Francesco Farioli exaltou a “força coletiva” da equipa antes da 27.ª jornada da Liga (domingo, 20h30)
De volta ao campeonato com uma deslocação a Braga para defrontar “uma equipa que se está a sair muito bem na Liga e na Liga Europa” (domingo, 20h30, Sport TV1), Francesco Farioli prevê “um jogo tão difícil e aberto como os disputados frente ao VfB Stuttgart” entre “dois conjuntos que vão para o campo com o mesmo desejo de vencer” e uma identidade que assenta “na bravura e na coragem”, pelo que avisa que é necessário “recarregar as baterias e dar tudo” no Minho.
“Toda a gente recuperou bem” do embate europeu, “o único que ainda está sob a vigilância da equipa médica é o Diogo Costa, que tem uma dor de costas que perdura e uma inflamação no adutor”, além dos “lesionados de longa duração e do Rodrigo Mora, que vai ficar de fora durante dez a quinze dias”, e o treinador irá “escolher os jogadores que irão aumentar as probabilidades de sucesso” em 90 minutos “muito exigentes do ponto de vista físico”, mas também “tático, e que serão determinados pelos pequenos detalhes” em que “a força coletiva” terá de intervir: “A forma como toda a equipa tem ajudado permitiu que chegássemos ao final de março em três competições e com possibilidade e vontade de as vencer. Isso diz muito sobre o trabalho que estes jogadores estão a fazer e que às vezes é esquecido”.
O SC Braga
“Eles têm-se saído muito bem desde que o treinador chegou, ele está a fazer um grande trabalho e a equipa está muito bem na Liga e na Liga Europa, prova em que chegou aos quartos de final. É um adversário que marca muitos golos, é a equipa com mais posse de bola do campeonato, é muito dominadora no meio-campo adversário, muito agressiva. Espero um jogo tão difícil como o que tivemos frente ao VfB Stuttgart, apesar de o SC Braga ser mais orientado para a posse, mas vai ser um jogo aberto entre duas equipas que vão para o campo com o mesmo desejo de vencer. Temos de recarregar as baterias depois do objetivo cumprido que foi seguir em frente na Liga Europa e dar tudo em Braga.”
Boletim clínico
“Toda a gente recuperou bem, trabalhámos com toda a gente hoje. O único que ainda está sob a vigilância da equipa médica é o Diogo Costa, que tem uma dor de costas que perdura e uma inflamação no adutor. Vamos tomar uma decisão nos últimos momentos antes do jogo, dependendo também de se ele está confortável ou não para jogar. Se não estiver, estarão outros certamente. Digo isto, mas todos sabem que temos os lesionados de longa duração e o Rodrigo Mora, que vai ficar de fora durante dez a quinze dias.”
Uma deslocação de exigência máxima
“Não sei quem vai jogar do lado deles, não posso controlar isso. Do nosso lado, trabalhámos hoje com toda a equipa e os jogadores estão preparados para competir a um bom nível. Dos 23 jogadores que estão prontos para jogar, vou escolher os que acredito que irão aumentar as nossas probabilidades de sermos bem-sucedidos. Eles também vêm de um jogo europeu, apesar de terem jogado um dia antes e de não terem tido jogo no fim de semana anterior, e estão plenamente no seu direito, por isso espero um jogo muito exigente do ponto de vista físico porque eles partilham o topo da Liga connosco no que ao número de corridas e distância percorrida diz respeito. Vai ser um jogo muito físico, tático também e será determinado pelos pequenos detalhes. Estamos muito atentos a estes pormenores que podem mudar as dinâmicas.”
A recuperação de Luuk de Jong
“É quase impossível [voltar a vê-lo no relvado esta temporada]. Temos de encarar a realidade, jogou muito poucos jogos, lesionou-se em dois momentos, depois também estamos sem o Samu desde o início de fevereiro. Estamos no final de março e a equipa, de alguma forma, conseguiu disfarçar estas duas grandes ausências. Estamos a falar dos que, no início da temporada, eram a primeira e a segunda escolha para avançados. São os dois muito bons, por isso é difícil dizer quem vinha primeiro, mas hoje temos a força coletiva a fazer com que consigamos disfarçar essas ausências. A forma como o Deniz Gül e o Terem Moffi, mas toda a equipa também, começaram a ajudar-nos permitiu que chegássemos ao final de março em três competições com possibilidade e vontade de as vencer. Isso diz muito sobre o trabalho que estes jogadores estão a fazer e que às vezes é esquecido. Vai ser complicado ver o Luuk de Jong em campo antes do final da temporada.”
A comitiva portista na seleção polaca
“Estamos muito contentes pelas chamadas do Jan Bednarek e do Jakub Kiwior, que já costumam ser convocados para a seleção principal, e também pelo Oskar Pietuszewski, que está a sair-se muito bem. Há uns dias recebi uma chamada do Diretor Técnico da seleção polaca, estava curioso para saber como ele se estava a portar, porque em campo era muito óbvio, por isso desejamos-lhes muita sorte para esta qualificação.”
Bravura e coragem
“Podia pegar na conferência de imprensa que fiz antes dos jogos contra o VfB Stuttgart e copiá-la, mas a distância dos passes deles é muito mais curta do que a dos do VfB Stuttgart, jogam mais curto, tentam sempre ficar no meio-campo ofensivo e combinam esta vontade de ter a bola com muita agressividade. Os três avançados pressionam muito, os laterais saltam sempre de forma agressiva para a pressão e os centrais são muito corajosos para perseguir os avançados em todo o campo. Isto leva-me a considerar que o jogo vai ser muito aberto entre duas equipas que, de acordo com as suas identidades, vão praticar o seu futebol com bravura e coragem. São duas palavras que descrevem bem ambos os conjuntos.”
Gabri Veiga
“O Gabri Veiga está a progredir muito bem. Depois da lesão que teve no tornozelo frente ao Vitória SC, na Taça da Liga, demorou alguns dias a voltar à forma desejada. Ele vinha do melhor jogo da temporada frente ao OGC Nice, em que se saiu muito bem, a lesão afetou um pouco a sua evolução, mas agora voltou ao topo de forma e contra o Moreirense teve duas ou três oportunidades de golo, o impacto que teve na equipa foi muito positivo. É claro que aprecio as qualidades do Gabri Veiga e com a ausência do Rodrigo Mora, espero que apenas para este jogo, vamos ter de gerir as coisas de forma diferente. Vamos levar o Tiago Silva connosco para o jogo, estará na comitiva.”
Tudo em aberto
“Quantos jogos faltam? Quantos pontos? A resposta está aí. Faltam 24 pontos para disputar, claro que o SC Braga é um adversário muito forte, não o podemos negar, mas vamos passo a passo e o jogo de amanhã é muito importante, apesar de não ser decisivo.”
O adiamento do Sporting-CD Tondela
“Não é a questão de o FC Porto ser prejudicado, é a Liga. Não somos nós contra eles, há equipas que estão a lutar pelo título mais as da despromoção. Na semana passada, acho que falei de forma educada sobre o tratamento particular que receberam e fui muito criticado por alguns dos vossos colegas, houve até uma declaração da outra parte. Estou a falar de factos, já falei do SC Braga, que teve o mesmo tratamento. Tudo isto funciona à base de prioridades. Primeiro vem a proteção às equipas que ainda estão nas competições europeias e isso é muito bom para o futebol português, sem dúvida. Por isso fico contente por o SC Braga ter tido esse adiamento, mesmo que agora tenham mais tempo de descanso do que nós, nunca me queixei de que estivéssemos mais cansados do que eles. Por outro lado, quando não há espaço no calendário e adia-se um jogo sem se saber quando pode ser realizado, acho normal haver comentários sobre tratamento especial. Posso dar-vos o exemplo da Premier League, uma liga à parte das restantes, trata-se de justificar o injustificável. Caí aqui de paraquedas de outro país, mas há coisas muito claras: 15 minutos no VAR, esta situação, ainda estamos à espera do julgamento de um jogador que fez gestos em frente às câmaras. Podemos falar do que quiserem, mas há coisas claras e, ao adiarmos um jogo para uma data incerta, tudo isso é arrastado para a maré e esquece-se tudo. Numa Liga em que tudo é tão próximo, joga-se ponto a ponto, seja para o título ou para a manutenção, este ajuste pode determinar o resultado final da competição. Se queremos ter uma competição justa, isto vai na direção completamente oposta. Ouvir lições de moral ou falar-se de ética não faz com que se esteja eticamente acima de alguém. Falei de um tratamento especial, mantenho as minhas palavras e, após duas semanas, o futebol português percebeu que não estava assim tão distante da realidade.”
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