FCP logo

Francesco Farioli alerta para “o ambiente difícil” que se fará sentir na Amadora (domingo, 18h00)

O compromisso da equipa principal do FC Porto “é dar ao Clube e aos adeptos o que merecem” e Francesco Farioli vê o grupo “com o espírito e a mentalidade certos nesta reta final” para “abordar da melhor forma e com a melhor atitude” um jogo com “um ambiente difícil” frente ao Estrela da Amadora, “uma equipa que está à procura de amealhar pontos” (domingo, 18h00, Sport TV1).

Certo de que “ninguém está acima dos interesses do Clube e do que é preciso para ganhar”, o treinador frisa que o plantel vive numa “bolha azul” de que só sai “para ver o que diz a família portista” e assegura: “Quando vemos uma equipa a lutar com toda esta vontade, a superiorizar-se em dobro ao esforço do oponente e a correr mais do que o adversário em 49 jogos, podemos claramente dizer que estamos no caminho certo para devolver o FC Porto ao lugar a que pertence”.

“Martim Fernandes vai voltar” e é uma “opção forte para o jogo de amanhã e para o resto da época”, ao passo que Zaidu “está parcialmente a recuperar e hoje estará parcialmente com a equipa”.

À espera de dificuldades na Reboleira
“É um jogo muito importante fora de casa, historicamente complicado e difícil também por ser contra uma equipa que está à procura de amealhar pontos nesta fase importante da temporada. Gosto muito dos padrões que eles têm, há ali muito trabalho bem feito, além de jogadores com qualidade individual. É um jogo que temos de abordar da melhor forma e com a melhor atitude perante um ambiente difícil que vamos enfrentar.”

Terem Moffi
“O que aconteceu entre o Terem Moffi e o OGC Nice é conhecido e acho que há um claro desejo de ambas as partes de haver uma separação, por isso vamos ver o que acontece. Temos uma opção para comprar e estamos dispostos a ouvir as condições.”

Thiago Silva
“É o desejo do Clube, de todos os jogadores e o meu desejo pessoal que o Thiago Silva vá ao Mundial. É um dos objetivos que ele traçou quando falámos pela primeira vez, está no futebol europeu e num Clube com certas exigências e intensidade. Está com o ritmo certo, já jogou mais de mil minutos, o que é um grande número em meia temporada, já alinhou em jogos europeus, vai dar-nos uma ajuda importante nos jogos que restam na Liga, mas nunca podemos esquecer que a prioridade é o FC Porto. O FC Porto está acima de mim, do Thiago Silva ou do Diogo Costa. Não há ninguem que esteja acima dos interesses do Clube e do que é preciso para ganhar. Nos últimos jogos, tomei uma decisão estratégica, não por o Thiago Silva não estar em forma, mas por sentir que precisávamos de caraterísticas diferentes nesses momentos. Ele está a trabalhar muito bem, com um compromisso muito forte para com o Clube e a equipa, está em boa posição para estar na convocatória do Carlo Ancelotti e já provou que pode dar muito, dentro e fora de campo. É mais um momento para celebrar a carreira de um jogador lendário.”

À margem de qualquer ruído
“É um jogo importante. Após o jogo com o CD Tondela, disse que íamos passo a passo, estamos na nossa bolha azul e a única vez que saímos para ouvir o que dizem lá fora é para escutar a família portista. Eles merecem a nossa atenção e motivação. Vamos passo a passo e depois vemos que futuro se seguirá.”

As incidências do jogo da Taça
“Se voltarmos ao jogo da Taça, há um jogo antes e depois do quinto minuto. As imagens são claras, há três árbitros perto do lance, mais dois com monitores, por isso acho que os dois minutos em que o jogo esteve parado pelas lesões do William Gomes e do Gonçalo Inácio foram suficientes para ver o que tinha acontecido. Tudo o que aconteceu depois, já pondo de lado os três possíveis penáltis, foi condicionado por isso, poderia ter mudado a dinâmica do jogo. É o único comentário que tenho a fazer sobre o jogo da última quarta-feira.”

O compromisso para com o Clube e os adeptos
“O resultado não foi o que queríamos, a exibição foi bastante boa. A voz do Dragão falou muito alto, é algo comum sentir este apoio dos adeptos após desfechos indesejados como as duas eliminações recentes. Estamos totalmente conectados com o nosso trabalho e com o que temos de fazer. O nosso compromisso é dar ao Clube e aos adeptos o que merecem, estamos num momento muito importante da época e com o espírito e a mentalidade certos nesta reta final. É isso que temos de transportar para o jogo de amanhã.”

Ainda o FC Porto-Sporting
“Já fui muito claro. O comentário sobre o último jogo termina ao quinto minuto. Se voltarmos atrás a todos os lances da época, a nossa lista é mais longa do que a de todos os outros. Não estamos contentes por ver jogadores lesionados, mas é parte do futebol. Quando a bola está envolvida, trata-se de futebol, mas já vimos alguns episódios esta temporada em que a bola está bastante longe. Vi o pé do Morten Hjulmand e estou curioso para ver também o pé do Gonçalo Inácio.”

“O FC Porto está de volta”
“A minha frase é relacionada com o espírito da equipa. Quando vemos uma equipa a lutar com toda esta vontade, a superiorizar-se em dobro ao esforço do oponente e a correr mais do que o adversário em 49 jogos, podemos claramente dizer que estamos no caminho certo para devolver o FC Porto ao lugar a que pertence.”

As exibições de Deniz Gül e Terem Moffi
“Estou muito confiante. Os números falam alto, não podemos negar o que dizem, mas, se falarmos por exemplo do Deniz Gül, marcou um golo ao FC Famalicão que foi anulado por 13 centímetros. Não é o seu momento de maior sorte, as exibições que fez no Estoril, frente ao Nottingham e frente ao Sporting foram boas, claro que parte da avaliação de um avançado é a contribuição para golos e neste aspeto faltam números, mas tem dado um grande contributo, fez uma assistência frente ao CD Tondela, a entrada do Terem Moffi contra o Sporting também foi muito positiva, quase marcava num lance em que o guarda-redes fez uma grande defesa. Eles têm de continuar a trabalhar, a acreditar que os golos vão aparecer e a manter o ritmo que têm apresentado.”

Martim Fernandes e Zaidu
“O Martim Fernandes vai voltar. Esta semana já melhorou, mas antes do último jogo só tinha completado uma sessão de trabalho com a equipa. Ontem e hoje está com a equipa e é uma opção forte para o jogo de amanhã e para o resto da época. O Zaidu está parcialmente a recuperar e hoje estará parcialmente com a equipa.”

A gestão de esforço ao longo da temporada
“Gerimos muito bem o grupo. A prova surgiu nos últimos jogos, mesmo com dez jogadores. Se virmos o jogo em Nottingham e os últimos 15 minutos contra o Sporting e analisarmos o combustível que os jogadores tinham nas pernas e os pulmões que tinham para correr, só podemos ver que a equipa está num alto nível, o trabalho foi bem feito em termos de gestão física e de planeamento do esforço, não esquecendo que a equipa jogou o Mundial de Clubes e teve uma preparação e descanso curtos para a temporada. Isso dá mérito a tudo o que foi feito e ao trabalho dos jogadores, que continuam a jogar com grande intensidade. Há 15 minutos mencionei isso: quando tens 49 jogos e em todos eles corres mais cinco quilómetros, em média, do que o adversário, diz muito do esforço que a equipa tem feito para representar o espírito do Dragão.”

A sobrecarga competitiva
“Nas minhas experiências anteriores, sempre me preocupei muito com a saúde dos jogadores. Num regime como este, de mais de 50 jogos na temporada, não importa apenas a fadiga, mas o desgaste físico e mental, a quantidade de viagens que temos, o pouco descanso que temos entre jogos. Acredito que, daqui a pouco tempo, surgirá uma regra da FIFA a regular os minutos dos jogadores ao longo da temporada. Chegar ao fim de uma temporada com atletas a somarem mais de 5 mil minutos, sem considerar os compromissos de seleções, é insustentável a longo prazo. O Rodri, do Manchester City, é um dos melhores exemplos disto de que falo, voltou agora de uma lesão muito grave. Temos de tratar melhor dos jogadores, com um melhor calendário e melhor planeamento semanal de forma a prolongar as suas carreiras.”

O planeamento para a reta final
“Estamos sempre com o ritmo de jogar de três em três dias, com toda a equipa envolvida. Disseste que usamos 18 ou 19 jogadores que se podiam sentir titulares, isso agora pode ser atenuado pelo calendário. Vamos apenas jogar uma vez por semana, com mais tempo para treinar, e temos de ser muito precisos nos pontos que queremos melhorar sem sobrecarregar os atletas. Estou convencido de que todos se sentem tão parte deste grupo que, quaisquer que sejam as decisões que tome, 99,99% delas serão 11 jogadores de início e cinco para entrar, por isso 16 jogadores vão estar envolvidos. Não é um momento para alguém se queixar, têm de pensar em aproveitar os minutos que vão ter e não nos que não vão ter por minha decisão. Temos um grupo que é suficientemente maduro para perceber isso e para abordar estas últimas semanas com o espírito que é necessário para conseguirmos o nosso objetivo.”

    O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
    Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.