Declarações de Francesco Farioli após o Benfica 2-2 FC Porto
O FC Porto foi ao Estádio da Luz empatar com o Benfica (2-2) e Francesco Farioli lamentou “a falta de eficácia" para "fechar o jogo”: “Houve cinco ou seis situações em que o devíamos ter feito, mas não marcámos e pagámos o preço”. “É uma pena não termos conseguido os três pontos, mas é importante mudarmos o chip e pensarmos já no próximo jogo”, reforçou o técnico italiano no rescaldo de um clássico “muito claro em termos de dinâmicas”.
Chances desperdiçadas
“Foi um jogo muito claro em termos de dinâmicas. Viemos aqui para vencer. Protagonizámos um arranque muito forte e fizemos uma boa primeira parte, mas não conseguimos ser eficazes para fechar o jogo. Houve cinco ou seis situações em que o devíamos ter feito, mas não marcámos e pagámos o preço.”
Mudar o chip
“Foram dois golos muito diferentes. O primeiro surgiu numa ação fantástica e o segundo nasceu num contra-ataque. Foram dois momentos diferentes. Controlámos o jogo e dominámos o jogo com bola durante a primeira parte, mas na segunda parte faltou-nos eficácia na finalização. Isso manteve o adversário no jogo e, com a qualidade que têm, pagámos o preço. As coisas são como são. É uma pena não termos conseguido os três pontos, mas é muito importante mudarmos o chip e pensarmos já no próximo jogo.”
90 minutos resumidos
“A primeira parte foi muito boa. Dominámos o jogo com bola e soubemos gerir todas as situações. Ficou clara a nossa abordagem, mas a falta de eficácia não nos permitiu alcançar o resultado que desejávamos.”
Aposta na juventude
“Entrámos com uma equipa muito jovem, a média de idades rondava os 23 anos e os golos foram marcados por jogadores da próxima geração, nascidos em 2006 e 2008. Há muitas coisas boas a retirar. Infelizmente não conseguimos o resultado que queríamos, mas resta-nos preparar a deslocação a Estugarda.”
Adversário à altura
“A nossa exibição foi muito positiva. Não nos podemos esquecer de que ainda há umas semanas este Benfica marcou quatro golos ao Real Madrid e chegar aqui e conseguir ir a ganhar 2-0 para o intervalo é algo notável, especialmente contra uma equipa que ainda não perdeu no campeonato. Estivemos quase a impor-lhes a primeira derrota e claro que estamos desapontados por não termos conseguido esse resultado, até porque tivemos mais do que condições para o conseguirmos.”
O último lance do jogo
“Entretanto já vi as imagens e, para mim, a decisão do árbitro foi a correta.”
Seguir em frente
“É triste perder pontos nos últimos minutos, mas mesmo que tivéssemos vencido, o nosso trabalho não estaria feito. Ainda há 27 pontos para jogar numa Liga muito competitiva contra adversários que também estão motivados para conseguirem os melhores resultados. Vamos passo a passo, jogo a jogo, com o foco certo. Não podemos desvalorizar o facto de estarmos invictos em todos os clássicos da Liga. Seguimos em frente e agora o nosso foco vai para o jogo em Estugarda.”
A expulsão de José Mourinho
“Não percebi muito bem o que aconteceu, até porque estava desiludido com o golo sofrido, então não vi o que aconteceu.”
Os golos sofridos
“Ninguém quer conceder golos. Nós defendemos bem, mas com a qualidade deles é normal conceder alguma coisa. O Lukebakio é um grande jogador, com um grande impacto e entrou muito bem, assim como o Ivanovic, eles trouxeram a energia certa e isso fez-nos sofrer. Não tivemos a capacidade de manter o resultado, mas às vezes temos de aceitar o veredito do jogo e hoje foi um desses exemplos.”
Tudo em aberto
“Ainda há 27 pontos em disputa e tudo pode acontecer. Ganhar o jogo de hoje era o cenário ideal, mas temos de assumir a responsabilidade. Tivemos várias oportunidades para fechar o jogo e não marcámos. Isto é futebol: perdes a chance, pagas o preço. A primeira parte foi muito boa, as combinações para o primeiro golo foram muito bem executadas e não é fácil fazer isto contra um adversário que ainda há semanas marcou quatro golos ao Real Madrid. Temos de ter respeito pelo adversário. Não era o resultado que queríamos, mas temos de o aceitar e seguir em frente.”
Mudanças ao intervalo
“A substituição do Pepê foi necessária, não só pelo cartão amarelo, mas pela gestão física. Ainda há dias jogou mais de 100 minutos em posições diferentes e chegou ao jogo de hoje no limite. Além disso, quando o William entra costuma trazer energia e jogar muito bem. A decisão de tirar o Gabri Veiga esteve relacionada com o cartão amarelo, porque num jogo destes podia surgir a necessidade de uma intervenção que levasse a um cartão amarelo. Queria acabar o jogo com 11 jogadores e por isso é que fiz essas substituições ao intervalo.”
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