FCP logo

Francesco Farioli espera “um jogo muito diferente dos anteriores” no City Ground, frente ao Nottingham Forest (quinta-feira, 20h00)

Acabado de aterrar em Inglaterra, Francesco Farioli deu voz à ambição de “escrever uma página importante na história do FC Porto” frente ao Nottingham Forest, na segunda mão dos quartos de final da Liga Europa (quinta-feira, 20h00, Sport TV5). Na sala de imprensa do City Ground, o treinador elogiou um grupo que “não podia estar melhor do ponto de vista físico e mental” e que está preparado para “jogar todas as cartas de forma a seguir em frente” na competição, bem como “fazer felizes” os adeptos que têm dado “um amor e um carinho que não é normal”.

“Já ter jogado dois jogos contra eles deu uma ideia da qualidade individual dos jogadores”, mas o técnico alerta que o plantel tem de “estar pronto para algumas mudanças, adaptações e para a qualidade do adversário” que, com Vítor Pereira no comando, ganhou “uma variabilidade de jogo imensa”: “O último resultado contra o Aston Villa diz muito do que são capazes de fazer, isso tem de elevar a nossa atenção e deixar-nos confiantes porque o jogo que fizemos contra eles no Estádio do Dragão provou-nos que, quando estamos ao melhor nível, podemos competir contra as equipas da Premier League”.

Ambição máxima
“Temos a mentalidade certa. Do ponto de vista físico e mental, não podíamos estar melhor. O trabalho que fizemos nos últimos dias não poderia ter sido mais bem feito. Sabemos do valor que tem o adversário e as dificuldades que vamos encontrar, por isso, por um lado temos de ter muito respeito pelo adversário, mas por outro devemos jogar todas as cartas para seguirmos em frente.”

Estado de alerta constante
“Acredito que jogar aqui deu-nos uma ideia do ambiente que se vai sentir. Sabemos onde vimos jogar, o possível impacto dos adeptos e a atmosfera que criam. Já termos jogado dois jogos contra eles deu-nos uma ideia da qualidade individual dos jogadores, o trabalho de análise que fizemos do ponto de vista individual ajudou, mas na parte tática pode haver mudanças porque, no primeiro jogo, o treinador era o Sean Dyche e no segundo já era o Vítor Pereira. Esperamos algumas mudanças para amanhã. Há alguns elementos que nos deixam confortáveis pelo conhecimento que temos, mas temos de estar prontos para algumas mudanças, adaptações e para a qualidade do adversário que vamos defrontar.”

A lateral direita
“A solução poderia ser o Pablo Rosario, já nos ajudou em diferentes posições em vários jogos, inclusive a lateral direito, por isso seria o mais lógico, depois há também outras opções.”

A família portista
“Mencionou um episódio que me deixou feliz por várias razões. Tanto o Francisco Moura como o Terem Moffi têm dado tudo o que têm. O Terem Moffi veio de uma exibição com alguns erros, o Francisco Moura viveu um período difícil, mas é importante nesta reta final termos toda a gente a bordo e deixou-me contente essa iniciativa levada a cabo pelo Jardel, a pessoa levou os dois jogadores aos adeptos. Diz muito sobre o ambiente em que vivemos. Todos desempenham um papel fundamental, por vezes invisível. O trabalho de todos não é a garantia de títulos, mas quando todos desempenham um papel e põem tudo no sítio certo aproxima-nos da possibilidade de sermos bem-sucedidos. O que chamamos de família portista é este espírito, este desejo e esta participação de todos os que rodeiam a equipa.”

ADN FC Porto
“As boas exibições ajudam sempre a construir alguma confiança, mas na realidade desde o início da temporada que estamos a todo o gás para responder às necessidades contra diferentes equipas com diferentes caraterísticas. A capacidade que os jogadores têm de reajustar e adaptar-se às diferentes caraterísticas é notável, mas acima de tudo está o espírito de grupo, a coesão, o desejo e a fome de entrar em campo para ganhar. No período recente, o jogo com o FC Famalicão não foi o que esperávamos e o que nos habituámos, talvez tenha sido um ponto negro numa temporada que tem sido muito positiva e composta por muitos jogos. Temos esta mentalidade de irmos atrás de todos os títulos porque trabalhamos a um nível que nos permite pensar assim.”

Objetivo bem definido
“Não estamos aqui para quebrar recordes, viemos a Inglaterra escrever uma página importante na história do FC Porto com a ambição e o espírito de deixarmos os adeptos felizes. O amor e o carinho que temos recebido dos nossos adeptos não é normal. No último jogo, tínhamos mais de duas mil pessoas a apoiar-nos, amanhã o setor visitante vai estar novamente cheio, contra o FC Famalicão o estádio estava todo azul, por isso estamos a jogar por eles essencialmente, se pudermos mudar o histórico do FC Porto em Inglaterra muito bem, mas a prioridade é fazer um grande jogo, fazer uma grande exibição e, se formos suficientemente bons, seguirmos em frente. É por isso que vamos jogar.”

Jan Bednarek
“É um jogador que estava sempre exposto a muita carga, esse é um fator chave. Depois tivemos uma abordagem individual para cada jogador que contratámos porque temos de estar atentos às necessidades de cada um. Não é um segredo que acredito muito que um jogador de futebol tem de ser um atleta, tem de ter condições físicas para fazer uma boa exibição, acho que esse é o primeiro passo para brilhar e para ter a energia e a atitude corretas. Tal como o Thiago Silva estava a dizer, o futebol que praticamos é muito exigente do ponto de vista físico porque estamos constantemente expostos a duelos, vemos sempre o jogo de frente e tentamos ser os protagonistas, temos muita bola e de tomar muitas decisões. Se considerarmos que ainda agora começámos, porque só estamos a jogar assim há sete ou oito meses, é preciso dar algum descanso aos jogadores para ter toda a gente envolvida. A resposta que temos tido desta gestão é muito positiva, vamos ver como continua no futuro.”

Um jogo sem paralelo no passado
“As únicas duas coisas que podemos tirar do jogo que disputámos aqui em outubro é o facto de já conhecermos o ambiente, o tipo de cenário que podemos esperar, e também as qualidades dos jogadores adversários. Há muitas diferenças entre o Sean Dyche e o Vítor Pereira, têm formas muito distintas de ver o futebol, estilos diferentes, por isso é impossível comparar nesse sentido, estamos a falar de coisas diferentes. Desde que o Vítor Pereira assumiu o comando técnico, a variabilidade de jogo que têm tido na forma como jogam é imensa. Se virmos os dois jogos anteriores ao nosso anterior confronto, jogaram com uma defesa a três, contra o Aston Villa apresentaram uma linha de quatro, contra nós alternaram a pressão alta com um bloco médio, por isso há algumas informações que são úteis, mas o jogo de amanhã será muito diferente dos jogados aqui em outubro e na semana passada, no Estádio do Dragão.”

O valor do adversário
“Muitas coisas diferentes podem acontecer numa época. O valor real do Nottingham está mais próximo do que fizeram na época passada, são uma equipa que jogou pelos cinco lugares cimeiros até ao final da época, fez grandes investimentos e trouxe jogadores que estavam a ser perseguidos por grandes equipas do campeonato italiano, isso diz muito sobre o valor do adversário e dos seus jogadores. Numa época em que tiveram de mudar tantas vezes de treinador, nunca é fácil acertar o ritmo, mas desde que o Vítor Pereira assumiu o comando tem-se visto mais estabilidade e melhores resultados contra equipas muito boas. O último resultado contra o Aston Villa diz muito do que são capazes de fazer, isso tem de elevar a nossa atenção e deixar-nos confiantes porque o jogo que fizemos contra eles no Estádio do Dragão provou-nos que, quando estamos ao melhor nível, podemos competir contra as equipas da Premier League.”

    O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
    Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.