir que a equipa preparou “o jogo, tudo o resto não é tão importante. Preparámos o jogo com entusiasmo, não com euforia, são coisas diferentes. A preparação passou por essa análise ao Benfica nos diferentes contextos, em que a postura deles foi diferente. Cabe-nos olhar para isso e para a nossa equipa principalmente, temos de olhar para a nossa tarefa dentro do que é um jogo importante como os que já passaram.”

Sobre o que é sempre um clássico, independentemente do contexto vivido, o treinador portista frisou que “é um jogo que significa um passo decisivo para a conquista de um objetivo. É um encontro em que o Benfica e os adeptos estão sempre empenhados e querem deixar uma boa imagem. No que é um clássico do futebol português, há sempre o lado emocional e não tem que ver com pontos, mas sim com o peso do jogo.”

Numa análise ao adversário – apesar de o mais importante ser olhar para dentro, para o comportamento do FC Porto –, o técnico afirmou: “Não podemos adivinhar a que será a postura do Benfica, se vai jogar em bloco baixo ou mais agressivo, a ir mais à procura de mandar no jogo. Depende do que quisermos, temos que ver o que temos de fazer para levar o jogo para onde queremos. Haverá momentos em que o Benfica vai estar por cima e em que o FC Porto estará por cima. É importante percebermos o que fazer e o que aproveitar nesses momentos. São jogos equilibrados e muito do que o adversário faz tem que ver com a nossa capacidade de levar o jogo para onde queremos. Fez parte do trabalho da semana estarmos atentos aos pontos fortes do Benfica, percebermos o que podemos fazer e trabalharmos em cima disso. O Darwin, mesmo jogando na frente, parte muitas vezes da esquerda, estamos atentos a isso, mas há outras coisas a ter em conta: o Benfica fez 3 golos contra uma equipa fortíssima fora, fez uma Liga dos Campeões acima da média, vem das últimas jornadas com resultados positivos, tem individualidades que podem fazer a diferença e não só o avançado. Temos que estar atentos à equipa adversária, mas principalmente ao que devemos fazer como equipa.”

Mantendo a seriedade habitual, o mister explicou que o aspeto defensivo será muito importante e que não aceita euforias desmedidas: “Naquilo que vai ser o jogo, é sempre importante termos por base essa mesma consistência defensiva. Podemos fazer golos, mas não é garantido que se ganhe o jogo assim. Temos que ser uma equipa sólida, consistente, que não depende de um jogador, mas sim do coletivo. Estou muito focado no jogo e não quero graçolas.”

Questionado sobre a possibilidade de festejar o campeonato na Luz, referiu “que o espaço mais importante onde se ganham os campeonatos é o local onde se trabalha diariamente, é importante frisar o Olival. Trabalhamos aqui diariamente para conquistar esse objetivo, que ainda não está atingido. O campeonato joga-se em 17 campos diferentes e no Dragão, e, volto a frisar, no Olival, onde preparamos os jogos sempre com a mesma seriedade.”

A evolução de Pepê foi também assunto na antevisão ao jogo: “O Pepê jogou muitas vezes na frente, mas é um jogador que, como outros, teve o seu tempo de adaptação. Os atletas vão entrando quando eu achar que estão prontos para dar o seu contributo. Ele teve uma evolução muito importante neste sentido, ao compreender o futebol europeu e o que eu queria para a equipa, está em progressão constante, como lateral defensivamente comete alguns erros ainda, mas vamos ao pormenor desse trabalho defensivo. No início, achámos que era um ala que tinha as suas debilidades e agora joga como lateral, veja-se a evolução.”

Por fim, Conceição abordou as várias soluções em que confia para assumirem o meio-campo azul e branco frente ao Benfica: “São jogadores diferentes da mesma posição, mas não muito diferentes. O Vitinha não tem de ganhar outra dimensão porque joga com determinado jogador ao lado. Uma equipa é feita entre relações dos jogadores do mesmo setor e de setores diferentes e é importante que se associem e conheçam. O Matheus tem mais jogos com o Vitinha, mas tenho confiança total no Eustaquio, no Marko e em todos os jogadores que desempenhem essas funções.”

Veja aqui, na íntegra, a conferência de imprensa de Sérgio Conceição.

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