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Victor Froholdt sente que “no Porto toda a gente respira futebol”

Victor Froholdt é um jovem de 20 anos “muito feliz e orgulhoso por ter conquistado o campeonato ao serviço do FC Porto” na primeira temporada fora do país natal. Em entrevista ao jornal A Bola, o médio dinamarquês revela que “a união entre todas as pessoas no Clube, especialmente entre jogadores e equipa técnica” foi decisiva para alcançar o objetivo e para “formar uma equipa muito forte para competir todas as semanas e em todas as provas”.

“Esta época mostrámos que as coisas podem mudar muito rapidamente. Creio que agora o objetivo é fazer o mesmo na próxima, porque toda a gente vai olhar para nós como campeões e toda a gente vai querer vencer-nos”, afirma o centrocampista “focado em ganhar jogos com o FC Porto, em evoluir como jogador e em ajudar a equipa ao máximo”, “uma pessoa que quer sempre lutar por tudo” e que não se satisfaz com pouco: “Voltaremos com um desejo ainda maior, um espírito ainda mais forte e que podem ficar entusiasmados com a equipa que vai voltar depois das férias de verão”.

Numa extensa conversa, Victor Froholdt fala sobre a importância de Francesco Farioli, que “conseguiu criar uma atmosfera à volta do Clube que faz com que toda a gente dê 100% em tudo”, sobre Jorge Costa e sobre os companheiros, definindo-se como “um médio box-to-box que adora correr, defender pelos colegas e pela equipa” e “fazer sempre mais, ser melhor e evoluir noutros aspetos”.

Questionado sobre o mercado de transferências, o número 8 portista é perentório: “O que eu quero é ficar aqui. É esse o plano. Adoro estar aqui, adoraria jogar a Liga dos Campeões com este emblema. Estou muito feliz aqui e adoraria jogar a próxima época aqui. Tenho a certeza de que estarei no Dragão na próxima época.”


Ser Campeão na época de estreia
“Significa muito. Quando vim para cá, sabia qual era a ambição: lutar pelo título e estar no topo da corrida no final. Olhando para a época, estou muito orgulhoso e feliz por tudo o que fizemos, especialmente pelos adeptos e pela cidade. Demos tudo o que tínhamos nos treinos e nos jogos ao longo de toda a época. Jogámos a um nível elevado durante toda a temporada, não foi apenas em alguns momentos. Conseguimos manter um nível estável e melhorar semana após semana. Por isso, estou muito, muito feliz e orgulhoso por já ter conquistado este campeonato com o FC Porto.”

A festa do título
“Na verdade, recuando um pouco no tempo, quando cheguei aqui ouvia dizer que os adeptos, os portistas, eram loucos por futebol, pela cidade e pelo Clube. Mas, quando cheguei percebi o que era jogar no Dragão e ao ver todos os adeptos que temos, fiquei realmente surpreendido pela energia. Sinto isso todos os dias quando ando pela cidade. Toda a gente no Porto respira futebol. Por isso, estou muito feliz por poder dar-lhes este campeonato. Depois do jogo com o Alverca, a festa foi muito boa. Vou recordá-la para sempre como o momento em que celebrámos todos juntos o título."

Ingredientes do sucesso
“Acho que há muitos aspetos a considerar. Se tiver de destacar alguns dos mais importantes, nos períodos em que ganhámos muito, conseguimos sempre encontrar uma forma de trabalhar mais arduamente. Ao longo de uma época, o desempenho de uma equipa e de um jogador tem altos e baixos, mas quando baixámos um pouco o ritmo e entrámos, de certa forma, em piloto automático, encontrámos uma forma de trabalhar ainda mais e de sermos ainda melhores. Depois, claro, nos momentos decisivos, nos jogos grandes, estivemos como queríamos estar. Vencemos o jogo de Braga e também derrotámos o Sporting fora de casa, logo ao quinto jogo. Por isso, acho que houve muitos aspetos, mas, em termos globais, tenho de falar sobre a união que criámos entre todas as pessoas no Clube, mas especialmente entre jogadores e equipa técnica, assim como do facto de termos trabalhado juntos e dado tudo em todas as ocasiões.”

As vitórias em Braga e Alvalade
“No papel, talvez se possa dizer que foram as mais importantes, mas o que me deixa mais orgulhosos são todos os jogos que fizemos pelo Clube. Também conseguimos vencer esses jogos. Não é fácil jogar fora de casa contra o Estoril ou contra o Famalicão, como também não é fácil jogar com eles no Dragão. A Liga é competitiva e conseguimos formar uma equipa muito forte para competir todas as semanas e em todas as provas. Estou muito contente por termos conseguido manter o nível alto.”

Os anos anteriores
“Sim, sabia que o FC Porto e a cidade estavam sem conseguir ganhar o título há alguns anos, mas também acho que esta época é a prova de que não se pode mudar o passado, mas que se pode olhar para o futuro e, se deres tudo por esse futuro, podes mudar muita coisa. Esta época, mostrámos que as coisas podem mudar muito rapidamente. Creio que agora o objetivo é fazer o mesmo na próxima época, porque toda a gente vai olhar para nós como campeões e toda a gente vai querer vencer-nos. Não acho necessário olhar muito para o passado, mas eu estava ciente dos últimos anos do FC Porto, embora ache que, agora, o Clube está numa posição muito boa, também por aquilo que temos feito.”

Farioli no Ajax
“Não senti a equipa nervosa ou ansiosa com a possibilidade de perder o título, porque acredito que, se começares a pensar no que podes perder ou falhar, o desempenho começa a cair... Acho que o grupo, o Clube, o treinador e a união que criámos entre nós tinham um só foco: vencer e seguir essa direção, sem preocupações com nada mais. Não acho que tenhamos pensado no que aconteceu na época passada com o Ajax. No jogo do título, estávamos com a mentalidade certa."

O mérito do treinador
“Estou muito feliz por termos um treinador deste nível. O mister conseguiu criar uma atmosfera à volta do Clube que faz com que toda a gente dê 100 por cento em tudo. Criou um grupo que dá tudo em campo e trabalha em conjunto, e tem uma visão e capacidade táctica de nível superior. Isso torna tudo mais fácil para nós, jogadores, e ajuda a que consigamos perceber a direção que queremos seguir. O facto de ele ter conquistado este campeonato connosco também me deixa muito feliz, assim como pela equipa técnica que tem à sua volta. Não nos podemos esquecer deles...”

A importância de Lucho e Castro
“Não é só a nível individual. Fizeram um trabalho muito bom em termos de evolução coletiva e continuam a fazer, para manter o grupo unido e a trabalhar na mesma direção. E é como mencionou, eles também foram médios e têm algumas dicas importantes. Sabem o que é preciso para jogar neste Clube e para me tornar um jogador melhor. E o que mais me surpreende é que, se eu quiser fazer algum trabalho extra num dia de folga, ou algo do género, eles estão sempre lá para me ajudar. Querem fazer tudo por nós, médios, mas também por mim, para que possamos tornarmo-nos ainda melhores.”

Sporting como principal rival?
“Não diria… Acho que o Benfica também fez uma época muito boa. Ainda têm mais um jogo, mas não sofreram qualquer derrota no campeonato e isso é bastante impressionante. Mas também temos de sentir-nos honrados e orgulhosos ao perceber que o Sporting fez uma época muito boa, chegou longe na Liga dos Campeões, onde esteve muito bem, e conseguiu estar sempre à nossa perna na corrida pelo título. São duas equipas que estiveram muito bem, também, e tornaram a disputa renhida até ao fim. Mas o mais importante foi termos conseguido dar aquele último impulso, para trazermos este título para casa.”

As palavras de Varandas
“Falando por mim, sou sincero: nem sabia que ele tinha dito essas palavras. Não me foco muito no que se passa nos media, ou naquilo que os outros presidentes dizem, seja o do Sporting ou o do Benfica. O que posso dizer é que estou feliz por termos provado que não estávamos com ansiedade ou com medo de perder o título. Mas continuo a ter muito respeito por essa equipa e a rivalidade que tivemos foi positiva. Senti, nos jogos que fizemos, que há sempre grandes coisas a acontecer. É mais do que futebol. Às vezes dizes algo que, no momento, talvez não queiras dizer. Mas estou feliz por termos conseguido provar o contrário."

A resposta de Gabri Veiga
“Acho que foi um momento bastante engraçado do Gabri. Ele é daqueles jogadores que adora quando estas coisas acontecem. E eu também gosto. No futebol, às vezes, é um pouco duro com o adversário, especialmente quando há uma rivalidade como a que temos contra estes clubes. Foi um bom momento para podermos dar uma resposta.”

Hjulmand deu os parabéns?
“Não, não... Temos uma boa relação, apesar de jogarmos em dois clubes diferentes e termos a rivalidade que temos... Mas acho que eu também não lhe enviaria mensagem se eles ganhassem a Taça de Portugal ou se nos tivessem vencido. Acho que ambos concordamos que não somos amigos quando nos defrontamos, mas somos próximos quando estamos juntos na seleção. Ele é uma pessoa muito porreira e um bom homem.”

A morte de Jorge Costa
“Foi um dia trágico. Acho que todos nós recordamos esse dia com muita tristeza nas nossas mentes e corações. Nunca queremos perder ninguém aqui, especialmente uma figura desse nível, com tanta história no FC Porto. Foi um dia muito difícil para todos nós. E se há algo que pode deixar-nos orgulhosos é termos sido capazes de criar uma união única. Toda a gente ficou mais unida após este trágico acontecimento. Com isso em mente, foi bom para todos nós termos o Jorge Costa sempre presente nas nossas mentes. Levámos o seu número para todos os jogos, celebrámos e recordámo-lo no final do jogo que nos deu o título. Foi um momento que realmente sentimos dentro de nós, no nosso íntimo.”

Título com dedicatória
“É algo que não consegues controlar, mas acho que todas as pessoas do Clube disseram algo após esse acontecimento: "Agora, vamos ganhar pelo Jorge." Ter isso na nossa mente em todos os momentos e a noção de que faríamos tudo por ele e pela família dele foi algo que nos acompanhou em todos os jogos que fizemos."

Os momentos mais complicados
“Um dos momentos mais difíceis foi aquele período entre janeiro e fevereiro. Tivemos algumas mudanças na equipa, perdemos fora com o Casa Pia, fizemos muitos jogos... Olho para trás e sinto orgulho ao ver que conseguimos seguir em frente depois desta fase. Depois da derrota com o Casa Pia, mantivemo-nos unidos e continuámos na direção certa para vencermos o campeonato. Em todas as épocas há altos e baixos, mas o mais importante é saberes que só controlas uma coisa: dar tudo o que podes nos treinos, no nosso estádio e nos jogos fora. É sinto fizemos isso também nos momentos mais difíceis, porque houve muitos que superámos.”

As lesões de Nehuén Pérez, Luuk de Jong e Samu
“Ao longo de uma época, todas as equipas enfrentam lesões, alguns jogadores-chave e em posições-chave. Não sinto que tenhamos sofrido muitas lesões pequenas, mas tivemos algumas graves, que deixaram jogadores de fora durante muito tempo. Mas essas lesões dão oportunidades a outros jogadores, que podem chegar-se à frente. Estou muito orgulhoso por termos conseguido fazer isso. O Nehuén, o Samu e o Luuk lesionaram-se, mas nós tivemos o Deniz (Gül) e o Terem (Moffi), que fizeram um trabalho muito bom. Por isso, estou contente por termos conseguido manter o nível apesar de algumas lesões difíceis. E também tivemos uma reunião recentemente, onde se disse que conseguimos ter um índice de disponibilidade de jogadores a bater nos 90% ao longo desta época. Foi algo que gerimos muito bem.”

Ainda o jogo em Braga
“Como já disse antes, o que mais me orgulha é o somatório do título, porque estamos a falar de tudo o que fizemos em todos os jogos. Mas sim, o jogo de Braga, em particular, foi uma grande vitória. Estávamos a perder por causa de um penálti, mas conseguimos a reviravolta. E esse jogo também foi muito importante porque mantivemos a liderança e alguns pontos de vantagem sobre o Sporting e o Benfica na corrida pelo título. Vencer esse jogo foi uma tomada de posição da nossa parte, e também por termos conseguido a vitória depois de estarmos em desvantagem. Foi um jogo muito bom para todos nós, que recordamos como um dos momentos-chave da época.”

O que ficou por fazer?
“Estivemos bastante bem em ambas as competições. Vencemos o Benfica em casa e seguimos em frente na Taça. Acho que ninguém veio dizer que tínhamos um objetivo a alcançar na Liga Europa, fosse ele chegar às meias-finais ou talvez à final e tentar vencer todas as competições... Numa época tens muitos jogos. Fomos eliminados pelo Nottingham Forest, uma boa equipa. Na próxima época temos a capacidade e a oportunidade de fazer melhor na Europa e também na Taça. Não queremos ganhar só o campeonato, também queremos ganhar a Taça e ir longe na Europa. Mas também sinto que podemos orgulhar-nos de algumas das coisas que fizemos na Liga Europa e na Taça de Portugal.”

Crescimento individual
“Aquele período entre janeiro e fevereiro foi o mais difícil para mim. Tinha feito muitos jogos, com muitos minutos, e não era uma questão de achar que precisava de competição, mas, para mim, foi bom o Seko (Fofana) ter chegado ao Clube. É um jogador com muita qualidade, que me obrigou a ser ainda melhor. Também foi importante para me poder tirar alguns minutos e dar-me descanso, especialmente para limpar a minha mente. Foi bom para mim. No final da época, e ao longo do último mês, voltei ao nível em que quero estar e em que quero atuar. Acho que é normal ter alguns períodos assim, mas também estou feliz por, individualmente, ter passado esse momento em que estava a cair um pouco e por ter conseguido voltar ao nível que quero manter. Também estou orgulhoso das exibições individuais e dos passos que dei esta época. Quando olho para trás, acho que também melhorei muito como ser humano, mas também como jogador, quer em campo, quer no plantel.”

Thiago Silva
“Para começar, há que dizer que é bastante impressionante que ele ainda jogue a este nível. É um jogador que ganhou um enorme respeito por causa da carreira que fez, mas também respeita muito o lugar onde está agora. É um jogador capaz de liderar um grupo, talvez não com tantas palavras como o Jan (Bednarek), mas tem uma forma clara de fazer as coisas. É um bom líder, dá um bom mote para aquelas que devem ser as linhas-mestras da equipa. E é um jogador com muita experiência, já venceu mais de 30 títulos. Pode ensinar-te algo e transmite calma quando está dentro de campo.”

2026/27 como 2025/26?
“Sou uma pessoa que quer sempre lutar por tudo e não assino por baixo antes de a época começar. Agora temos uma base muito boa no Clube e na equipa, portanto, na próxima época vamos dar tudo em todas as competições que vamos disputar. Depois, temos apenas de ser ainda melhores e de dar um passo em frente. Agora o foco está em nós, tanto na Liga como na Europa. Há alguma pressão, mas vamos continuar a dar tudo pelo emblema que temos ao peito.”

O futuro
“No futebol nunca podes prometer nada, nunca consegues prever o mercado. Mas o que eu quero é ficar aqui. É esse o plano. Adoro estar aqui, adoraria jogar a Liga dos Campeões com este emblema. Estou muito feliz aqui e adoraria jogar a próxima época aqui. Tenho a certeza de que estarei no Dragão na próxima época.”

Foco no FC Porto
“É como disse, o futebol é um daqueles desportos em que nunca podes estar 100% seguro, mas, na minha cabeça, na próxima época vou estar no Dragão.”

A cláusula de rescisão
“É difícil atribuir um valor a ti próprio. É muito dinheiro. Mas é óbvio que tenho sonhos. Adoro jogar aqui no FC Porto, mas também tenho o sonho de jogar em alguns dos melhores clubes do Mundo. Agora os preços e tudo isso... Vêm quando têm de vir. Posso focar-me em ganhar jogos com o FC Porto, evoluir como jogador e ajudar a equipa ao máximo.”

A Premier League
“Fico feliz por ver as pessoas a acompanharem e por saber que os adeptos apreciam o meu trabalho. Foco-me no feedback que recebo dos treinadores, da equipa e nas coisas que posso fazer dentro de campo. Mantenho tudo o resto à margem de onde estou, porque agora estou aqui, a jogar no FC Porto, e não me foco em mais nada."

A arbitragem em Portugal
“Numa época, vais sempre enfrentar alguns momentos em que os árbitros te dão algo e mais alguns períodos em que sentes que não te dão o que mereces. Houve alguns momentos desses, sem dúvida, e não minto: houve momentos em que achei que não aconteceu aquilo que mereceríamos, mas, no geral, as coisas equilibraram-se. Mas, tendo de comentar algo sobre arbitragem e esse tipo de temas, digo que, na Liga portuguesa, temos de focar-nos em ter mais tempo útil de jogo. Há demasiadas paragens, livres onde se permite que se perca muito tempo... Em alguns dos jogos grandes que tivemos contra Sporting e Benfica, nem sequer chegámos aos 45 minutos de tempo útil. Temos de olhar mais para esse tipo de coisas, para termos mais tempo de jogo e para que os adeptos possam desfrutar mais do futebol. Para nós, jogadores, também é mais agradável.”

Uma nova realidade
“Adaptas-te bastante rápido, mas acho que o ponto em que me foquei mais e que me deixou um pouco surpreendido, ou descontente, foi o tempo útil de jogo. Os árbitros tomam as suas decisões e as coisas funcionam para ambos os lados. Como jogador, a única coisa que podes fazer é focares-te na tarefa que tens de fazer em campo. Tento não pensar muito nisso e, no balneário, também concordamos que, às vezes, o árbitro está contra nós, outras vezes não. Mas só podemos focar-nos numa coisa: dar tudo em campo e fazer tudo o que pudermos para conseguir vitórias."

De volta à Champions
“A Liga dos Campeões tem esse nome precisamente porque é o maior torneio da Europa. Acho que agora temos uma equipa muito, muito boa. E agora também vamos entrar numa janela onde haverá mudanças, como há sempre. Mas já tivemos uma reunião em que garantimos que, quando a pré-época começar, daremos tudo o que temos novamente para estarmos bem na Liga dos Campeões e termos um bom desempenho na competição, tal como o Sporting teve esta época, e para manter o nível e fazer ainda melhor no campeonato.”

Garantia aos adeptos
“O que posso dizer aos portistas é que voltaremos com um desejo ainda maior, um espírito ainda mais forte e que podem ficar entusiasmados com a equipa que vai voltar depois das férias de verão.”

20 anos recém-feitos
“Recuando no tempo, estou muito orgulhoso e feliz pela evolução que tive e por me ter tornado no jogador que queria ser. E estou muito feliz por ter conseguido ajudar a equipa desta forma, até conseguirmos conquistar o título. É difícil dizer se fiquei surpreendido ou não, mas sou uma pessoa e um jogador que estabelece padrões elevados. Nunca estou satisfeito com nada. Quero sempre fazer melhor, ser melhor e evoluir noutros aspetos. Mas é claro que também estou um pouco surpreendido por me ter adaptado tão rapidamente à Liga. Mas ainda tenho muitos mais passos a dar e posso fazer muito mais coisas melhor. Há muitas coisas que ainda posso trabalhar.”

O MVP de 2025/26?
“Fico sempre feliz pelo prestígio e por todas as pessoas que adoram o meu jogo e o que dou ao FC Porto. Fico contente por receber algo do de fora, mas o que realmente me importa é o sentimento que tenho cá dentro e a forma como me sinto. Se olhar para trás, o que me deixa mais orgulhoso é saber que não tive lesões ao longo da época e que consegui trabalhar arduamente a cada dia para ajudar a equipa e ser melhor como jogador. Foi isso que me fez ter uma boa temporada.”

O carinho dos adeptos
“Mas, às vezes, quando estás um pouco cansado, depois de um dia difícil ou depois de um treino mais longo que o mister deu, queres ir às compras sem ter de falar muito. Mas adoro as pessoas, o facto de virem ter comigo e reconhecerem-me. Os adeptos ficam genuinamente felizes por eu estar aqui e adoro essa atenção que recebo. Só fico contente por as pessoas estarem felizes por me terem aqui. E eu fico muito feliz por poder dar-lhes algo em troca. Aprecio muito tudo o que os adeptos fizeram por mim e também por todos os outros jogadores que temos na equipa.”

A grande melhoria
“Na ligação entre os médios. Quando cheguei aqui, era muito difícil para mim fazer essa ligação, jogar com os meus colegas em áreas curtas e apertadas, a um ou dois toques e estar ciente dos espaços à minha volta. Por isso, estou muito feliz por ter evoluído nesse aspeto ao longo da época e ter subido o meu nível. Também estou contente por, no final da época, ter contribuído com mais alguns golos e assistências, por ter acrescentado isso ao meu jogo. Quero ser um médio box-to-box que adora correr, defender pelos meus colegas e pela equipa, mas também ter algumas boas ações ofensivas. E estou feliz por ter conseguido mudar-me para outro país e viver sozinho. Sinto que também dei muitos passos como ser humano, na forma de ser do Victor. Este ano aconteceu muita coisa dentro de campo, mas também ao Victor.”

Máximo de golos e assistências
“Não estou assim há tanto tempo no futebol sénior, só joguei praticamente duas épocas completas. Mas houve um período em que me foquei muito em chegar à área com mais velocidade, potência e agressividade, tentando não ser demasiado passivo e defensivo e chegar mais à área. Também foi importante melhorar o aspeto específico da finalização, de cabeça, pé esquerdo, pé direito... Foram vários aspetos em que me foquei.”

O melhor golo da época
“Creio que o que marquei ao Estugarda foi o melhor, sem dúvida, mas o golo no jogo com o Benfica... Apesar de não termos conseguido vencer, foi num jogo grande e difícil, fora de casa, contra um dos nossos rivais. Talvez esse tenha sido o mais importante. Não conseguimos vencer, mas foi importante.”

A qualificação para o Mundial
“Foi um período muito, muito difícil para mim, especialmente os dias seguintes e a semana seguinte. Disse algumas vezes que tinha dois sonhos para esta época: ser campeão com o FC Porto, mas também ir ao meu primeiro Mundial e jogar pelo meu país e seleção. Falhar a qualificação para o Mundial foi quase de partir o coração. Mas sou jovem, terei mais oportunidades. Por outro lado, estou contente por ter conseguido alcançar um dos dois sonhos.”

Consequências de falhar o Mundial
“Não acho que esses resultados tenham acontecido devido a esse aspeto específico. Não consegues simplesmente afastar a deceção, mas na verdade, se for ver o primeiro jogo que fizemos após cada pausa para os jogos das seleções nacionais, tivemos dificuldades em todos. Não acho que, nessa fase, tenhamos sentido dificuldades por termos falhado o apuramento para o Mundial.”

Segredo para a forma física
“Já me fizeram essa pergunta muitas vezes, se tenho algum segredo ou coisas específicas que faça... O mais importante é tentar sempre prevenir lesões. Estou a jogar há quase quatro anos sem lesões que me tenham obrigado a parar muito tempo, foram apenas algumas coisas pequenas. Trata-se apenas de focar no sono que tens de ter, na comida, na recuperação, no trabalho de ginásio... É difícil encontrar uma só coisa, mas tento sempre estar a par de coisas que me permitam ser ainda melhor, tanto no ponto de vista físico como dentro de campo.”

A dieta nórdica
“Não, não tenho coisas específicas que coma. Gosto de variar. Acho que também é bom comer vegetais e também já me disseram que como muita aveia. Mas é só isso.”

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