FC Porto apresentou resultados positivos pelo segundo ano consecutivo
O FC Porto apresentou esta terça-feira lucros de 20,765 milhões de euros referentes à época 2021/2022, comunicou o clube à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM). Este é já o segundo ano consecutivo de resultados positivos para os Dragões, que ficam assim definitivamente fora do mecanismo de fair-play financeiro imposto durante quatro anos pela UEFA.
Na ótica de Fernando Gomes, este desfecho foi “absolutamente essencial para o FC Porto sob o ponto de vista económico mas também sob o ponto de vista competitivo”. Segundo o administrador da SAD e vice-presidente do clube com o pelouro financeiro, que revelou que “a meta orçamental são sempre resultados positivos” e que o previsto passa por “chegar aos oitavos de final da Champions”, a “necessidade de mais-valias dependerá do maior ou menor sucesso nas competições europeias”.
Seguro de que “a inflação tem impacto e custos”, nomeadamente “nos lucros da bilhética e dos camarotes”, Fernando Gomes garantiu ser “muito difícil emagrecer a folha salarial de forma significativa” conforme se vê “pela Europa fora”. Questionado sobre a entrada de um fundo estrangeiro no rival bracarense, o dirigente explicou que “não é fácil que suceda no FC Porto o que aconteceu no SC Braga”, relembrando que “o FC Porto tem uma maioria absolutíssima” de “75 por cento das suas ações” e só por “decisão da administração e uma Assembleia Geral é que seria possível diminuir esta participação”.
Porque ainda há terreno para desbravar no capítulo das receitas comerciais, o “vice” portista anunciou estar em curso um “projeto muito ambicioso” com vista a “melhorar a acessibilidade online para as vendas no mundo inteiro”, que “o naming do estádio esteve praticamente fechado” e que esse acordo só “foi suspenso pela não existência de público” e pelas restrições impostas pela pandemia. “Era um bom contrato, sem dúvida, que não foi concretizado e por isso estamos à procura. É provável que ainda venha a acontecer e seria uma ajuda importante para o equilíbrio das nossas contas”, concluiu Fernando Gomes.
Dos resultados tornados públicos destaca-se o contributo das receitas provenientes da venda de passes de jogadores (83,7 milhões). Também a recuperação de receitas de bilheteira para níveis próximos do período pré-pandemia, assim como a redução de custos com pessoal na ordem dos 9,7 milhões de euros, contribuiu para os lucros agora apresentados.
O crescimento do ativo em 24,7 milhões de euros para um valor superior a 418M€ é outro dos pontos positivos nas contas referentes à época desportiva que encerrou a 30 de junho.
Este é o segundo ano consecutivo em que o clube apresenta lucros. Em 2020/21, o FC Porto registou resultados positivos na ordem dos 19,3 milhões de euros e livrou-se das amarras impostas pelo organismo sediado em Nyon.
A 2 de setembro, a UEFA comunicou um “ligeiro incumprimento” do FC Porto no que diz respeito às regras do fair-play financeiro e ao denominado Settlement Agreement, tendo por base os resultados de 2020/2021. Na sequência dessa avaliação, o comité informou que ficava a aguardar que “o resultado do ponto de equilíbrio agregado para os anos financeiros de 2019, 2020, 2021 e 2022 estivesse de acordo com os requisitos.”
Em comunicado emitido no mesmo dia, os azuis e brancos garantiram que, àquela data, e tendo em conta os resultados previstos de 2021/22, já teria conseguido “superar as metas estabelecidas pelo acordo”, o que seria “formalmente transmitido às instâncias competentes no mês de outubro.”
Os resultados apresentados esta terça-feira confirmam as previsões traçadas há um mês. Os Dragões cumprem as exigências da UEFA e sairão, em definitivo, da supervisão do organismo europeu.
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