FCP logo

Carlo Di Benedetto renovou até 2030 e diz estar “muito feliz e muito orgulhoso”, mas ciente da “responsabilidade”

A cumprir a sétima época no FC Porto, Carlo Di Benedetto prolongou o vínculo até 2030 e a verdade é que “nunca tinha pensado” em passar “11 anos aqui”. A renovação é algo que o “orgulha muito”, mas também traz “responsabilidade” e é para “continuar a ganhar títulos” na Invicta, uma cidade onde o Clube se sente “nas ruas”: “Em qualquer momento do dia podes andar a passear e há sempre alguém que te vai lembrar o que é ser do FC Porto”. 

A caminhada de azul e branco teve “momentos mais difíceis”, mas “tem sido muito boa”, garante o avançado internacional francês, que já ergueu uma dezena de troféus desde que trocou o HC Liceo pelo Dragão Arena, um pavilhão onde diz adorar jogar. O camisola 19 já ultrapassou os 50 golos na época curso e não está longe de superar a melhor marca pessoal (66), mas “o objetivo é continuarmos a ganhar e a jogar bem”. “Este ano sinto-me muito bem e, tal como a equipa, acho que tenho crescido durante a época”, acrescenta.

A renovação do contrato 
“Estou muito feliz e muito orgulhoso por poder ficar cá mais quatro anos. A verdade é que, ao fim dos próximos quatro anos, serão 11 anos aqui, algo que nunca tinha pensado. É algo que me orgulha muito, mas também me traz ainda mais responsabilidade, porque sei que é não renovar por renovar, é para continuar a ganhar títulos. Estou muito feliz, mas sei a responsabilidade que isto traz.”

Sétima época de Dragão ao peito 
“Esta caminhada tem sido muito boa. Houve momentos mais difíceis, como a adaptação no primeiro ano, apesar de ter sido sempre muito bem tratado. Senti-me logo muito bem com a equipa, com o staff, com toda a gente. Houve momentos, sobretudo durante a pandemia, em que me senti mais sozinho, mas acho que cresci durante estes anos todos, como jogador e como pessoa. Acho mudei que a nível físico, mas também a nível de jogo, aprendi muito durante estes anos todos. Como pessoa, cheguei cá com 23 e agora estou com 29, por isso acho que amadureci.”

O amigo e colega Xavier Malián 
“Desde que saí de França que só sei o que é jogar hóquei em patins com o Mali, mais nada. Acho que esta é a nossa décima época juntos. Para mim, é como um irmão mais velho.”

A dupla com Gonçalo Alves
“Não dá para esconder que nos damos muito bem e dentro da pista temos uma ligação muito forte. É muito fácil jogar com ele. Ele percebe tudo facilmente e às vezes basta olharmos um para o outro. Não precisamos de falar muito.”

Um portista nascido em França
“Na altura fiz aquele discurso nos Dragões de Ouro porque era o que sentia. O FC Porto não é um Clube em que venho só jogar hóquei em patins e pronto. O FC Porto sente-se 24 horas por dia, sente-se nas ruas, nas modalidades todas e no futebol então nem se fala. Isto é o bonito deste Clube, é o bonito da cidade. Em qualquer momento do dia podes andar a passear e há sempre alguém que te vai lembrar o que é ser do FC Porto. Traz-me muito orgulho fazer parte de tudo isto.”

O Dragão Arena
“Sem dúvida que de é a minha segunda casa, passo aqui muitas horas. Depois do verão, sentia muitas saudades de estar aqui, de jogar aqui, não sei explicar. Muitas vezes estou em casa com vontade de estar aqui e a marcar golos perante os nossos adeptos. Jogar aqui, marcar golos aqui e festejar aqui é incrível. Adoro jogar no Dragão Arena.”

Os adeptos
“É impressionante a quantidade de gente que segue aquilo que fazemos. Lembro-me que quando cheguei, era o Guillem Cabestany o treinador, ele disse-me que com o passar do tempo as minhas pessoas iam reconhecer-me na rua. Na altura não acreditava, mas é muito verdade. Isto faz-nos dar mais, pois sabemos que não jogamos só para nós, jogamos para muito mais gente. Há muita gente a querer que ganhemos e festejar títulos connosco. A grandeza do nosso Clube e dos nossos adeptos também se vê nisto.”

O primeiro título de campeão nacional 
“Lembro-me que as bancadas do Dragão Arena estavam cheias, foi o jogo 5 com o Benfica. Estávamos muito nervosos antes do jogo, não nego, mas o pavilhão estava cheio. Quero muito viver tudo isso outra vez, é muita felicidade.”

Dez títulos de Dragão ao peito
“É muito difícil destacar, mas há dois ou três que são mais especiais. O primeiro campeonato, por voltar a ter tido jogos com adeptos e por ter sido no jogo 5, foi especial. Também tenho de falar na Liga dos Campeões, porque é o título que todos nós sonhamos conquistar. Fugiu durante muitos anos ao FC Porto e sabíamos da importância que tinha, foi um título muito especial. O último seria o título que ganhámos na Luz, pela forma que foi e também pela época que tivemos, pelo grupo. Ganhar um título em casa é uma coisa, mas fora é ainda mais difícil.”

A caminho da época mais concretizadora da carreira
“A verdade é que me sinto muito bem. É muito bom marcar golos, sem dúvida, sobretudo os avançados, mas não entro em pista a pensar que se marcar o meu jogo está feito. Acredito que consigo trazer muito mais à equipa. Por vezes posso marcar três golos e não jogar bem, da mesma forma que posso não marcar e fazer um bom jogo. Este ano sinto-me muito bem e, tal como a equipa, acho que tenho crescido durante a época. Não sei se vou conseguir ultrapassar os 66 golos, mas o objetivo é continuarmos a ganhar e a jogar bem.”

    O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
    Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.