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Martim Fernandes em entrevista ao jornal O Jogo

“A união é o aspeto mais importante numa equipa de futebol” e Martim Fernandes assegura que no balneário do FC Porto existe “um espírito de grupo muito forte” que faz com que a equipa esteja “totalmente interligada dentro de campo”. A chegada de Francesco Farioli “trouxe de volta a mística do Clube” e, graças a isso, o lateral tem vivido a melhor fase da carreira “não só pelas performances individuais, mas pelo nível de futebol que a equipa está a praticar”.

Inserido num plantel em que “não há titulares nem suplentes”, o camisola 52 só quer “estar em campo para ajudar a equipa”, independentemente da posição que desempenha dentro do campo: “Se o mister quiser que eu jogue a guarda-redes, também jogo”. “Sinto-me mais confiante esta época e acho que estou tão tranquilo a jogar à esquerda como à direita”, confidenciou em entrevista ao jornal O Jogo.

Ciente de que faz parte de “uma equipa muito jovem”, o defesa de 20 anos garante que não faltam “líderes dentro da equipa” dispostos a “ajudar os mais novos a crescer”. Questionado sobre o percurso do FC Porto nas diferentes competições, Martim Fernandes confessa que “é sempre bom ter vantagem no campeonato para poder gerir melhor a Liga Europa”, mas lembra que é preciso “entrar em campo com o espírito de ganhar qualquer jogo”. 

A chegada de Farioli
“A maior diferença que sentimos foi na intensidade dos treinos e na exigência que o mister coloca em cada ação que fazemos dentro do Clube. Acho que o mister Farioli trouxe de volta a mística que o FC Porto tinha e sinto que nós voltamos a tê-la.”

Evolução dentro e fora de campo
“A nível individual, sinto que evoluí mais na parte psicológica. Em relação aos aspetos individuais dentro de campo, acho que vamos aprendendo com os erros, mas o lado psicológico acaba por nos ajudar a melhorar a nível técnico. Além disso, sinto mais confiança, quer por parte do staff como de toda a equipa, e isso ajudou-me muito.”

Melhor fase da carreira
“Pessoalmente, acho que sim. Não só pelas minhas performances, mas pelo nível de futebol que a equipa está a praticar agora. Além disso, estando em primeiro lugar, flui tudo muito melhor.”

As novas funções
“Se o mister quiser que eu jogue a guarda-redes, também jogo. Eu só quero estar em campo e jogar para ajudar a equipa. No início da época passada, o mister Vítor Bruno já me tinha posto a jogar à esquerda, mas agora com o mister Farioli sinto-me mais confiante e acho que estou tão tranquilo a jogar à esquerda como à direita.”

A lesão no pé
“Já estive pior. Houve uma fase em que quase não conseguia pousar o pé no chão ou esticar o pé, mas agora a lesão está controlada e, com os tratamentos certos e a ajuda do departamento médico, sinto-me preparado.”

Nariz partido no clássico
“Na altura, perguntei ao médico se o nariz estava partido e ele disse-me que não. Mexeu-me no nariz, senti um estalo, comecei a sangrar, mas não estava a sentir dor, só me afligia o sangue que estava a sair pela boca e o facto de não conseguir respirar. Lembro-me de estar sempre a limpar para ver se aquilo passava. Na segunda parte já comecei a sofrer mais um bocado, depois de parar.”

Comparado a João Pinto
“Sendo sincero, nos primeiros dois dias após partir o nariz, estava mal e não via direito por estar sempre a sangrar. Não podia sequer mexer no telemóvel, porque tinha de estar sempre de cabeça para cima, então na altura nem cheguei a ver o vídeo. Foi o meu pai que me disse que me estavam a comparar ao João Pinto, que é como se fosse o meu padrinho aqui dentro. Para mim, é uma honra ser comparado a um ídolo do FC Porto. É sempre bom ser comparado ao jogador com mais jogos pelo FC Porto e que, ainda por cima, é da minha posição.”

O número 2
“Neste momento, o número 2 é um número sagrado no FC Porto, devido ao nosso grande Jorge Costa, o Bicho. Por enquanto, não penso em ter o número 2, estou bem com o 52, e acho que esse número vai ser eternamente o número do Jorge Costa.”

O sonho da seleção
“Quero acreditar que estou perto. É sempre um sonho para qualquer jogador de futebol. Vou continuar a trabalhar para isso e, no dia em que for chamado, vou dar o meu melhor.”

Ambiente no balneário
“Está tudo igual. Temos a mesma ligação desde o início. Não há problemas dentro do balneário, lidamos com tudo como homens e sempre que é preciso resolver algum problema, resolvemos. Temos um espírito de grupo muito forte.”

A união faz a força
“A união e o espírito de grupo são as duas coisas mais importantes numa equipa de futebol. Só assim é que conseguimos chegar ao campo e sentir que a equipa está totalmente interligada. Acho que se nota quando isso acontece.”

Todos contam
“Uns jogam nuns jogos e, na semana seguinte, já está outra equipa totalmente diferente dentro de campo. São poucos os que jogam sempre. O mister gere muito bem a nossa carga física entre os jogos do campeonato e da Liga Europa. A equipa tem respondido bem. Não há titulares nem suplentes e, graças a isso, também não existe aquela azia típica dos jogadores que ficam no banco, que é normal porque toda a gente quer jogar. Esta gestão é muito importante para o físico e o psicológico de cada jogador.”

Experiência e juventude
“Temos uma equipa muito jovem, mas também temos líderes dentro da equipa que nos ajudam a crescer. Temos o Jan Bednarek, que é um líder dentro e fora de campo, costumo dizer que ele é o nosso patrão. É um colega que impõe respeito, mas que também nos ajuda. É um pai e um patrão.”

Os centrais
“Jogar com um jogador como o Bednarek, ainda por cima sendo lateral, é um alívio. Quem diz Bednarek, diz Thiago Silva, Kiwior, Dominik Prpić, Pablo Rosario, já joguei com todos. O Pablo é incrível, ele faz tudo dentro de campo. Sentimo-nos confortáveis a jogar com qualquer um deles atrás de nós e isso dá-nos muita liberdade para fazermos outras coisas fora da caixa.”

Mentalidade vencedora
“É sempre bom ter mais vantagem no campeonato para poder gerir melhor a Liga Europa, mas temos de entrar em campo com o espírito de ganhar qualquer jogo, seja em que competição for."

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