Jorge Nuno Pinto da Costa realçou o desejo de o clube ter um futuro vitorioso no discurso que fez em Amares
Depois do almoço que se seguiu à inauguração da Casa FC Porto de Amares, Jorge Nuno Pinto da Costa discursou perante muitos adeptos locais, entre os quais “crianças com camisolas e cachecóis, que respiram amor ao FC Porto”. O presidente começou por explorar a “grande responsabilidade” que o levou a tomar posse em 1982 e que mantém hoje de “lutar para que o FC Porto dê alegrias a todos os que são do nosso clube”.
Focado num “futuro cada vez melhor, com mais vitórias”, o presidente afirmou querer “um FC Porto vitorioso, unido” e “sempre acima de todos os interesses e questões”, um “clube único, dos Dragões, que faça frente realmente àqueles que são os nossos inimigos”: “Temos a função de ajudar os que precisam de nós, mas também temos obrigação de levantar a voz em defesa do Norte do país”.
“Este é um país completamente centralista e a voz do FC Porto erguer-se-á sempre pelos nossos ideais”, prosseguiu antes de explicar que a razão de o líder do clube “continuar são os sócios, é pela família”: “Uma família desunida não é família, é uma tristeza. Por mim seremos todos pelo FC Porto. São estas crianças o nosso futuro. Vocês merecem todo o nosso esforço”.
Jorge Nuno Pinto da Costa
“Foi com grande satisfação que há 15 dias recebi uma chamada do senhor Óscar Cruz a dizer-me que os portistas de Amares queriam inaugurar uma casa. Tinha a agenda muito preenchida, mas disse: 'olhe, dia 9, mete-se entre Portimão e Londres e vou com todo o gosto a Amares. Foi um sprint que teve de fazer o senhor Alfredo Vieira e os seus pares, que não contavam que fosse tão cedo. Mas é com grande alegria que vim aqui. É um grande prazer estar aqui convosco hoje. É um dia feliz, mas é uma responsabilidade. Os portistas de Amares são uma referência para o FC Porto. Ver tantas crianças com camisolas e cachecóis, que respiram amor ao FC Porto, é uma grande obrigação para fazer com que a nossa casa seja um motivo de encontro e de festa para eles. Para que cresçam nos bons princípios e com amor ao FC Porto, que é o que nos une a todos. Faz no mês que vem 42 anos que assumi a presidência do FC Porto. Os motivos que me levaram a tomar posse nesse 23 de abril de 1982 são os mesmos que sinto hoje, uma grande responsabilidade. E digo sempre que o FC Porto é para nós mais do que um clube, é quase como uma religião. Há uma coisa que devemos pensar. Há gente que tem uma vida feliz, gente a quem não falta nada, gente que tem dificuldades e gente que não tem quase nada. Mas todos esses, os que amam o FC Porto, quando o FC Porto vence são todos felizes. De igual modo, os que têm tudo e os que não têm nada. Essa é a grande responsabilidade que nesse dia assumi e hoje mantenho. A lutar para que o FC Porto dê alegrias a todos os que são do nosso clube. Quero continuar a construir e que o futuro do FC Porto seja cada vez melhor, com mais vitórias. Temos de preparar as nossas equipas para isso. Estas crianças têm o mesmo direito que as gerações dos 40 e 50 anos de viver momentos de grande felicidade com as vitórias do FC Porto. Será por isso que eu lutarei sempre, por um FC Porto vitorioso, unido, com toda a massa associativa e todos os adeptos. Com diferenças de opiniões, com gostos opostos, mas com o FC Porto sempre acima de todos os interesses e questões. Enquanto for presidente do FC Porto, seja um mês, dois meses, dois anos, vinte anos, mais também não [risos]... lutarei sempre para que o FC Porto seja um clube único, dos Dragões, que faça frente realmente àqueles que são os nossos inimigos. Temos a função de ajudar os que precisam de nós, mas também temos obrigação de levantar a voz em defesa do Norte do país. O FC Porto é um clube internacional, tem adeptos de Norte a Sul. Estive no Algarve e vi centenas de adeptos equipados a rigor a vibrar pelo clube. Este é um país completamente centralista e a voz do FC Porto erguer-se-á sempre pelos nossos ideais, não pelos nossos interesses, é pelos ideais. Vamos na terça-feira ter um jogo importante [contra o Arsenal]. Todos são importantes. Se correr bem, como espero, dedicar-vos-ei esta vitoria, porque a merecem e os mais novos precisam de estímulos. Acreditem, a razão que me faz continuar é pelos sócios. Pela família. E uma família desunida não é família, é uma tristeza. Por mim seremos todos pelo FC Porto. São estas crianças o nosso futuro. Vocês merecem todo o nosso esforço e o meu estará sempre à vossa disposição com um abraço muito grande a todos os que mantiveram a chama do Dragão e me permitem a alegria de inaugurar esta casa do FC Porto. O meu nome está na lápide e isso é uma honra.”
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