Declarações de Francesco Farioli após o empate frente ao Sporting (1-1)
O FC Porto empatou com o Sporting na 21.ª jornada do campeonato (1-1) e Francesco Farioli destacou a atitude de um grupo que “entrou sem medo, com muita intensidade e uma dinâmica positiva”, mas “cometeu um erro e pagou por ele”. Apesar do penálti concedido, o técnico italiano não escondeu o “orgulho pelo espírito” de uma equipa que “fez de tudo para ganhar o jogo” e que “continua viva na corrida” pelo título com quatro pontos de vantagem sobre o rival de Alvalade.
90 minutos resumidos
“Sabíamos que era um grande jogo. Entrámos sem medos frente ao bicampeão, com muita intensidade e uma dinâmica muito positiva. Estou muito feliz com a nossa abordagem, espírito e desejo de ganhar. Concedemos um penálti na última ação do jogo. Foi o sexto jogo consecutivo em que o Sporting marca no último minuto. Não conseguimos manter a folha limpa, mas foi um jogo positivo com uma boa atitude e atmosfera. Não tivemos medo e o caráter que colocámos em campo diz muito do trabalho que temos feito.”
O preço a pagar
“Cometemos um erro e pagámos por ele. Não há arrependimentos. Fizemos o que foi possível. A melhor ação do jogo foi a que resultou no nosso golo. A energia com que colocámos a bola lá dentro, depois de seis ou sete recuperações de bola, mostra o que queremos fazer.”
Clássico de sentido único
“A única parte do jogo em que sofremos foi na reta final. Durante 83 minutos o jogo teve um líder. Se houve uma equipa que fez de tudo para ganhar foi o FC Porto.”
Quatro pontos de vantagem
“Não gosto de fazer contas. Estou orgulhoso pelo espírito da equipa. Fizemos tudo para ganhar o jogo, fomos corajosos e tentámos de tudo. Não foi suficiente para bater uma boa equipa, liderada por um bom treinador, mas estamos vivos na corrida.”
Boletim clínico
“Estou positivo em relação ao Kiwior, ele sentiu uma dor nos isquiotibiais, mas depois parou. O Samu apresentou queixas no joelho e eu não quis correr riscos. O Martim Fernandes voltou a ter dores no pé. Vamos ter de avaliar. Sabemos que faz parte com esta quantidade de jogos, apesar de fazermos o nosso melhor para gerir a fadiga dos jogadores. Esperemos que não seja nada.”
Virar a página
“Entrámos com vontade de pressionar homem a homem como habitual, fizemos o nosso jogo com bola, criámos várias ações positivas e jogámos sem medo. Queríamos ganhar e isso ficou claro. Nunca é bom conceder um golo no último minuto com um erro que poderíamos ter evitado, mas temos de virar a página e focar na deslocação à Madeira.”
O topo da tabela
“Há três equipas na corrida a competir pelo título, é o que nos diz a tabela classificativa. Não sei se o jogo foi aborrecido, eu acho que foi bem jogado. Houve uma equipa que tentou ganhar mais do que a outra e essa equipa jogou de azul e branco. Vi um grupo que pressionou e outro muito conservador, que entrou para defender e conseguiu fazê-lo bem. Do meu lado não há arrependimentos. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Estou contente com a exibição. Estivemos muito perto de ganhar um jogo muito importante, mas as coisas são como são, ficámos com um ponto e seguimos em frente.”
Aprender com os erros
“Não podemos controlar os resultados, só podemos fazer boas exibições e eu acho que tivemos uma excelente abordagem contra os bicampeões. Claro que podia pedir mais da equipa, mas faz parte do jogo e temos de aprender com os erros. Não há jogos fáceis, este não foi e o jogo de domingo na Madeira também não será.”
A família portista
“Os nossos adeptos são fantásticos em todos os jogos, sejam eles em casa ou fora. A ligação que temos com os adeptos é inacreditável, somos uns sortudos e tentamos dar-lhes sempre motivos para que queiram continuar a vir e para que continuem a acreditar. A ação que resultou no nosso jogo demonstra a união da equipa e, não sei se acreditam em energias, mas a força do Dragão ajudou-nos a colocar a bola lá dentro. Esta equipa representa o ADN do FC Porto e é esse o motivo pelo qual os adeptos nos apoiam sempre e nos ajudam durante os 90 minutos. O estádio estava cheio e eu quero agradecer-lhes pela paixão que demonstram em todos os jogos.”
Reta final
“O Sporting não tinha nada a perder, deu tudo e nós tivemos de saber sofrer, mas acho que a equipa está bem fisicamente.”
Jakub Kiwior
“Como sabem, o Kiwior veio de duas épocas em que não jogou assim tanto e esta temporada já jogou quase o dobro dos minutos da época passada. É preciso saber gerir os jogadores. A história dos jogadores fala muito alto e é preciso saber respeitá-la. Ele jogou oito ou nove jogos em diferentes posições, com diferentes estímulos. A situação dele não me parece grave, porque ele soube parar a tempo. No que diz respeito ao Samu, espero que não seja nada grave, amanhã será avaliado, assim como o Martim Fernandes. O esforço do Clube para reforçar a equipa ao trazer o Fofana e o Moffi, assim como o Oskar e o Thiago no início do mercado, foi para precaver todos os cenários e ajuda-nos a resolver alguns problemas. Esperemos que não sejam lesões graves, mas teremos soluções.”
Seko Fofana
“Não fui eu a descobri-lo. Há uns anos foi eleito o melhor jogador africano da Ligue 1, é um líder, um jogador que combina uma excelente fisicalidade com bons atributos técnicos, tem grandes números e vai ser um jogador-chave no nosso percurso. Temos muitas competições e jogos pela frente. Está muito comprometido ao serviço do FC Porto, como todos os jogadores. O Rodrigo Mora entrou para jogar numa posição diferente e teve um excelente contributo. Todos os jogadores estão mentalizados para isto.”
Lógica das substituições
“Se verificarmos as minhas estatísticas nos outros clubes, dá para perceber que eu costumo substituir o médio ofensivo para refrescar o jogo mental e físicamente. Faz parte da minha estratégia, é a minha forma de ver o jogo e não significa que eles não tenham capacidade de jogar 90 minutos, mas quando temos dois talentos, temos de saber geri-los e dar-lhes espaço para brilhar. Esgotei as substituições em 32 dos 34 jogos desta temporada, porque acredito que é preciso refrescar a equipa e gerir o jogo. Até agora tenho sido bem sucedido nessa gestão.”
Thiago Silva
“Esperamos ajudar o Thiago Silva a voltar à seleção, é um sonho que ele tem e trabalha muito para o conquistar. Espero estar a providenciar-lhe todas as condições para provar ao selecionador que merece. Hoje pedi-lhe que falasse com a equipa antes do jogo e ele deixou quase toda a equipa de lágrimas nos olhos. Está sempre a tirar notas nos treinos, gosta de falar de futebol, de perceber mais sobre o jogo, é muito generoso e, para mim, é um privilégio trabalhar com um jogador como o Thiago Silva. Espero que ele consiga alcançar os seus objetivos e representar o Brasil no Mundial.”
Rodrigo Mora
“Pedi ao Rodrigo que nos ajudasse numa posição diferente muito por causa da dinâmica do jogo. Queria tê-lo dentro do campo para ter flexibilidade. O Rodrigo é um jogador muito inteligente, tem uma atitude e um entendimento do jogo muito bons. Sabíamos da qualidade dos nossos adversários, preparámos este jogo de uma forma muito específica e soubemos geri-lo muito bem durante 97 minutos, mas concedemos uma oportunidade no último minuto e pagámos caro com dois pontos.”
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