Xavi Malián em entrevista ao Zerozero
Um mês depois de ser distinguido como o Atleta do Ano na gala do portismo, Xavi Malián concedeu uma grande entrevista ao Zerozero e começou por afirmar que “não estava à espera de receber mais um Dragão de Ouro” antes de agradecer o galardão que “é um reconhecimento à equipa que se sagrou Bicampeã Nacional”.
“Trabalho para conseguir títulos coletivos, não é pelos prémios individuais, mas é sempre bom recebê-los e há sempre espaço em casa para os guardar”, atirou o guarda-redes do hóquei em patins do FC Porto, “uma equipa que merece todo o reconhecimento” e que “já não ganhava dois títulos consecutivos há muito tempo”.
Para o guardião que já ganhou tudo o que há para ganhar “é sempre bom saber valorizar as conquistas”, porque a concorrência é forte “nem sempre é possível” erguer troféus: “Há pessoas que podem achar que estamos acomodado, que não queremos ganhar ou que nos achamos os maiores, mas não é assim. Temos ganho muito, nos últimos anos, e temos vontade de ganhar ainda mais”.
“No ano passado ficou um bocado um sentimento de que não foi uma boa época, mas fomos Campeões Nacionais e estivemos na final da Champions”, explica o número 1 de um plantel que “nunca atira a toalha ao chão”, para quem “a exigência é o melhor que o FC Porto tem”. “É preciso saber lidar com isso e valorizar os momentos, mas penso que tenho conseguido melhorar nesse aspeto”, acrescenta.
Nascido há 35 anos em Barcelona, Xavier Malián Crosas revela que “o sonho sempre foi jogar no Liceo e no FC Porto”, porque ficou verdadeiramente “impressionando” quando viu “os adeptos do FC Porto naquela final da Champions no Rosa Mota”, em abril de 2000: “O pavilhão estava cheio e esse jogo marcou-me muito. A partir daí, o meu sonho era jogar no FC Porto”.
Radicado no Porto há quase sete anos, o internacional espanhol explica que no país natal poucos o reconhecem - “em Espanha as pessoas não interagem comigo na rua” -, mas na cidade Invicta o cenário é bem diferente e “Mali” confidencia: “Identifico-me muito com essa atitude dos adeptos”. No verão de 2019, quando chegou a Portugal, “o grande objetivo era ganhar a Champions” e o dono da baliza portista alcançou essa meta quatro anos depois, em Viana do Castelo “no ano em que o FC Porto era menos favorito”.
Questionado sobre a rivalidade no melhor campeonato do mundo hoquístico, Xavi Malián explica que “jogar contra o Benfica é uma sensação muito boa e, mesmo para os adeptos, ganhar ao Benfica é uma coisa diferente”. “Recordo-me do primeiro jogo contra eles, que ganhámos no Dragão Arena e vi adeptos a chorar nas bancadas.
“Foi um dos jogos em que senti o melhor ambiente. O pavilhão já estava cheio ainda no aquecimento”, acrescenta o catalão ciente de que a rivalidade extravasa os relvados e as pistas: “Um FC Porto-Benfica não é só um jogo, é questão política e eu sinto-me muito identificado com as pessoas do Norte de Portugal”.
A versão completa da entrevista de Xavi Malián já está disponível no Zerozero.
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