José Lourenço Pinto reagiu à morte de Jorge Nuno Pinto da Costa
O antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto reagiu à morte de Jorge Nuno Pinto da Costa e recordou-o como “um homem de fibra, lutador e indomável, que lutou pela defesa do clube até à exaustão e conseguiu transformá-lo”. José Lourenço Pinto recordou o Presidente Honorário como “um autor extraordinário, que fez uma obra magnífica e deixou um legado extraordinário que não pode ser visto apenas sob o prisma do clube e tem de ser visto também sobre o prisma da cidade, do país e dos valores que defendia”.
José Lourenço Pinto, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto
“Jorge Nuno Pinto da Costa não pode ser desligado do FC Porto, dos troféus, da cidade e do país. Ele foi um homem de fibra, um homem lutador e indomável. Lutou pela defesa do clube até à exaustão e conseguiu transformá-lo. Conheço-o há mais de 50 anos, trabalhei com ele diretamente, quer como membro do FC Porto e da Federação, e vi-o sempre com qualidades extraordinárias para o desempenho da função. Ele foi um autor extraordinário, fez uma obra magnífica e deixou um legado extraordinário ao FC Porto. Mas esse legado é tão enorme que não pode ser visto apenas sob o prisma do clube, tem que ser visto também sobre a cidade, sobre o país, e os valores que defendia. Foi exatamente um símbolo, um homem lutador e vitorioso. Havia uma ligação fortíssima com ele e com a cidade. Foi um homem forte, lutador, que deu a vida pelo clube e por tudo o que estava ligado ao FC Porto até ao último minuto. Nós estamos tristes, sentimos este pesadelo, vamos ver se conseguimos ultrapassá-lo. Não vai ser fácil, mas penso que, em união com ele, em espírito com ele, vamos ver se conseguimos ultrapassar esta situação. Jorge Nuno Pinto da Costa tinha duas personalidades: o homem e o dirigente. Como homem, era excelente, um homem comunicador, culto, divertido, aprazível, sociável, dava gosto de conviver com ele. Tinha tudo o que era de um homem do bem, de família, um homem muito culto e sabedor. Quando estava em defesa intrínseca do clube não era o mesmo, era uma pessoa dura, era uma pessoa difícil de vergar, lutadora, e lutava até à exaustão, na defesa do clube. Por vezes até prejudicava a sua própria vida, a sua idade, a sua saúde e o seu bem-estar. Deu sempre tudo o que pode ao clube. Deixou um legado enorme, que pode verificar-se no testemunho fiel e objetivo, que é o que se encontra no Museu FC Porto.”
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