Declarações de João Brandão após o FC Porto B 1-0 FC Felgueiras
A equipa B do FC Porto recebeu e bateu o FC Felgueiras (1-0) e João Brandão afirmou que “o mais importante era ganhar” contra “a equipa que está em melhor forma” num “campeonato que está de loucos”. Após garantir a manutenção na Segunda Liga, o técnico mostrou-se “muito feliz por tudo o que o grupo está a construir” e lembrou que “ainda há muito para fazer”, já que existe “um longo caminho a percorrer entre a equipa B e a equipa A” e é “preciso valorizá-lo diariamente”.
Resposta positiva
“O mais importante era ganhar depois dos dois últimos jogos, independentemente das incidências, da preparação e das limitações que tivemos, nada justifica aquilo que fizemos nos últimos dois jogos, por isso hoje era ganhar ou ganhar. A equipa uniu-se e deu as mãos nesse sentido. Foi um jogo difícil contra a equipa que está em melhor forma na Segunda Liga atualmente. Desde a entrada do Rui Ferreira que têm feito uma excelente recuperação.”
90 minutos resumidos
“Ao início tentámos atrair o bloco deles, que é muito baixo. Sabíamos que eles se iam apresentar dessa forma, porque tem sido essa a postura deles, mesmo quando estão em desvantagem, e tentámos atraí-los através dos nossos centrais e do posicionamento dos nossos laterais, mas estava a faltar a aceleração do segundo corredor, e a criação de vantagens numéricas e de espaço por fora, após atrair, rodar, acelerar. Foi isso que conseguimos fazer no lance do golo, que foi provavelmente o lance mais bem conseguido da nossa parte num jogo em que não estivemos bem a nível ofensivo e em que cometemos muitos erros técnicos e em que fomos muito precipitados, talvez porque queríamos tanto agarrar esta vitória.”
A temporada em retrospetiva
“Nas fases em que não ganhamos instala-se alguma desconfiança, mas os jogadores acreditaram sempre muito naquilo que faziam diariamente, nas pessoas que estão à volta deles e na competência de quem os rodeia. Nós também acreditámos muito na competência dos jogadores e foi dessa forma que demos as mãos e conseguimos fazer um campeonato tranquilo e em ascensão. Conseguimos progressivamente ir lançando os mais jovens para dentro de campo, como aconteceu hoje com a estreia do Bernardo Lima e do Yoan Pereira como titulares. Estamos muito felizes por tudo o que estamos a construir. Ainda há muito para fazer. Há um longo caminho entre a equipa B e a equipa A. O nível de exigência da equipa A é altíssimo e, por muita qualidade que eles tenham, há muitos outros requisitos que os jogadores têm de apresentar diariamente para conseguir chegar a esse nível. Foi esse o desafio que lhes lançámos desde o início da época. Queríamos ser uma equipa competitiva neste campeonato que está de loucos e fazer muitos pontos, mas para isso tínhamos de ser muito competentes coletivamente. Ganhámos muitos jogos e muitos pontos através da nossa organização, através do que conseguimos ser enquanto equipa, não só no momento ofensivo, mas fundamentalmente no momento defensivo, nos momentos de transição e na competência da bola parada. Fomos uma equipa completa nesse sentido e queremos formar jogadores com todos esses requisitos. Acreditamos muito no que fazemos diariamente e não temos pressa, que é o grande problema da juventude. Eles têm muita pressa e sentem muito ruído à volta deles, mas às vezes é importante que eles percebam que cada passo tem o seu valor num longo caminho repleto de objetivos e metas. É preciso valorizar este caminho diariamente.”
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