Saška Đurović em entrevista ao jornal O Jogo
Chegada no verão passado à Invicta, Saška Đurović declara-se já como “uma portista” - “é impossível não ser” - e assume que veio “para o FC Porto para ser campeã”. Em entrevista ao jornal O Jogo, a central montenegrina mostra-se satisfeita por ter “sempre tudo preparado e não precisar de pensar em mais nada a não ser treinar e jogar”, elogia as colegas que têm “a mesma ambição de ganhar este campeonato” e assegura, por tudo isso, que está “no Clube certo nesta altura da carreira”: “O FC Porto é um grande Clube, com uma grande história, com mentalidade vencedora e que nos obriga a dar tudo em campo todos os dias”.
Surpreendida pelos adeptos, que “são incríveis”, a atleta de 24 anos rapidamente ficou a perceber que “aqui as pessoas vivem para o FC Porto” e que “os portistas dão tudo, por isso é necessário dar tudo por eles também”. A alegria única e contagiante das bancadas do pavilhão estende-se ao Estádio e a internacional pelo Montenegro confessa que começou “a adorar futebol”, que vai regularmente ao Dragão e que, quando não vai, “o prédio abana quando é golo”: “Mesmo com as portas fechadas ouve-se tudo, é uma loucura”.
O encanto pelo Clube é proporcional ao que tem por uma cidade “que tem alma” e onde vivem “pessoas calorosas e simpáticas” de quem “se gosta com facilidade”. O entrosamento com a cultura nortenha está a ser enraizado e o português já flui com naturalidade: “Percebo mais do que falo, mas já sei muitas palavras, estou aqui há mais de um ano, mas dizem que sou boa a falar português”.
Condições inigualáveis
“Já falei com muita gente, que me pergunta como me sinto aqui, e eu costumo referir-me logo às condições que temos, porque essa é a questão principal quando há conversas entre atletas de voleibol. Digo sempre que não creio que se consigam encontrar condições como estas, como as que o FC Porto nos dá, com exceção da Turquia ou de Itália. É espantoso o trabalho que fazem aqui, está sempre tudo preparado, tudo pronto, e nós, jogadoras, não precisamos pensar em mais nada a não ser treinar e jogar. É incrível o quanto o FC Porto é organizado. Aqui é mesmo fantástico, o ginásio, a sala de fisioterapia, os treinadores, o staff, as companheiras, tudo é espantoso.”
As colegas de equipa
“As raparigas são ótimas, percebe-se que temos todas a mesma ambição, que é ganhar este campeonato. Estou verdadeiramente feliz relativamente à equipa, às companheiras, trabalhamos no duro e creio que isso se percebe em campo.”
O salto na carreira
“A transferência significou muito para mim, é um bom passo na minha carreira, acredito que no FC Porto posso dar mais, mais e mais do que o era o meu nível e isso é muito importante. Sei que estou num Clube que foi campeão durante alguns anos e é isso que quero fazer aqui.”
Os elogios aos adeptos
“Os adeptos do FC Porto são incríveis. Não se consegue perceber isso até se chegar aqui, mas estando cá percebe-se de imediato o quanto eles amam este Clube. Isso puxa pela equipa e nós sentimos que também temos de lutar muito por eles. É impossível não os sentir, eles são fabulosos. Eles amam todas as modalidades do Clube. Nunca tinha visto futebol na minha vida e agora estou muitas vezes no Estádio, vejo as outras modalidades, gosto muito de andebol, de basquetebol, acho que esta também é uma grande característica deste Clube, aqui as pessoas vivem para o FC Porto. Eles, os adeptos, dão tudo por nós, e nós não podemos ser diferentes para com eles, também temos de dar tudo por eles. É uma obrigação nossa. No final dos jogos, quando damos a volta à Arena é muito bom ver as caras felizes, ver caras conhecidas de gente que vem sempre aos jogos. Para nós, saber que há gente que nos segue sempre é uma excelente sensação, para nós significa muito e sabemos que para eles também, ir dizer-lhes obrigado, dar-lhes o suporte que eles nos dão.”
Uma vencedora num Clube vencedor
“Estou verdadeiramente feliz aqui, segura de que estou no Clube certo nesta altura da minha carreira. O FC Porto é um grande Clube, com uma grande história, com mentalidade vencedora e que nos obriga a dar tudo em campo todos os dias. Vim para o FC Porto para ser campeã, não aceito outra coisa que não seja isso. Esta equipa tem a obrigação de ser campeã, foi montada para ser campeã e temos de o fazer. Estamos com 12 vitórias em 12 jogos, apenas quatro sets consentidos, estou muito orgulhosa do trabalho que temos feito e acredito que vamos continuar neste caminho. Como já disse, gosto de uma mentalidade vencedora, isto é muito importante para mim, os adeptos parece que nos forçam a isso, e vencer é a única coisa em que temos de pensar.”
Os primeiros passos no voleibol
“Era mesmo nova quando comecei a jogar, tinha uns oito ou nove anos, mas depois parei durante dois ou três, porque tinha um problema nos joelhos por estar a crescer muito depressa, e voltei aos 13. Não venho de uma família de desportistas, apenas o meu avô foi, jogava futebol, mas adorava todas as modalidades. Para a minha a família, o mais importante era a escola, onde eu era muito boa. Comecei porque umas primas jogavam e, na primeira vez que fui treinar, apaixonei-me pela modalidade e soube logo que ia ser jogadora. Gosto de ganhar, da sensação de ganhar e ainda não sei, no futuro, o que possa fazer para replicar este sentimento. Adoro esta adrenalina.”
Uma portista convicta
“Adoro andebol e basquetebol. Comecei a adorar futebol, vou ao estádio e é óbvio que já sou portista. Se é verdade? É claro que sim, já sou portista, é impossível não ser. Quando não vou ao estádio e é golo o meu prédio abana. Vivo aqui ao lado do Dragão e, juro, mesmo com as portas fechadas ouve-se tudo, é uma loucura.”
A adaptação
“Estive todo o verão na Seleção Nacional, por isso cheguei, digamos, em forma. Além disso, havia mais duas raparigas balcânicas na equipa com quem podia falar e isso tornou as coisas bastante mais fáceis para mim. Quando alguém fala a nossa língua ajuda muito. Percebo mais do que falo, mas já sei muitas palavras, estou aqui há mais de um ano, mas dizem que sou boa a falar português.”
Uma cidade sem igual
“O Porto é uma cidade mais pequena do que Lisboa e a minha mãe disse-me que, por isso, era mais agradável. Sente-se que o Porto tem alma. Toda a gente me dizia que as pessoas do Norte eram mais calorosas e simpáticas e é verdade, é mesmo verdade. As pessoas reconhecem-me na rua, são muito amigáveis, falam, ajudam, são bastante disponíveis e ainda digo mais: já viajei muito, com a seleção e em outros clubes, e adoro a forma como as pessoas são calorosas no Porto. É uma cidade de que se gosta com facilidade.”
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