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Sérgio Conceição mostrou-se satisfeito com os jogadores e indignado com a arbitragem frente ao Manchester City

O FC Porto sai de Manchester com um resultado negativo mas com a cabeça bem erguida. Numa partida incontornavelmente marcada pela arbitragem inqualificável da equipa liderada por Andris Treimanis, os Dragões entraram a ganhar, viram o City empatar num penálti precedido de falta clara de Gundogan sobre Marchesín e, mesmo assim, saíram para o intervalo por cima no jogo. Os citizens só criaram as primeiras ocasiões de verdadeiro perigo para a baliza portista no segundo tempo e colocaram-se em vantagem na sequência de outra bola parada que, no mínimo, deixa muitas dúvidas. No final do encontro, Sérgio Conceição falou num “jogo ingrato”, mas, “ao contrário do que foi o jogo em Alvalade” os atletas azuis e brancos estiveram de “parabéns, porque não é fácil”. O treinador campeão nacional dirigiu ainda algumas palavras aos árbitros portugueses: “Acho que lhes devo um pedido de desculpas porque, comparando com a exibição da equipa de arbitragem que esteve no campo e no VAR, há muito a aprender para estes árbitros internacionais com a Cidade do Futebol”.

Pedido de desculpas aos árbitros portugueses
“Teve um grande peso no jogo. Não foi só isso, mas penso que teve um grande peso no jogo. O Marche tem a pena como tem, neste momento, porque há falta sobre ele. O que dá o empate e alguma moral ao City porque eles não estavam, de maneira nenhuma, a conseguir entrar no nosso terço defensivo. E quando entravam era sem grande perigo. A acabar o primeiro tempo tivemos uma ou outra oportunidade de perigo, em chegadas com perigo à baliza adversária, sempre com muita humildade e capacidade na nossa organização defensiva, e o Pepe sofre um empurrão nas costas num lançamento de linha lateral. O que dava penálti e a possibilidade de chegarmos ao intervalo com vantagem no marcador. E, depois, a falta que dá o 2-1, na minha opinião não é falta nenhuma. Houve situações em que não se marcou nada, outras em que se apitou de mais. Eu acho que devo um pedido de desculpas aos árbitros em Portugal, porque quando acho que sou prejudicado venho falar, se achar que fui beneficiado também por vezes o digo. Acho que lhes devo um pedido de desculpas porque, comparando com a exibição da equipa de arbitragem que esteve no campo e no VAR, há muito a aprender para estes árbitros internacionais com a Cidade do Futebol.”

Postura de Guardiola condicionou a arbitragem
“O José Guardiola se calhar foi por isso que tocou nesse ponto na antevisão do jogo. Tenho que aprender com ele, na forma como condiciona os árbitros como fala com os jogadores e banco adversário. Nisso tenho que aprender. Se ele falou e teve a particularidade de frisar isso antes do jogo com o FC Porto, nós hoje fomos uns verdadeiros passarinhos em confronto com o banco contrário.”

Jogadores de parabéns
“Acho que surpreendeu toda a gente, até os comentadores, analistas e entendedores de futebol que, se calhar, já me matavam antes de começar o jogo. Mas isso importa pouco, importante foi o adversário não perceber a forma como nos íamos estruturar no campo, a forma como modificámos a nossa estrutura base e condicionámos ao máximo o potencial e os pontos fortes do City. Acho que foi um jogo ingrato, mas, ao contrário do que foi o jogo em Alvalade, eu hoje devo dar os parabéns aos jogadores, porque não é fácil. Um ou outro entraram de novo na equipa, numa estrutura diferente da que estamos habituados, e acho que deram uma resposta fantástica. Na semana passada falei da atitude, da forma de estar e do espírito que se tem de ter neste clube, a reação do Fábio à perda de bola, no lance em que não é falta e dá origem ao segundo golo, para mim vale tudo. Dei-lhe os parabéns porque é esse tipo de reação que eu quero. Depois, uma ou outra avaliação menos feliz do árbitro foi preponderante para este resultado de hoje.”

Prontos para a luta
“Estamos confiantes e convictos de que vamos dar uma boa resposta. Somos um forte candidato a passar à fase seguinte. Lembro-me de não começar tão bem a Liga dos Campeões no meu primeiro ano e acabámos por passar. Estamos um processo que não é fácil, com a vinda de alguns jogadores novos, com essa habituação que têm de ter a um clube diferente. E isto não é só de letra. É muito exigente, nós somos muito rigorosos no trabalho, queremos que os jogadores saiam da sua zona de conforto e, num primeiro momento, isso não é fácil. Mas é assim que nós queremos e é assim que vamos ganhar. Estamos aqui prontos para a luta.”

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