FCP logo

João Brandão explica “o contexto da Marca Porto” em entrevista ao diário AS

“A visão do FC Porto é inegociável. Somos um clube vencedor. Na entrada do nosso Centro de Treinos há uma frase que diz «adoramos os que odeiam perder!», e isso é a base de tudo. Mais do que o 4-3-3 ou o 4-4-2, os valores são inegociáveis. Se não tiveres esses valores, podes ter uma técnica fantástica, mas vai ser difícil sobreviveres na nossa formação porque as prioridades estão muito bem definidas”. Quem o diz é João Brandão, treinador da equipa B do FC Porto, em entrevista ao diário AS.

O jornal desportivo espanhol entrevistou o técnico 43 anos no âmbito da reportagem “Como se forma um Vitinha?”, um extenso artigo que revisita as raízes do médio formado no Olival, e João Brandão começou por deixar claro: “Vitinha só há um. Rodrigo Mora só há um e Rúben Neves só há um. Temos de compreender essa originalidade e é perigoso querer que um miúdo seja a cópia do outro. Isso não existe no futebol”.

Apesar de todos terem “um perfil muito parecido, de jogo associativo, de inteligência e de ocupação de espaços, cada um mantém a sua originalidade” e, “num jogo cada vez mais tático, quando cada jogador consegue potenciar o que faz muito bem, isso tem um valor incalculável”, explica o treinador seguro de que “o mais importante é criar o contexto ideal para cada jogador”.

“Se falarmos do Vitinha ou dos próximos talentos oriundos do FC Porto, como o Rodrigo Mora ou o Mateus Mide, é interessante que todos têm algo muito semelhante, que são os valores do FC Porto. São muito competitivos, apaixonados pelo jogo e pelo Clube”, acrescenta João Brandão, para quem “o contexto da Marca Porto é ideal para formar jogadores associativos, com muitas decisões e ações”.

“Entender o jogo é importante”, ainda assim o timoneiro dos “bês” afirma que os jovens “não podem deixar de tirar proveito da intuição”. “Esse é o principal objetivo: aproveitar a intuição nos momentos em que só o jogador dentro de campo consegue ver. Se a equipa não potenciar jogadores tão bons como o Vitinha, como o Mora ou como o Mide, algo está errado”, detalha o técnico seguro de que “é preciso diversidade no plantel”.

Questionado sobre a interligação entre as várias equipas do FC Porto, João Brandão foi perentório: “Esta época tivemos 27 juniores a treinar connosco e houve 19 juniores ou jogadores da equipa B que treinaram com o plantel principal. Mesmo estando preparados, eles encontram dificuldades porque o nível da equipa principal é muito alto. No futebol de elite não há tempo nem paciência.”

    O Portal do FC Porto utiliza cookies de diferentes formas. Sabe mais aqui.
    Ao continuares a navegar no site estás a consentir a sua utilização.