Apresentação do livro “Largos anos têm 14.600 dias” decorreu esta tarde no Hall do Museu FC Porto
Foi apresentada, ao final da tarde desta sexta-feira, no hall do Museu FC Porto, a fotobiografia de Jorge Nuno Pinto da Costa intitulada “Largos anos têm 14.600 dias”. Na cerimónia, o Presidente contou, a seu lado, com as ilustres presenças de D. Américo Aguiar - bispo auxiliar de Lisboa que foi o autor do prefácio - e de Rui Couceiro, editor da Contraponto.
Já depois de Rui Couceiro ter apresentado o livro que a Contraponto teve “o maior orgulho” em editar e de Joel Cleto ter feito uma contextualização histórica da obra, “um livro de história, de factos desportivas” de alguém que “foi incontornável” durante os últimos 40 anos, D. Américo Aguiar, cuja presença “seria improvável”, segundo o próprio, afirmou que a “publicação é muito importante para quem chega, para quem é mais novo, para quem acaba de chegar. Algo que lhe dê a memória, a história”. O bispo acrescentou ainda que esta é “uma obra única”, da qual se augura um “próximo fascículo”, sobre um “cidadão que há mais de 40 anos consagra a sua vida ao serviço de uma instituição, ela própria que há mais de 100 anos leva pelo mundo inteiro o nome do Porto”.
Jorge Nuno Pinto da Costa começou agradecer e exaltar o trabalho de todos os envolvidos e revelou que as páginas que mais o tocaram foram “as do prefácio do D. Américo”, pois “saem do seu coração com a inspiração do D. António Francisco”. Numa compilação de “São 14.600 dias, muitas vitórias” e de momentos marcantes, o presidente destacou fotografias “especiais”: “A fotografia com o Papa João Paulo II é especial, a fotografia com o D. Américo e o General Ramalho Eanes que teve uma importância imensa no sucesso destes 40 anos e as fotografias dos que já partiram, como o Reinaldo Teles e outros, que me ajudaram muito e que ficam felizmente perpetuados neste livro”.
Como é seu apanágio, o dirigente mais titulado do mundo colocou o foco no futuro, ressalvando que é preciso “respeitar o passado, ser digno dele”, e explicou que o objetivo passa por “trazer a juventude para o FC Porto, as crianças que de facto precisam de nós, para que no desporto encontrem as virtudes que não encontram em outras atividades”. “Que esta história que está aqui relatada fotograficamente seja um estímulo para os que um dia haverão de ficar na história do FC Porto”, concluiu.
Jorge Nuno Pinto da Costa
“Tínhamos idealizado que isto seria uma biografia das pessoas que eu tinha conhecido. Tinha oito páginas só de minhas fotografias, achei que não era modelo e tive de retirar essas páginas. De todas estas páginas, as que mais me tocam são as do prefácio do D. Américo. Conheci o D. Américo como padre Américo, conheci-o e tivemos logo uma empatia. Vi que ele era o prolongamento junto de mim do D. António Francisco. Quando lhe solicitaram que fizesse o prefácio deste livro e ele logo aceitou, fiquei honrado. Quando leio essas palavras, sei que saem do seu coração com a inspiração do D. António Francisco. Essa, para mim, é a parte mais importante do livro. São 14.600 dias, muitas vitórias, é difícil dizer quais são as fotografias que me tocam mais. A fotografia com o Papa João Paulo II é especial, a fotografia com o D. Américo e o General Ramalho Eanes que teve uma importância imensa no sucesso destes 40 anos e as fotografias dos que já partiram, como o Reinaldo Teles e outros, que me ajudaram muito e que ficam felizmente perpetuados neste livro. Isso também me deu imensa satisfação, que tivessem escolhido fotografias dos que já não ca estão. Há mais dias que virão. Todos nós temos que ter a noção de que o passado é realmente para o Joel Cleto, não é para nós. O passado está no Museu e ele referiu que quem o quiser ver desloca-se lá e compreende o que é o FC Porto. O que nos compete é olhar para o futuro, respeitar o passado, ser digno dele e trazer a juventude para o FC Porto, as crianças que de facto precisam de nós, para que no desporto encontrem as virtudes que não encontram em outras atividades. Que esta história que está aqui relatada fotograficamente seja um estímulo para os que um dia haverão de ficar na história do FC Porto. Quero agradecer a todos os que contribuíram para que estes 14.600 dias pudessem ser mais ou menos bons. Muito obrigado”.
D. Américo Aguiar
“A minha presença aqui seria improvável. Primeiro dizer-vos que estou aqui, mas com perfeita consciência de que é o D. António Francisco dos Santos que está. Ele que nos foi roubado a 11 de setembro e no céu continua a ser um Dragão e a receber cada um de nós. Essa circunstância dele fez-me entrar aqui e converter-me de águia em Dragão. Dizer-vos que esta publicação é muito importante para quem chega, para quem é mais novo, para quem acaba de chegar. Algo que lhe dê a memória, a história. Somos pessoas, ninguém existe sozinho por muito teimoso que seja. Temos que agradecer muito a quem teve a ideia e o trabalho porque há milhares de fotografias a retratar os milhares de dias e a pessoa homenageada teve que passar o crivo dele. Estamos muitíssimo gratos pelo trabalho que foi feito, seja com a qualidade gráfica e com a qualidade das fotografias. A malta nova não gosta de ler, infelizmente, e por isso a fotografia e o vídeo têm uma importância na vida das pessoas inimaginável. Uma fotobiografia nunca teve a importância que agora tem. Quando se diz que uma imagem vale mais de mil palavras, agora façam as contas. Temos aqui uma obra única e esperemos que tenha o próximo fascículo. Homenagem e gratidão a este cidadão que há mais de 40 anos consagra a sua vida ao serviço de uma instituição, ela própria que há mais de 100 anos leva pelo mundo inteiro o nome do Porto. Estamos a falar numa missão de serviço público no desporto. O desporto é o caminho da salvação. O FC Porto é uma instituição ao serviço da comunidade e que tenta corresponder à vocação de cada um. Estamos muito gratos ao sr. Presidente por consagrar a sua vida ao clube e à cidade. Somos assim, somos Porto.”
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