João Brandão acredita que a renovação até 2028 representa “a validação e o reconhecimento do trabalho”
Assumiu o comando técnico da equipa B no verão de 2024 e prepara-se para ficar pelo menos mais dois anos, pois renovou contrato até 2028. João Brandão não tem dúvidas de que há “muito para construir” e que a “responsabilidade” de olhar para o futuro do FC Porto é “muito grande”, mas tal como o presidente André Villas-Boas afirmou, é um futuro que “está a ser construído em casa”.
Olhando para a prorrogação do vínculo como “a validação e o reconhecimento do trabalho que foi efetuado durante estes dois anos”, João Brandão sublinhou a sintonia “tremenda” com a equipa A e aproveitou para deixar algumas palavras aos jovens craques com quem trabalha: “O caminho a percorrer é longo e difícil, por isso cabe-lhes serem dedicados ao que é importante e esquecerem o acessório”.
A renovação do contrato
“Acima de tudo, é a validação e o reconhecimento do trabalho que foi efetuado durante estes dois anos, mas é também um processo de continuidade, de visão por aquilo que ainda está por fazer. Temos muito para construir, dando seguimento àquilo que foi vivenciado e experienciado ao longo dos últimos dois anos, com uma responsabilidade muito grande de olhar para o futuro do FC Porto. Tal como o presidente disse recentemente, e muito bem, o futuro do FC Porto está a ser construído em casa e sentimos que temos essa responsabilidade e esse orgulho.”
O talento existente na formação
“Com tempo, espaço, competência no trabalho diário e empenho naquilo que são as tarefas diárias. Tempo e espaço, necessários por serem muito jovens e pela exigência ao mais alto nível, e depois uma validação daquilo que queremos construir, da forma como olhamos para cada dia e para as tarefas que cada um deles tem. Isso é para eles perceberem que estão muito próximos da equipa e, ao mesmo tempo, muito distantes. Estão muito próximos porque a sintonia com a equipa A é tremenda, a proximidade é grande, inclusive de treino, o que permitiu a estreia de alguns no contexto de jogo. O caminho a percorrer é longo e difícil, por isso cabe-lhes serem dedicados ao que é importante e esquecerem o acessório.”
Um treinador com sangue azul
“Sou um treinador que respira o FC Porto diariamente, de alma e coração. Tenho um orgulho tremendo nas relações que estão a ser contruídas e em tudo o que construímos ao longo dos últimos dois anos, inclusive a criação de alguns departamentos que são fundamentais e transversais ao Clube. Agora é dar continuidade e dar continuidade representa inovar e fazer melhor. A continuidade não representa fazer igual ao passado, é fazer mais e melhor. Queremos dar seguimento àquilo que foi o crescimento da equipa no último ano e prepararmos individualmente ainda mais jovens que têm talento para chegar à equipa A.”
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