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Mariana Azevedo renovou contrato e quer “levar o Clube aos mais altos patamares”

A viver mais “um dia único” no “sítio especial” onde voltou a “amar jogar futebol”, Mariana Azevedo recordou “o início de uma caminhada muito bonita” na equipa feminina do FC Porto e, depois de renovar contrato, reforça o desejo de “honrar a camisola como o Clube merece”. “É um sentimento que só nós conhecemos. Sinto que esta camisola traz uma certa responsabilidade e sentir que fiz felizes os adeptos é algo inexplicável”, afirma a defesa de 30 anos decidida a “jogar ao máximo pelo FC Porto e levar o Clube aos mais altos patamares do futebol feminino”. 
 
Compromisso total 
“É um dia único. Acho que todas as jogadoras ambicionam isto e, acima de tudo, é o início de uma caminhada muito bonita. Espero honrar esta camisola como o Clube merece.” 
 
Unidas desde o primeiro dia 
“Quando cheguei, tivemos logo um jogo na apresentação do Valadares e senti um espírito muito bom. Eu cheguei, só treinei duas vezes e fui logo jogar. Na altura, a Sofia (Silva) estava magoada e eu fui para o lugar da Mariana (Queirós), que teve um gesto que me marcou muito. Deu-me um grande abraço, foi a primeira dar-me força e a dizer o que o treinador pretendia em campo. Acho que isso revela muito do que é a nossa equipa. Somos muito amigas, gostamos muito umas das outras e estamos sempre a dar o máximo para que tudo corra bem.” 
 
A companheira no eixo 
“A Mariana Queirós tem muita maturidade. A idade não diz nada sobre ela. Em campo, parece uma jogadora já madura, com muitos anos de futebol, e é uma miúda que gosta de aprender. Pergunta-me coisas e eu tento ajudar, mas também já lhe disse que me pode dar algumas dicas que também a ouço, acho que é isso que funciona muito bem com ela e com as outras defesas. Aprendemos todas umas com as outras e acho que é isso que nos tem feito ganhar.” 
 
O reacender da paixão pelo futebol 
“Eu vinha de uns anos difíceis, tive a rotura de ligamentos e não estava muito feliz no futebol, não estava a jogar. No FC Porto voltei a amar jogar futebol, voltei a ter um grupo incrível e voltei a ter tudo. Já estava muito desanimada, tenho 30 anos e já pensava que se calhar mais um aninho ou dois e retirava-me, mas agora não. Depois desta época, que foi muito boa, e de ter encontrado uma equipa incrível, voltei a ter aquele gostinho pelo futebol que às vezes se perde um bocado com o profissionalismo.” 
 
Vestir de azul e branco 
“É um sentimento que só nós conhecemos. Sinto que esta camisola traz uma certa responsabilidade e sentir que fiz felizes os adeptos é algo inexplicável.” 
 
A epopeia na Taça 
“Por tudo o que fizemos neste percurso, é claro que carimbarmos o título de campeãs foi um dia especial, mas penso que as pessoas não esperavam tanto de nós na Taça de Portugal e acho que foi isso que nos fez lutar. Em Guimarães, estávamos a perder 2-0, unimo-nos e isso levou-nos à passagem ao Jamor. Esse foi um dos momentos mais marcantes porque ficou demonstrada a nossa resiliência.” 
 
Uma família no balneário 
“Eu acho que, acima de tudo, é mérito desta equipa e é especial. Costumo dizer que esta equipa é especial. Já passei por muitos clubes, mas sinto que aqui é um sítio especial e tenho a certeza de que vamos fazer mais uma boa época e honrar mais uma vez esta camisola.” 
 
Sonhos para concretizar 
“Quando era pequenina sonhava ser internacional por Portugal. Agora sonho jogar ao máximo pelo FC Porto e levar o FC Porto aos mais altos patamares do futebol feminino.” 

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