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Ação de formação para treinadores dos escalões mais jovens da formação desportiva decorreu este sábado, no Olival

A prática desportiva começa cada vez mais cedo, mas o ponto de partida deve ser comum a todas as crianças: brincar. Este é o mote da ação de formação “Brincar ao Futebol”, organizada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em parceria com o Futebol Clube do Porto e o FC Porto Football Sciences Institute.

A primeira edição decorreu este sábado no Centro de Estágio do Olival, reunindo treinadores de vários clubes que trabalham com os escalões mais jovens da formação.

A iniciativa visa dotar os treinadores de equipas com crianças dos 5 aos 10 anos de conhecimentos e experiências para ajudar os mais pequenos a brincar ao futebol. “Tem este nome porque é exatamente esta a ideia”, explica José Guilherme, da FPF. “Têm de brincar, descobrir o corpo, desenvolver competências que estão relacionadas com a brincadeira, para que no futuro possam ser jogadores de futebol muito mais disponíveis e com muito mais prazer”, continuou.

O responsável salienta que a FPF pensou nesta iniciativa por sentir que, a nível nacional, os clubes ainda não estão preparados para lidar com crianças numa idade tão precoce no contexto da formação desportiva: “O tipo de treino que fazem nestas idades está muito relacionado com o que se faz em idades mais velhas e isso leva a que no futuro essas mesmas crianças tenham alguns problemas de desenvolvimento.”

“É importante fazer formação, refletir em conjunto”

O FC Porto abraçou de pronto a ideia, abrindo as portas para que a formação se pudesse realizar. Filipe Ribeiro, Coordenador Técnico da Formação do FC Porto, salienta que a mesma é importante “não só para os outros clubes, mas também internamente”. “É importante fazer formação, refletir em conjunto. Para nós é sempre um privilégio, é sempre importante fazer estas reflexões internas em termos de crescimento de conhecimento”, completa.

O clube, de resto, tem vindo a apostar neste tipo de formações para melhorar o trabalho dos seus treinadores em todos os escalões e, inclusive, em todas as modalidades. Isto porque nem só de treinadores de futebol viveu esta iniciativa.

Filipe Santos, antigo jogador de Hóquei em Patins do FC Porto e atual treinador da formação na modalidade, foi um dos presentes, traçando um diagnóstico semelhante àquele que se faz também no futebol.

“As crianças não brincam na rua, como antigamente, a aparecem-nos com muitas dificuldades motoras e físicas. É importante perceber o que todos acham sobre este momento, sobre o que se pode fazer. E como são questões transversais, as modalidades acabam por se associar, porque é algo importante em qualquer vertente desportiva”, salientou.
De resto, a ideia de que esta é uma aposta real e séria do FC Porto é também partilhada por José Miranda, sub-coordenador técnico da formação (Sub-7 a Sub-13): “No FC Porto, temos vindo a trabalhar no sentido de aprimorar as nossas dinâmicas internas. A Federação está alinhada connosco e com muita vontade de desenvolver e formar os treinadores para estas idades."

Por fim, a palavra a quem se inscreveu na formação. Bétia Varela, treinadora do Amora FC, foi uma das presentes e não tem dúvidas da importância da ação, até porque a aposta na sua formação tem sido constante: “Já realizei algumas formações no FC Porto Football Sciences Institute e fiquei bastante satisfeita. Faria todo o sentido fazer esta formação aqui, gosto de aprender com os profissionais do FC Porto.”

Sobre o que encontrou, salienta a necessidade de convencer as crianças a “dar dois passos atrás”. “Muitas vezes os meninos andam atrás de ganhar, da técnica perfeita…Mas são crianças, acima de tudo têm de brincar”, sintetizou. 

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