Thiago Silva assegura que a equipa “continua com os pés bem assentes no chão, a pensar num jogo de cada vez”
“O FC Porto é uma grande família” e “entra em todos os jogos com a responsabilidade de vencer”. Em entrevista à TNT Sports Brasil, rodeado de troféus num “Museu com uma história ímpar”, Thiago Silva garantiu que o plantel principal continua “com os pés no chão, a pensar num jogo de cada vez” e mostrou-se “confiante na equipa, no trabalho que está a ser feito e no que já foi realizado pelos colegas na primeira metade da temporada”.
Depois de tecer rasgados elogios ao “super comandante” Francesco Farioli - a quem está destinada “uma carreira incrível” -, o defesa 113 vezes internacional brasileiro confidenciou que “a prioridade é o Campeonato Nacional”, mostrou-se decidido a “tentar alcançar o objetivo” de chegar à final da Taça de Portugal, “dê por onde der”, e revelou que os Dragões olham para a Liga Europa “passo a passo e jogo a jogo”: “Estamos a tentar encontrar a fórmula ideal para conseguirmos dar o máximo nas três competições que ainda estamos a disputar”.
Uma história sem igual
“O Museu FC Porto tem uma história ímpar. Confesso que não esperava ver tudo aquilo que vi. Estou a ser completamente honesto. Fazer esta entrevista aqui dá-me uma responsabilidade ainda maior para o que resta da temporada. Espero que no fim possamos trazer alguns troféus para aqui.”
Francesco Farioli
“Só na primeira videochamada é que me apercebi de que o míster era mais jovem do que eu. Surgiu naturalmente esse comentário de ele ter 36 anos e eu 41, sinceramente fiquei contente e triste ao mesmo tempo, é uma mistura de sentimentos porque nunca tinha passado por isso, mas estou mesmo muito feliz com o trabalho que temos feito e que ele tem orientado. Tem uma energia incrível, sabe imensas coisas aos 36 anos, é ainda mais jovem do que eu. Tenho a certeza de que terá uma história muito bonita no futebol como treinador. Já tive bons exemplos na minha carreira, fui comandado por muitos treinadores vencedores, agora tenho um mister com 36 anos que, numa semana, consegue dar-nos vídeo, preparação, treino e a abordagem mental para o jogo. E não é aleatório. É tudo específico para o adversário que vamos defrontar. A preparação semanal é muito boa, tal como a reunião pré-jogo e os treinos, a energia dele e de toda a equipa técnica é incrível. O FC Porto é uma grande família e, quando cheguei, encontrei esse lado familiar. Temos um super comandante, com tão pouca idade, mas com experiência vasta para fazer uma carreira incrível. Não tenho dúvidas de que isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, e já está a acontecer aqui no FC Porto. Espero que possamos ter sucesso juntos este ano para que este seja o início de grandes temporadas com grandes títulos na vida dele.”
A estreia no FC Porto
“Estava nervoso pela responsabilidade que tinha, por ser um clássico e por ser o meu primeiro jogo. O que muitos não sabem é que eu apenas tive seis treinos. Tinha estado de férias no Rio de Janeiro e, como não gosto de ficar parado durante as férias, comecei a preparar-me sem saber para onde ia, já pensando como iria chegar ao próximo clube. Fiz essa preparação mental. O desgaste do futebol brasileiro é muito grande, por isso fiquei 15 ou 16 dias a descansar, mas ao mesmo tempo tinha de me preparar de alguma forma, então comecei a trabalhar no ginásio, a correr, a fazer bicicleta e a jogar futevólei, um desporto que eu adoro. Quando cheguei aqui, fiz a apresentação, fomos cinco dias para o Algarve, voltámos no sexto e no sétimo ou oitavo tivemos jogo: FC Porto-Benfica. Não era um jogo qualquer, mas preparei-me psicologicamente e disse a mim mesmo: «É o primeiro jogo, ainda não estou totalmente entrosado, mas é um FC Porto-Benfica. Tenho de dar uma boa resposta». Não fisicamente, por ser logo de repente, mas taticamente, na entreajuda e na comunicação. Tinha de jogar como se tivesse treinado durante 30 dias. Essa foi a minha preocupação, daí o nervosismo apesar de as pessoas acharem que eu estava bastante calmo. É isso que tento passar, um pouco mais de tranquilidade devido à minha experiência. Quando terminou o jogo, a pressão saiu toda, senti algumas cãibras, mas o resultado final trouxe um alívio mental muito grande por ter chegado e mostrado as minhas capacidades.”
Metas definidas
“Pensarmos em tudo o que nos trouxe à posição em que estamos neste momento faz-nos entrar em todos os jogos com a responsabilidade de vencer. A Liga Europa é um caso à parte, porque há grandes clubes em prova e estamos no lado mais complicado, ainda assim isso não quer dizer nada. Estou muito confiante na nossa equipa, no trabalho que estamos a fazer e no que os meus colegas já fizeram na primeira parte da época. A nossa prioridade é o Campeonato Nacional. Na Taça de Portugal, por jogarmos em casa a segunda mão da eliminatória, temos de tentar alcançar esse objetivo, dê por onde der. Na Europa, vamos passo a passo, jogo após jogo. Temos agora pela frente o VfB Stuttgart, que é um adversário muito difícil que está a fazer uma grande temporada, mas continuamos com os pés bem assentes no chão, a trabalhar e a pensar num treino e num jogo de cada vez.”
As lesões de Samu e Luuk de Jong
“Temos dois grandes avançados lesionados, o mister está a tentar encontrar um substituto que esteja entrosado o mais rápido possível, já que não tinham tanto tempo de jogo. O Terem Moffi acabou de chegar, o Deniz Gül não tinha muitos minutos, por isso estamos a tentar encontrar a fórmula ideal para conseguirmos dar o máximo nas três competições que ainda estamos a disputar.”
O novo capítulo na Invicta
“Se não tivesse um clube, principalmente um tão especial como o FC Porto, teria terminado a minha carreira em dezembro. Quando surgiu o interesse de um grande clube como o FC Porto, com a história que eu tinha aqui e que não correu como eu queria há 22 anos, aceitei porque este ciclo tinha de ser fechado. Pensei bem e senti que era neste clube que deveria estar.”
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