FCP logo

Declarações de João Brandão após o Portimonense 2-1 FC Porto B

Consumado ao cair do pano “um resultado muito injusto” em Portimão (2-1), na 27.ª jornada da Segunda Liga, João Brandão explicou que o FC Porto B “controlou o jogo na primeira parte”, apenas pecou “por não ter definido melhor na área do adversário” e que o Portimonense “apenas teve aproximações à baliza em bolas paradas nas quais fisicamente é mais forte”.

“Nos últimos dez minutos, o jogo tornou-se muito físico com o árbitro a permitir algumas situações como a que dá início à jogada que acaba por resultar no segundo golo deles, um lance em que o nosso jogador é puxado. Não é por sermos jovens que a lei é diferente”, criticou ainda o técnico antes de lembrar que os azuis e brancos terminaram o encontro com “quatro jogadores sub-18 em campo”.

A análise ao jogo
“A primeira parte é nossa, o Portimonense começou o jogo a lançar bolas na largura em cima dos laterais, demos amplitude e controlámos o jogo, mas falhámos um ou outro passe que não podemos falhar, como por exemplo no lance do primeiro golo sofrido, sob pena de sermos penalizados. Era fundamental desbloquear a primeira pressão do Portimonense através do apoio frontal, foi precisamente num momento de desenvolver a jogada pelo lado esquerdo que surgiu esse golo inaugural deles. A partir daí, acentuou-se ainda mais o nosso domínio e pecámos por não termos definido melhor na área do adversário, tivemos três ocasiões em que podemos definir melhor e traduzir em golos o domínio na primeira parte. Na segunda parte, o Portimonense mudou a forma de pressionar, a partir dos cinco minutos, quando ajustámos o nosso posicionamento, começámos a descobrir os nossos médios e os alas e pegámos no jogo novamente. O Portimonense teve aproximações à nossa baliza de lançamentos laterais, livres laterais, cantos, situações de bola parada em que fisicamente são mais fortes que nós e aí pecámos pela capacidade física e juventude da nossa equipa.”

Critério desigual
“Nos últimos dez minutos, o jogo tornou-se muito físico com o árbitro a permitir algumas situações como a que dá início à jogada que acaba por resultar no segundo golo deles, um lance em que o nosso jogador é puxado. Não é por sermos jovens que a lei é diferente. Tive a oportunidade de dizer isso ao David no final do jogo. São jogadores jovens, acabámos o jogo com quatro jogadores sub-18, mas isso não muda a lei do jogo e as faltas a nosso favor também são para ser marcadas, independentemente da nossa capacidade física. São estas dores de crescimento que os nossos jovens têm de ter, a capacidade de jogar sob pressão, de jogar com o corpo, de ganhar faltas. Tivemos o exemplo do último jogo, no qual não tivemos uma grande penalidade porque o jogador não caiu, e acabámos por pecar aqui nesse sentido. Acho que é um resultado muito injusto para o que produzimos e para o que fomos enquanto equipa, não permitimos muito ao Portimonense a não ser os lances que já referi.”

    O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
    Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.