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Francesco Farioli garante que “todos os jogadores estão prontos para ajudar” antes da receção ao Moreirense FC (domingo, 20h30)

“É bom estar de volta ao Estádio do Dragão após três jogos fora” e 16 dias de ausência, mas avizinha-se um “jogo muito difícil” contra o Moreirense FC (domingo, 20h30, Sport TV1), “uma das maiores surpresas da Liga”, e Francesco Farioli deposita todo “o foco na abordagem ao encontro e no desejo de fazer tudo para o vencer”. “Estamos focados no nosso caminho e este jogo merece toda a nossa atenção”, afirma o técnico atento “aos pequenos pormenores que farão a diferença nesta fase da época”.

Sem tempo para “gastar energias no jogo psicológico”, até porque “numa temporada que deveria ser de reconstrução” o FC Porto está “a meio de março com a oportunidade de comandar o seu destino”, o treinador reforça a necessidade de “continuar a fazer jogos muito competitivos e treinos muito intensos” e realça que “todos os jogadores estão prontos para jogar, para ajudar a equipa e para manter o ritmo”, o que “pode ser uma chave para jogar todas as cartas”.

“Sem dúvidas” sobre a abordagem a ter na 26.ª jornada, ainda que a equipa “não possa pressionar durante 90 minutos porque há momentos em que o adversário envia bolas longas e é preciso recomeçar de outra fase”, Francesco Farioli exige que “o grupo seja muito completo” e consiga “ser capaz de encontrar sempre a melhor resposta para o que o jogo pede”.

O Moreirense FC
“É bom estar de volta ao Estádio do Dragão após três jogos fora, agora vamos ter dois jogos seguidos em casa, mas a prioridade é o de amanhã contra uma das maiores surpresas da Liga. Eles jogam muito bem, são bem treinados e o facto de estarem confortáveis na tabela, tal como o técnico deles disse, não é algo que os relaxe, mas sim que os liberta para jogarem à vontade. Temos de estar muito ligados porque sabemos as dificuldades que este jogo nos vai trazer. Na primeira volta, tivemos o controlo do jogo, mas foi muito difícil desbloqueá-lo e conseguir os três pontos, por isso agora espero mais um jogo muito difícil contra uma equipa competitiva que se está a sair muito bem na Liga.”

Foco virado para dentro
“O nosso foco tem de estar na abordagem que vamos fazer ao jogo e no nosso desejo de fazer tudo para vencer o duelo contra um adversário que está a fazer um grande trabalho. O ponto positivo é que o plantel está todo em boa forma, todos estão prontos para jogar e com a mentalidade competitiva e frescura necessárias. Chegar a meio de março com os jogadores com as baterias carregadas é difícil e estamos nesse patamar, isso diz muito sobre o trabalho que fazem diariamente. O facto de gerirmos a energia e a qualidade do grupo em três competições é outro bom ponto a assinalar, porque esta temporada deveria estar a ser de reconstrução, e acho que ganhámos a possibilidade de nos mantermos nas três competições em março, ainda com a possibilidade de chegar o mais longe possível em cada uma. A nossa prioridade é o jogo de amanhã, estamos totalmente focados na abordagem e nos pequenos pormenores, que farão a diferença nesta fase da época.”

A avaliação à arbitragem do FC Porto-FC Arouca
“Estou um pouco surpreendido por essa avaliação da arbitragem porque há imagens bastante claras do lance. O penálti foi penálti, sem o toque o Seko Fofana ia rematar à baliza. Mantenho-me fiel às minhas palavras e seguro de que não há necessidade de que um jogo disputado há tanto tempo afete a prestação do árbitro amanhã.”

Sem distrações
“Preferimos manter-nos focados no nosso jogo. O facto de outras equipas terem podido reagendar os respetivos jogos é uma decisão muito particular, principalmente o Sporting, que tem um calendário tão apertado quanto nós e não tem espaço até à última semana da temporada para jogar esse encontro se todos continuarmos nas competições europeias, mas isso é outra reflexão. Estamos focados no nosso caminho e este jogo merece toda a nossa atenção. Não precisamos de gastar energias no jogo psicológico porque, numa temporada que deveria ser de reconstrução, estamos a meio de março com a oportunidade de comandar o nosso destino. É por isso que a atenção deve estar centrada nisso e não noutros aspetos que nos fogem ao controlo.”

A todo o gás para o que resta da época
“Se virem que o SC Braga consegue repor o jogo mais à frente, é um pedido lógico, mas para nós e para o Sporting é diferente porque, se verificarem o calendário, a única semana que vai estar disponível para se disputar um jogo em atraso é a última. É um tratamento particular. Nós tomámos uma decisão diferente, baseada no que podemos controlar. Nos últimos três jogos mudámos oito ou nove jogadores e, mesmo em encontros que podiam ser de Liga dos Campeões, não se viu muita diferença. Já disse muitas vezes que a força desta equipa está no aspeto coletivo, continuo a acreditar nisso, mas não é algo que nos possa fazer relaxar. Pelo contrário, temos de continuar a fazer jogos muito competitivos como os que temos feito, treinos muito intensos e mostrar os resultados em campo. É o mais importante. Todos os jogadores estão prontos para jogar, para ajudar a equipa e para manter o ritmo, os que vão começar de início e os que vão entrar a partir do banco. Este desejo constante, nesta fase da temporada, pode ser uma chave para jogarmos todas as cartas que temos.”

Zaidu
“Faz parte do plano de gestão. O Zaidu fez três jogos muito bons, mas quisemos colocar em campo o Francisco Moura, que contra o Sporting fez uma ótima exibição. Na Liga, podemos levar menos jogadores para o banco, contra o Benfica jogámos com o Martim Fernandes, que consegue jogar no corredor direito e esquerdo sem qualquer problema, e com o Alberto Costa, decidimos levar o Francisco Moura no banco para dar continuidade ao seu plano de desenvolvimento. Estou muito contente pelas exibições do Zaidu, ainda mais porque em janeiro havia uma grande possibilidade de ele sair para a Premier League, mas eu falei com ele e perguntei o que queria fazer, ele ficou contente por ficar cá. Na primeira parte da temporada não teve tantos minutos, os caminhos estavam mais fechados, mas sempre estive satisfeito com a atitude que demonstrou e com a capacidade de ajudar nos treinos com grande intensidade. Ele ficou muito contente por ficar e por continuar a ajudar a equipa, sempre com a ambição de jogar nas três competições, e aguardou pela oportunidade, que chegou umas semanas mais tarde. Ele agarrou-a, mostrou confiança e tem progredido muito bem, isso diz muito sobre a mentalidade dele. É um exemplo pela incrível mentalidade e compromisso que tem com a equipa e é adorado pelos adeptos. Especialmente no Dragão, quando toca na bola, ouve-se logo outro tipo de barulho. Tem muita energia é isso que procuramos.”

O sucesso da formação
“É ótimo. Na formação, os resultados na tabela classificativa não devem ser a única métrica para medir o sucesso, mas temos os sub-15, os sub-17 e os sub-19 nas respetivas lideranças. Além destes, a equipa B também está a fazer uma segunda parte da temporada fantástica e isso diz muito sobre o trabalho dos jogadores e a capacidade dos treinadores de os desenvolver. O trabalho do João Brandão e do Sérgio Ferreira tem sido fantástico neste aspeto e tem sido fácil o acesso e comunicação com eles. Gerimos a gestão de esforço, o desenvolvimento dos jogadores, é algo em que temos despendido muito tempo. Na nossa equipa técnica, temos o André Castro, que faz essa ligação entre a equipa principal e as camadas jovens. O Lino Godinho, o Lucho González e o Felipe Sánchez também são muito importantes neste aspeto, tal com os analistas que nos enviam as imagens dos atletas que acreditamos que nos podem ajudar. Além destes, há o mérito óbvio dos jogadores. Desde o início da temporada, tivemos 19 ou 20 jogadores da equipa B ou sub-19 que participaram nos treinos e jogos da equipa principal, como aconteceu com o Ángel Alarcón no início da temporada e agora com o André Miranda - que progrediu de forma fantástica e infelizmente sofreu uma lesão com alguma gravidade, mas é um jogador em quem confiamos muito e que queremos ter connosco o mais rápido possível para ter mais uma oportunidade. Agora temos outros jogadores como o Bernardo Lima ou o Tiago Silva, que é um jogador que me apaixona pela forma como joga e mostra personalidade em todo o campo e tem um entendimento muito claro do jogo. O André Oliveira é outro jogador que está a progredir muito bem, o João Teixeira, o Luís Gomes, o Gonçalo Sousa que esteve recentemente connosco. Há outros que ocasionalmente estão connosco, mas estes estão de uma forma mais constante e têm ajudado a manter o nível das sessões de trabalho e, quando voltam aos respetivos escalões, ajudam os colegas a conseguir resultados fantásticos como o de ontem. Foi um prazer ver o jogo na televisão e vê-los a jogar àquele nível.”

A adaptação às diferentes fases do jogo
“Faz parte do jogo, não podemos pressionar durante 90 minutos porque há momentos em que a outra equipa envia bolas longas e temos de recomeçar de outra fase. Não tenho dúvidas de que vamos continuar a pressionar todos os adversários em todas as competições, isso é muito claro, mas há momentos em que nos adaptamos. Em Estugarda tivemos exemplos disso: tivemos muitos bons momentos de pressão alta e marcámos dois golos nesses momentos e outros em que defendemos muito bem a nossa área. Essa capacidade de dominar e ajustar ao que o jogo pede é uma mais-valia que temos de continuar a desenvolver. Não há dúvidas sobre o que queremos fazer. Sou um treinador que, na minha curta carreira, tem tirado algum prazer de diferentes coisas: uma é passar mais momentos a defender em bloco mais baixo e outra é investir mais nas bolas paradas. Passados uns anos, estou mais completo, mas ainda com coisas a melhorar. O que exijo à equipa é que seja muito completa, porque acredito que a única forma de ser bem-sucedido em diferentes competições, contra diferentes adversários que têm estilos de jogo distintos, é ser capaz de encontrar sempre a melhor resposta para o que o jogo pede.”

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