Declarações de Francesco Farioli após o FC Porto 3-1 Rangers FC
O FC Porto garantiu o acesso direto aos oitavos de final da Liga Europa após receber e bater o Rangers FC (3-1) e Francesco Farioli elogiou “a reação fantástica” de uma equipa que “teve de acelerar para alcançar um resultado importante” para o Clube e “uma grande conquista para o futebol português”. “Temos feito coisas extraordinárias, mas ainda vamos a meio da maratona e temos dois grandes adversários”, lembrou o técnico italiano, apontando o foco ao “campeonato e ao jogo contra o Casa Pia” (segunda-feira, 20h45).
Noite feliz
“A nossa reação foi fantástica. Estivemos bem nos primeiros minutos, depois sofremos e tivemos de acelerar para alcançar este resultado importante. Foi uma grande noite para o futebol português. Ainda há uns dias li que a Liga Portuguesa não era suficientemente competitiva, mas as equipas portuguesas provaram o contrário, tanto ontem como hoje. Ontem o Benfica e o Sporting provaram o seu nível, hoje o SC Braga fez um bom trabalho e nós também. Foi um resultado importante para o FC Porto e uma grande conquista para o futebol português, que pode influenciar o ranking de Portugal na UEFA.”
O que é nacional é bom
“É tudo uma questão de perceção e, muitas vezes, de desconhecimento. Às vezes desvalorizamos o que se faz por aqui. Achamos que os jogos são fáceis, mas não são. Temos feito coisas extraordinárias devido ao trabalho de toda a gente, mas ainda vamos a meio da maratona e temos dois grandes adversários. Há muito para fazer, temos de mudar o chip para o campeonato e para o jogo contra o Casa Pia.”
As mexidas
“Tirei o Alberto Costa para gerir os cartões. O Victor Froholdt apresentou algumas queixas nas pernas e decidi prevenir. O Samu tem jogado muitos minutos e eu quis dar a oportunidade ao Deniz Gül para entrar com energia e fisicalidade. Estou feliz com a prestação de toda a gente e com o apoio dos adeptos. Foi uma conquista importante.”
Percurso na Liga Europa
“Não é sobre sermos favoritos. Estamos muito longe de Istambul e da ideia de chegarmos lá sequer, porque é preciso fazer muita coisa até lá. Estamos focados na Liga e, mais tarde, voltaremos a pensar na Liga Europa. Agora temos o jogo contra o Casa Pia e temos de recarregar baterias para estarmos preparados.”
O futebol português
“As pessoas têm a ideia de que os jogos são fáceis e que tudo nos é servido de bandeja, mas a realidade é muito diferente. Na Liga vamos competir com dois grandes rivais que se qualificaram para a fase a eliminar da Liga dos Campeões e outro adversário que se apurou diretamente para os oitavos da Liga Europa. Isto diz muito do nível da Liga Portuguesa e prova que estamos a fazer um trabalho especial.”
Pernas frescas
“Os jogadores estão muito bem fisicamente, mas, ao jogarem a cada três dias, torna-se difícil manterem o mesmo ritmo psicologicamente. A forma como jogamos é muito exigente, pela forma como abordamos o jogo e pela agressividade que tentamos impor. Estamos sempre na área adversária, nunca deixamos que os adversários se aproximem, mas as equipas nem sempre querem jogar. Há momentos em que sentimos que a intensidade está mais baixa, mas não é verdade. Há muito a melhorar e, já que conseguimos evitar os play-offs, vamos ter semanas completas para trabalhar e para encher o tanque.”
A meio caminho
“Estamos a meio da temporada e ainda há muitos jogos pela frente. A competição é muito alta. Todos os fins de semana sentimos dificuldades nos diferentes campos. Travar o FC Porto conta a dobrar, por isso os nossos adversários jogam contra nós como se estivessem a disputar a final da Liga dos Campeões. Isto é muito exigente física e mentalmente. Temos de manter a calma e ser precisos.”
No extremo oposto
“Há uma imagem que deve ser muito clara: somos a equipa que está mais longe de Istambul. Se tivermos a ambição de lá chegar, há muitos desafios pela frente. Vamos focar-nos na Liga e depois vamos passo a passo nas competições europeias.”
Alternativas para o meio-campo
“Todos os cenários são possíveis. Temos o Eustáquio, que também pode ser uma alternativa para deixar o Victor Froholdt respirar, porque apesar de ele ser muito intenso, é preciso gerir o esforço dele. Vamos gerindo jogo a jogo e tentamos tomar as melhores decisões.”
Ajustes táticos
“O Rangers FC apresentou uma tática diferente. Foram mais agressivos na primeira fase da construção e jogaram com cinco defesas, quatro médios e um ponta de lança muito avançado no terreno para explorar o contra-ataque. Acho que conseguimos gerir, porque tivemos várias situações positivas em momentos de pressão alta, uma delas conduziu ao golo do Mora. Tivemos boas oportunidades, atacamos bem contra um bloco baixo. O golo do Francisco Moura é um bom exemplo. Esta capacidade de jogar vários tipos de jogos no mesmo jogo mostra muita maturidade e eu fico feliz com isso.”
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