Jogo que fecha a 20.ª jornada da Liga arranca às 20h45 no Estádio Municipal de Rio Maior
Acabado de disputar a oitava e última jornada da fase de liga da Liga Europa, na qual bateu o Rangers FC (3-1) no Estádio do Dragão, garantindo assim o apuramento direto para os oitavos de final da prova, o FC Porto volta a centrar atenções no campeonato e na deslocação ao Estádio Municipal de Rio Maior, onde defronta o Casa Pia no jogo que encerra a jornada 20 do campeonato (20h45, Sport TV).
Líderes isolados com 18 vitórias e um empate, os azuis e brancos vão em busca do 11.º triunfo em 11 jogos como visitantes no reduto do 16.º e antepenúltimo classificado à entrada para esta ronda, com 15 pontos resultantes de três vitórias, seis empates e 10 derrotas. Na jornada anterior, os “gansos” também jogaram em casa e empataram com o AFC a três golos depois de terem estado a vencer por 3-0.
Os dois emblemas já se defrontaram um total de 12 vezes, registando-se 11 triunfos para o FC Porto e apenas um empate: foi em janeiro de 2023, para a Liga, e o encontro terminou sem golos. Na temporada transata, os Dragões bateram o Casa Pia por 1-0 em Rio Maior, como um (belo) golo solitário de Rodrigo Mora. Para o jogo de hoje, os bilhetes já estão esgotados.
FC Porto
Na antevisão de um encontro “muito difícil” que será disputado “num relvado complicado”, Francesco Farioli manifestou o desejo de “manter a intensidade e a união”, pois a verdade é que “ainda faltam muitos jogos”. De qualquer forma, “o mais importante é o presente e é no Casa Pia que reside todo o foco”, até porque do outro lado está “uma equipa com muita velocidade, forte em transição e muito física”.
Ressalvando que o estado do relvado “não será um problema comparado com tudo o que está a acontecer neste momento” um pouco por todo o país, o treinador italiano acredita que “as bolas paradas serão um tópico importante, tal como a forma como entramos em campo e a energia que vamos demonstrar ao longo do jogo”, mas o coletivo portista está preparado “para as nuances” que vai encontrar em Rio Maior.
À exceção de Nehuén Pérez e Luuk de Jong, todos os futebolistas estão à disposição de Francesco Farioli para o desafio que se segue, entre os quais o mais recente reforço Terem Moffi, que reencontra depois de o ter orientado no OGC Nice: “É um jogador que conheço muito bem, que jogou recentemente contra nós na Liga Europa e que pode adicionar à equipa diferentes características. É parecido com o Samu em certos aspetos, mas também acrescenta muita variabilidade ao nosso jogo”.
Depois de meses com o calendário a não dar tréguas, o mês de fevereiro promete ser menos preenchido e até “estranho”, pois “já não temos apenas um jogo por semana desde agosto”. “Vai ser uma mudança de rotinas, no papel soa muito bem porque dá mais tempo para trabalhar e a oportunidade para gerir casos individuais de forma mais específica, mas ao mesmo tempo temos de estar em alerta porque, quando se baixa o ritmo, a adrenalina também pode baixar”, sublinhou o treinador.
O clássico com o Sporting no Estádio do Dragão já se vislumbra no horizonte (9 de fevereiro, 20h45), mas Francesco Farioli reforça que “o mais importante é manter o ritmo e continuar a seguir em frente”. “Entendo a perceção de fora de que toda a gente já está de olhos postos no clássico do dia 9, mas a verdade é que o grande passo será dado no dia 2 porque o jogo com o Casa Pia será muito difícil, num relvado complicado e contra uma equipa que irá jogar todas as suas cartas. É aqui que se concentra a nossa atenção. Esta nossa filosofia de pensar jogo a jogo tem dado bons resultados, por isso não vamos alterar isso”.
Casa Pia
O Casa Pia entra para esta jornada na 16.ª posição da tabela e há pouco mais de duas semanas que é comandado por Álvaro Pacheco, o treinador que substituiu Gonçalo Brandão, que já tinha substituído João Pereira. Feitas as contas, os “gansos” já tiveram três técnicos na temporada em curso, na qual ainda não venceram nenhum jogo na condição de visitados.
A jogar como anfitrião na principal competição nacional, o Casa Pia soma cinco empates e quatro derrotas em nove jogos e, no cômputo geral, tem a terceira pior defesa da prova com 38 golos sofridos, a uma média de dois por jogo, apenas atrás de AFS (47) e FC Arouca (44). Curiosamente, também foi na condição de visitado que o Casa Pia foi eliminado da Taça de Portugal, ao perder diante do Torreense (1-2) nos oitavos de final.
O guarda-redes Patrick Sequeira, os defesas André Geraldes, Gaizka Larrazabal, José Fonte, João Goulart, David Sousa e Abdu Conté, os médios Sebastián Pérez e Renato Nhaga e os avançados Cassiano e Jérémy Livolant compõem o lote de onze atletas mais utilizados. Jérémy Livolant (5 golos e 5 assistências) e Gaizka Larrazabal (4 e 3) são as principais armas ofensivas de um conjunto que também costuma apostar no médio Miguel Sousa, no extremo Tiago Morais e no ponta de lança Dailon Livramento a partir do banco de suplentes.
Equipa de arbitragem
Pedro Ramalho, da Associação de Futebol de Évora, foi o juiz nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. O árbitro de 38 anos terá como assistentes Diogo Pereira e Hugo Ribeiro, sendo Hélder Carvalho o quarto árbitro. O VAR será Manuel Oliveira, assistido por Jorge Fernandes.
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