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Conquista da Supertaça torna Sérgio Conceição o treinador mais titulado do FC Porto a par de Artur Jorge

Sérgio Conceição é, desde este sábado, um dos dois treinadores com mais títulos no FC Porto. A vitória na Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao Tondela por 3-0 em Aveiro, permitiu ao técnico somar o oitavo troféu desde que assumiu o comando dos Dragões e igualar assim o número de cetros de Artur Jorge.

A história de Sérgio Conceição na Invicta começou a escrever-se há mais de três décadas. Em 1991 foi recrutado nas camadas jovens da Académica de Coimbra, o clube da terra, para ingressar nos escalões de formação azuis e brancos. Subiu a pulso, fez-se homem e jogador, passou três épocas emprestado - primeiro ao Penafiel, depois ao Leça e por fim ao Felgueiras - e conquistou por mérito próprio um lugar na equipa principal.

Chegou a um balneário onde militavam lendas como João Pinto, Aloísio, Jorge Costa, Paulinho Santos, Rui Barros e Domingos Paciência, bebeu da fonte do portismo e subiu a pulso na hierarquia ao ponto de ultrapassar o eterno capitão pela direita para se consagrar como um dos principais rostos do percurso que culminou com o recorde de pontos europeus e com o primeiro Tricampeonato.

De pedra e cal no onze, voltou a vencer a Liga, juntou-lhe a Taça de Portugal e despertou o interesse de um dos mais abastados emblemas do Velho Continente. Rumou a Itália, encheu as medidas dos tifosi da Lazio, Parma e Inter antes de regressar a casa em 2004, bem a tempo de festejar as vitórias de um ano dourado para o então Campeão Europeu.

Passou os últimos anos da carreira entre os relvados de Liège, do Kuwait e de Salónica para, em 2010, se sentar no banco do Standard na condição de adjunto. Voou da Bélgica para o Algarve, trocou o Olhanense pela amada Académica, os estudantes pelo SC Braga, os arsenalistas pelo rival vimaranense e do Vitória saltou para o Nantes. Os bons resultados conseguidos em Portugal e França tornaram a abrir-lhe as portas do Dragão e o que se segue é do conhecimento geral.

Três campeonatos (dois deles com recorde de pontos), outras tantas Supertaças e duas Taças de Portugal permitiram-lhe alcançar uma inédita dupla Dobradinha e uma marca que pareceu inatingível durante tantos anos: Sérgio Conceição é, ao dia de hoje e a par de Artur Jorge, o mais consagrado timoneiro da centenária história azul e branca.

No Jamor havia superado o número de conquistas de José Maria Pedroto - figura incontornável do clube que vê como “inspiração”, “referência” e “exemplo de dedicação ao trabalho e à causa comum”. No penúltimo dia de julho, em Aveiro, Sérgio Conceição igualou o registo vitorioso de outra lenda dos bancos dos finais do século XX e atingiu um nada modesto total de oito troféus em cinco anos que lhe vale um espaço cada vez maior no coração dos adeptos e outro no Museu do FC Porto.

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