João Brandão recebeu o galardão de Treinador do Mês da Segunda Liga
“No desporto coletivo, e no futebol de uma forma muito particular, os prémios individuais são sempre fruto da capacidade coletiva”, por isso é que João Brandão faz questão de partilhar o galardão de Treinador do Mês da Segunda Liga com “muita gente que entra no Olival às sete da manhã com o objetivo de fazer crescer os jovens jogadores e de servir o FC Porto da melhor forma”.
A distinção referente a fevereiro “é fruto de muito trabalho, muita dedicação e muito empenho de todos, da equipa técnica, do staff e, de uma forma muito particular, dos jogadores, que acreditaram sempre no projeto” e o timoneiro do FC Porto B continua focado em “criar um ambiente propício ao crescimento, dentro do qual todos os jogadores possam potenciar as suas capacidades” sabendo de antemão que há “um princípio que faz parte do ADN do FC Porto: ganhar e a equipa sempre à frente de tudo”.
Um prémio de todos
“No desporto coletivo, e no futebol de uma forma muito particular, os prémios individuais são sempre fruto da capacidade coletiva. A força da equipa é que fez com que eu fosse premiado e isto é a recompensa pelo trabalho de muita gente que entra no Olival às sete da manhã com o objetivo de fazer crescer os jovens jogadores e de servir o FC Porto da melhor forma. É com esse sentido de responsabilidade que trabalhamos diariamente, independentemente de haver dias em que nos sentimos mais ou menos alegres, mas trabalhamos sempre com a mesma motivação, porque no futebol os resultados são muito oscilantes e há momentos bons e maus. Foi esse equilíbrio emocional que nos levou a conseguir ter estes resultados.”
Trajetória ascendente
“É fruto de muito trabalho, muita dedicação e muito empenho de todos, da equipa técnica, do staff e, de uma forma muito particular, dos jogadores, que acreditaram sempre no projeto e nas propostas que lhes fomos apresentando. Já o disse e repito: não vivemos de palavras bonitas, vivemos de atitudes e do reconhecimento da competência. Acreditámos todos uns nos outros e conseguimos construir esta família. Um treinador da equipa B tem a responsabilidade de criar o ambiente certo para potenciar a qualidade e o talento dos jogadores e acho que isso acabou por ser diferenciador nos últimos tempos, porque a semente que nós semeámos há algum tempo começa agora a dar frutos. É com muito entusiasmo e muita alegria que vemos a maior de todas as vitórias, que é os jogadores a serem convocados e a estrearem-se na equipa A, como aconteceu com o Gonçalo (Sousa) e com o Gabi (Brás) recentemente.”
Formar para vencer
“Temos uma grande capacidade de nos adaptarmos, porque o contexto de equipa B é um contexto difícil. Há diferentes espaços que interferem na dinâmica diária, desde os sub-17, passando pelos sub-19 e até à equipa A. É preciso uma capacidade adaptativa e muita paixão por aquilo que se faz. É a paixão que nos segura nos momentos menos bons, é a paixão que nos entusiasma nos grandes desafios e a força que temos para superar esses desafios vem dessa paixão. Aqui há uma paixão muito grande pelo FC Porto e pelo futebol, eu sou um apaixonado por aquilo que faço e pelo que consegui construir à minha volta, desde a equipa técnica ao staff e aos jogadores. Somos todos uma família muito consciente do que é o nosso desafio diário e da responsabilidade que temos. Por isso tentamos criar um ambiente propício ao crescimento, dentro do qual todos os jogadores possam potenciar todas as suas capacidades e onde eles sejam livres para criar dentro de um princípio que faz parte do ADN do FC Porto: ganhar e a equipa sempre à frente de tudo.”
Experiência internacional
“Trabalhar no estrangeiro muda uma pessoa e, por consequência disso, também muda um treinador. Viver diferentes culturas, religiões e realidades faz-nos crescer e perceber que há outros mundos num só planeta. Isso faz com que tenhamos uma consciência e uma sensibilidade diferente dentro do contexto em que estamos inseridos. Neste momento sou muito melhor treinador e pessoa e sinto-me muito mais preparado para lidar com jogadores de diferentes nacionalidades, crescidos e criados em diferentes contextos e ambientes familiares e desportivos, fruto daquilo que vivi. É importante termos a capacidade, a frieza e sermos capazes de refletir naquilo que fazemos no dia a dia, no nosso trabalho, para conseguirmos potenciar e desenvolver tudo aquilo que vivenciámos.”
Afirmação pessoal
“O mais importante é o que a equipa está a conseguir, são pontos e estarmos a fazer uma segunda volta muito diferente da primeira. Isso é fruto do desenvolvimento que eles tiveram enquanto equipa e é sempre o mais importante. Na última jornada igualámos a melhor pontuação de sempre de uma equipa B do FC Porto num campeonato a 18 equipas e isso diz muito do trabalho que estamos a fazer, do que ainda temos para conquistar e da responsabilidade que é olhar para a frente, valorizando o fizemos. O passado só serve para isso, para percebermos o que foi bem feito e aquilo que não foi tão bem feito. Só conseguimos ter uma certeza muito maior daquilo que será necessário fazer no futuro. Essa é a grande ambição que eu tenho aqui, é servir o FC Porto e servir estes jovens, com a responsabilidade de transformar os sonhos deles em realidade. É uma responsabilidade muito grande.”
Os pilares de um treinador
“Partilho este prémio com todos aqueles que diariamente partilham esta dor do treinador, desde a família, à equipa técnica, ao staff. A vida de um treinador é uma vida muito emocional e, por depender dos outros e de circunstâncias que não controlamos, faz com que tudo seja muito fugaz. Por isso continuo focado no dia-a-dia e no valor das pessoas que estão à minha volta. É ao valor e ao caráter dessas pessoas que eu dedico este prémio, um prémio de todos nós. Este foi o prémio Treinador do Mês para a equipa técnica do mês, para o staff do mês e para um Clube que está a crescer. É essa nossa responsabilidade enquanto funcionários do FC Porto, porque o Clube vive das pessoas e dos princípios que essas pessoas transportam dentro de si.”
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